22.3.18

Vem aí, a eleição das eleições.


Nem mesmo a história mostrará algo parecido com o que promete ser a eleição deste ano no Brasil. E nós podemos mesmo ir buscar na memória dados da primeira eleição a que se tem notícias. Ela aconteceu em 1532 na Vila de São Vicente, depois São Paulo. Nela foram escolhidos os representantes para a Câmara Municipal.

Foi na década de 30 que se criou o primeiro Código Eleitoral Brasileiro. Já naquela época o que se buscava era o combate à fraude que acontecia nos pleitos realizados. Tivemos um breve recesso ditatorial Varguista de 1935 a 1945 onde não foi permitido eleições. Como resultado de uma manobra do então presidente para eleger seu ministro da guerra, Eurico Gaspar Dutra, aconteceu o golpe militar. O termo “Golpe” é igual Carro Pipa no Nordeste, parece que nunca vai sair da moda no país.

Durante boa parte deste tempo, algumas cidades foram decretadas com de “segurança nacional” e não puderam ter eleições. Isto só veio a acontecer no ano de 1988 após o fim do Golpe de 64.

Tivemos generais sem votos, vice-presidente que assumiu após a morte do titular que nem chegou a tomar posse. Presidente fabricado pela mídia como o Caçador de Marajá e que não terminou o seu mandato. Outro que passou oito anos com a mídia o segurando e que é acusado de comprar a sua reeleição no Congresso Nacional. A última peripécia do nosso sistema eleitoral foi a retirada da Presidenta eleita Dilma Rousseff com o apoio da, mais uma vez, mídia e de parte do judiciário brasileiro.

Como a saída da ex-presidente foi traumática e dividiu literalmente o Brasil nos que apoiam a esquerda, personificada através de reconhecimento em Luiz Inácio Lula da Silva, e aqueles que dão apoio a quem está vendendo todo o patrimônio público nacional, nós estamos diante, este ano, da eleição das eleições. Será o tira-teima entre os chamados “mortadelas” e os “coxinhas”.

Pesquisas eleitorais nos informam que, até o momento, Lula, a despeito do massacre que vem recebendo por parte da grande mídia, é o favorito a retornar ao Palácio do Planalto no próximo ano. Em segundo lugar, bem atrás, vem o Jair Bolsonaro. Este, personificando o que há de mais atrasado na política atual.

As chances de Lula voltar a ser presidente são reais e a próxima eleição será, de fato, a luta entre o Bem (defensores da independência do Brasil) e o Mal (aqueles que vendem até a mãe aos Estados Unidos).

De que lado da história você está?

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