Dimas Roque: Lula, o rebelde

23.12.19

Lula, o rebelde



Ele já poderia ter se aposentado, e mesmo assim, seria lembrado para sempre entre os mais pobres como sendo aquele que, em um período no Brasil, conseguiu fazer com que todos tivessem alimentação em suas mesas, no café da manhã, no almoço e na janta. Mas, ele teima em permanecer na luta.

Ontem, 22, Luiz Inácio Lula da Silva, ou simplesmente, o Lula, ainda entrou em campo para bater uma pelada com os amigos. Entre eles, o cantor e compositor Chico Buarque, do outro lado, estavam os Amigos do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. E o Cara ainda fez um gol no campo que leva o nome do Dr. Sócrates Brasileiro na cidade de Guararema/SP.


Lula teima em ficar de pé. Seja jogando bola, seja viajando pelo Brasil em suas caravanas. Ele já anunciou que começará 2020 percorrendo, novamente, as cidades para se encontrar com o povo, ouvir e conversar diretamente com cada um. E desse jeito, o “menino” de Caetés/PE, que saiu com sua mãe, Dona Lindu e seus irmãos do Nordeste para São Paulo em busca de encontrar o seu pai que lá estava.

Como bom nordestino, Lula teimou em permanecer vivo e lutando por sua sobrevivência. Muitos dos que saíram da mesma região foram ficando pelo caminho. Mas como diz a frase, “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”, assim aconteceu com ele.

Um gigante diante das injustiças que são perpetradas contra ele. O Barbudo enfrenta com dignidade os seus algozes. E quando muito podiam querer o silêncio, Lula busca incansavelmente denunciar as injustiças por que tem passado. Chega a ser emocionante que um homem com 74 anos de idade, ainda se levante contra toda as formas de injustiças. E por isso, sempre acompanhado de uma multidão de pessoas para lhe ouvir e reverberar suas ideias. Quem mais neste país tão humilhado atualmente demonstra tamanha força? Ninguém!

Vai se chegando ao final o ano de 2019 com Lula sendo protagonista na política. E parece que em 2020 ele continuará a ser o que sempre foi, desde que entrou no sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1968, uma referência de luta para todos aqueles que ainda acreditam na construção de um Brasil igual pata todos.

Foto: Ricardo Stuckert.

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