31.5.19

Estudantes apresentam projetos em Congresso Internacional de Educação e Geotecnologias em Salvador


Os estudantes do Colégio Polivalente do Cabula, em Salvador, participaram nesta semana do II Congresso Internacional de Educação e Geotecnologias – II CINTERGEO. O evento foi promovido pela unidade escolar em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), por meio do Grupo de Geotecnologias, Educação e Contemporaneidade. O encontro teve como objetivo apresentar projetos dos estudantes da Educação Básica, de escolas da rede pública, no âmbito da Geotecnologia, bem como incentivar o protagonismo estudantil por meio da iniciação científica. 

Durante o encontro, foram realizadas apresentações culturais, de dança e de música, declamação de poesias, palestras, mesas redonda e apresentados projetos de pesquisas, realizados pelos estudantes do Colégio Polivalente do Cabula e dos Colégios da Policia Militar do Dendezeiros, Lobato, Luís Tarquínio e João Florêncio Gomes. Participam, também do congresso, profissionais e estudantes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e do Instituto Federal da Bahia (IFBA) de Valença.  

A gestora da unidade, Lúcia Maria Ferreira, falou sobre a importância da pesquisa para o fortalecimento do aprendizado e do protagonismo estudantil. “No caso da nossa escola, os estudantes trabalharam a Geotecnologia a partir da rádio. Para isso, eles pesquisaram, analisaram, construíram e processaram seu projeto. Queremos que eles sejam possuidores do conhecimento e não existe maneira melhor para que esta mudança aconteça. Trabalhar com a pesquisa vem fortalecendo o aprendizado, no âmbito da interdisciplinaridade e motivando o estudante a ser protagonista da construção do seu conhecimento, por meio das pesquisas”.

A estudante Carla Liz Mendes, 19 anos, 3 º ano do Ensino Médio, do Colégio Polivalente do Cabula, apresentou uma pesquisa sobre a implantação de rádio escola, em colégios do bairro Tancredo Neves, em Salvador. Para a jovem, que conversou com moradores da localidade, uma rádio escolar é uma necessidade coletiva que trará bons resultados. “Como sou moradora do local, procurei informações sobre o bairro, quem são os moradores daquela localidade e como e de que forma o projeto ajudaria. Então, resolvemos trabalhar nos Colégios Estaduais Helena Magalhães e Zumbi dos Palmares, que já realizam trabalhos sociais voltados para a comunidade. A intenção do projeto é levar a rádio escolar para essas unidades e trabalharmos com a divulgação de cursos, projetos assistenciais e informações que possam melhorar a vida dos moradores dessas comunidades”, explicou.

Os estudantes do Colégio da Polícia Militar do Dendezeiros, Caio Roberto, 17, 2º ano, e Alana Costa, 18, 1º ano, também apresentaram projetos e pesquisaram sobre a história do Hospital Ana Nery, que fica no bairro Caixa D’água, em Salvador. “Começamos pesquisando o trabalho que é executado no hospital e porque um hospital de cardiologia recebeu esse nome. Aí que veio a surpresa: descobri que Ana Nery foi reconhecida por ser a primeira enfermeira do Brasil e que ficou mundialmente conhecida por prestar seus serviços na Guerra do Paraguai. Desde pequena que tenho o sonho de me dedicar à Medicina e ser uma cirurgiã e esse trabalho só veio reafirmar isso”, revelou Alana.

Já seu colega Caio contou que, para a elaboração do projeto, utilizaram pesquisas bibliográficas e contaram com a ajuda dos professores. Foi um estudo interessante, rico em conhecimento na área de Saúde, e no trabalho que é executado pelos profissionais daquele lugar. Eu também conclui a pesquisa certo de que é a Medicina que quero para a minha vida”.

Para o professor de Geografia e pesquisador, Cosme Jorge Patrício Queiroz, a pesquisa incentiva os jovens estudantes a continuarem com os estudos, a partir da curiosidade pela investigação. “Esses alunos desenvolvem pesquisas com cunho científico e usando métodos de pesquisa científica. Isso é interessante, porque esses alunos normalmente continuam com os estudos, ou seja, eles interrompem essa barreira de terminar o Ensino Médio e ficar ali, eles continuam com as pesquisas. Fazemos um trabalho amplo com estudantes da Educação Básica e eu, em especial, com os estudantes do Ensino Médio”. 


Foto: Claudionor Jr.

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