27.9.17

José Dirceu: Em V E R S O S LIVRES, LIVRES E LIVRES. (Por Jetro Fagundes)

O Nosso Guerrilheiro

Lá da mineira Passa Quatro
Um bravo guerrilheiro saiu
Para ser odiado pelos patos
Golpistas traidores do Brasil

Se tu optas pelas guerrilhas
Contra golpistas generais
Nunca que, às mil maravilhas
Irás conseguir viver em paz

Se tu combates a quadrilha
De mídias, revistas, jornais
Nunca que, às mil maravilhas
Tu sossegadinho viverás

Quando já se via desrespeito
Rasgadores de constituição
Mineiro Estudante de Direito
Surge com brava indignação

Líder estudantil atuante
Com sua libertária diretriz
Se torna figura importante
Na redemocratização do país

Lá pelos anos da ditadura
José Dirceu de Minas gerais
Tem a libertária postura
De lutar contra os generais

Sessenta e quatro, marcado
Guardada na memória nacional
Se viu duro golpe de estado
Contra Jango, presidente legal

Como estudante politizado
Dirceu, ao ver momentos cruéis
Fica contra o golpe de estado
Dado por homens dos quartéis

Num congresso de estudantes
Em meia oito, a alta traição
Manda prender o militante
E o enquadra por subversão

Tempo do AI-5, da Censura
Jornais não podiam noticiar
Que Zé Dirceu sofria torturas
Nos porões do regime militar

Preso por golpistas de estado
Nem uma região desta nação
Sabia que Zé era torturado
Por defender a Constituição

Certo dia, o preso militante
É livre do porão torturador
Num caso pra lá de marcante:
Sequestro de um embaixador

Zé Dirceu e outros torturados
Pela soltura do embaixador
É trocado, expulso, deportado
E vai rumar exílio, exterior

Trocado por cônsul americano
José Dirceu deportado rumou
Para o país do povo mexicano
Depois cubano, onde se exilou

Em Cuba, estudante mineiro
Então vai realmente aprender
As táticas de um guerrilheiro
Pra combater golpista poder

Enquanto Zé, em Cuba vivia
Querendo poder um dia voltar
O Brasil inteiro padecia
Nas mãos do regime militar

Tempos das plenas tiranias
Até o simples cidadão comum
Teve suspensas as garantias
De nem poder soltar um pum

Tempos em que direito garantido
Era violentado por pelotões
Muitos foram desaparecidos
Lá nas torturas dos porões

Tempo de chumbo, muito choro
Tristeza da mãe pátria gentil
Vendo seu próprio Verde-Louro
Sofrer pelos filhos do Brasil

Tempo do pau de arara, exílio
Muitos cantavam Hino Nacional
Lembrando uma filha, um filho
Vítimas da tortura irracional

Tempo de mães, viúvas heroínas
As quais lembram dias atuais
Tristes dores da pobre palestina
Por filho que já não vive mais

Eis aqui o cenário retratado
Do tempo em que José Dirceu
Na caribenha cubana, exilado
Como um guerrilheiro viveu

Um dia, José Dirceu retorna
E não retorna para passear
Mas pra lutar contra normas
Do regime que adorava matar

A volta de maneira fantástica
Algo marcante, espetacular
Pois precisou fazer plástica
Para poder bem despistar

Logo após a Lei da Anistia
Pressão da Sociedade Civil
Zé Ajudará a fundar um dia
Importante Partido do Brasil

De lutadoras, de lutadores
De operários e intelectuais
O Partido dos Trabalhadores
Surge com libertários ideais

No Partido dos Trabalhadores
Zé Dirceu, desde a fundação
Tem sido um dos articuladores
Decisivo na tomada de posição

Hábil, o libertário idealista
Ajudou a unir, com precisão
Marxistas e sindicalistas
Contra a pelegagem e patrão

Dirceu, de maneira bem bonita
Ajudou de, um modo peculiar
Transformar grupo de xiita
Em partido realmente popular

O inimigo do golpe de estado
Teve importante participação
Pro país ser redemocratizado
E ter uma nova Constituição

Vinte e um anos de ditadura
Zé tinha a plena convicção
Dos estragos, das amarguras
Feitas pelas rodas da traição

Duros, amargosos momentos
O mínimo não sumiu por um triz
Não valia nem vinte por cento
Do que Jango deixou no país

Cincoenta dólares miserentos
Foi o que a ditadura deixou
Sem falar noutros lamentos
Brasil literalmente afundou

Eleito várias vezes deputado
O bravo guerrilheiro lutador
Sempre se posicionou do lado
Do pobre cidadão trabalhador

E o mineiro de Passa Quatro
Que peitou regime ditador
Tem sido a pedra no sapato
De quem explora trabalhador

Nos seus sucessivos mandatos
Em antro burguês conservador
Sempre, de direito e de fato
Soube honrar o seu eleitor

José Dirceu era o dirigente
Comandante do partido, PT
Quando Lula, como presidente
Chega ao Planalto, ao poder

Homem das lutas incessantes
Na redemocratização do Brasil
Assume um cargo importante:
O Ministério da Casa Civil

Hoje ele enfrenta as insidias
De um grupo histórico traidor
Por ter mexido com as mídias
De perfil sempre manipulador

Libertário que nunca foi bobo
Mexeu lá na origem, na raíz
Do monopólio do grupo globo
Na verba publicitária do país

Antes do ministro guerrilheiro
A emissora demoníaca global
Monopolizava todo o dinheiro
Da propaganda governamental

Inimigo da rede salafrária
Dirceu fez a democratização
De toda a verba publicitária
Contrariando globostalização

Perseguido por grupo lunático
Zé Dirceu simplesmente aboliu
A fanfarra de livros didáticos
De Veja, dona da Editora Abril

Dirceu, ministro guerrilheiro
Interrompeu sangrias nacionais
Acabando com farra de banqueiro
Que mamava nas tetas federais

O ódio ao ex super ministro
É desde o fim de FHC, trairão
Criminoso lesa pátria sinistro
Sociólogo picareta vendilhão

Tempo que ninguém esquece
Venda criminosas de estatais
O dinheiro do B N D E S
Socorria banqueiros nacionais

No final do governo tucano
O mínimo, vergonhoso horror
Cincoenta dólares americanos
Valia o valor do seu traidor

Inimigo de nazis jornalecos
Zé Dirceu bom combatedor
É perseguido por um juizeco
Filhote de tucano fundador

Vitima do juiz reacionário
Torturado em um novo porão
Zé honra os revolucionários
Que nunca jamais desistirão

Se hoje ele usa tornozeleira
A mando de um fascista juiz
Pois lava a alma guerrilheira
Dos libertários do nosso país

Zé, perseguido ainda vive
Tá solto por popular pressão
Valente como o Verso Livre
Na trincheira da convicção

E para quem defende escoria
Que persegue Dirceu, lutador
Quem conhece bem História
Manda um à merda libertador

Por Jetro Fagundes - Farinheiro do Marajó e de Ananindeua.

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