23.10.17

O QUE QUEREM OS MILITARES? (Por Zé Dirceu)


É hora de dialogar com os militares. Há anos Bolsonaro faz proselitismo nas escolas e entre os oficiais. Vamos lembrar que ele foi eleito pela primeira vez defendendo os salários e as condições de trabalho das Forças Armadas. Depois evoluiu para uma plataforma anticomunista e antipetista, saudoso da ditadura e defensor da tortura, homofóbico, machista e violento. Fez história no parlamento por suas bravatas e ameaças, infelizmente toleradas pela maioria dos deputados.

Agora, caminhamos para ter novos candidatos e atores políticos oriundos da caserna. Destacam-se Mourão e Heleno, ambos generais como o comandante Villas Bôas, que depois de uma fala no Senado - quando expôs um projeto de desenvolvimento nacional, natural em se tratando das Forças Armadas, dos militares - escorregou ao, na prática, apoiar a fala de Mourão favorável à intervenção militar, nome medroso para golpe e ditadura militar.

O que determina e o que expressa hoje o ativismo político entre militares de alta patente? Que sentido teriam as Forças Armadas brasileiras se não defendessem um projeto de nação, de desenvolvimento, a soberania nacional, o pré-sal, a Amazônia, a Amazônia Azul, a indústria de defesa nacional, nossas fronteiras, nosso papel na América do Sul? Nenhum! Seriam apenas polícias a serviço de facções que detêm ou disputam o poder.

Não devemos esquecer a história: é obrigação de quem se diz de esquerda e/ou nacionalista.

Nossos militares fundaram a República e a retomaram em 1930. Governaram com Getúlio, chefe da revolução, presidente constitucional e ditador no Estado Novo. Depois o derrubaram em 1945, mas não eram um partido único e unificado. Nas décadas de 20 e 30 eram, em sua maioria, apoiadores da Velha República. Os tenentes se levantaram em armas e forjaram uma hegemonia em aliança com os civis, que representam a nova e nascente burguesia industrial e agrária. Para simplificar, é óbvio.

Reflexo da disputa na sociedade e no mundo, dividiram-se entre nacionalistas, estatistas e entreguistas privatistas, entre industrialistas e agraristas - estes sempre ligados aos Estados Unidos e à “vocação” agrária do Brasil. Uma bobagem, como a que ouvimos hoje a respeito da inevitabilidade da adesão do Brasil à hegemonia norte-americana e à austeridade.

Também houve uma segunda divisão entre os germanistas (pró-fascistas) e os americanistas (pró-democracia), de novo para simplificar.

Getúlio, que tinha noção e consciência nacional, negociou a entrada do Brasil na guerra ao lado dos aliados em troca do Brasil de hoje, do binômio aço e energia, pavimentando a fundação da Petrobras, da Eletrobrás e do BNDES. Daí o ódio de nossos liberais de araque - que hoje são banqueiros e financistas e vivem do sangue do povo.

Lênin dizia que o socialismo era aço+energia+soviets. Getúlio sabia que o Brasil só seria uma nação independente se industrializado e soberano, capaz de financiar seu desenvolvimento e dominar suas riquezas, começando pelo seu mercado interno e sua cultura, a educação e a ciência.

Divididas, as Forças Armadas participaram e foram decisivas nas disputas políticas do país entre 1946 e 1964. Suas facções reacionárias e ligadas à direita udenista (pró-américa do norte) tentaram dar golpes em 54, 55, 57 e 61, exigindo maioria absoluta, que não era constitucional, para Getulio tomar posse. Também tentaram impedir a posse de JK. Lott deu um contragolpe e empossou, na prática, JK. Mais adiante, as Forças Armadas tentaram impedir a posse de Jango em 61, que depois renunciou. Por fim, deram o golpe em 64.

Um ponto que merece atenção: após o golpe, expurgaram das Forças Armadas milhares de oficiais e suboficiais democratas, nacionalista, comunistas. Bastava não ser reacionário e de direita para ser expulso. O resto é história e todos nós sabemos como foi a ditadura, seus crimes, a corrupção - como nunca se havia visto e encoberta pela censura e a repressão.

Mas atenção. Há vida inteligente nas Forças Armadas, seja de direita ou não, mas há. Há ainda seu DNA: sem projeto de nação e de soberania, elas perdem sua razão de ser e se transformam em polícia ou guarda pretoriana de presidentes e ditadores civis, como aconteceu em diferentes países.

Não vamos esquecer que o sucessor de Getúlio, em 1946, foi Dutra, que com ele governou durante todo o Estado Novo. E só foi eleito porque tinha o apoio de Getúlio. Mudou totalmente a política econômica entregando-se às diretrizes do império do norte e depois entregou o poder ao mesmo Getúlio - agora eleito democraticamente - nacionalista e carregado pelo povo até o Catete.

Na ditadura de 64 predominou, no início, a famosa “Sorbonne”, a Escola Superior de Guerra e seu ideólogo, Golbery de Couto e Silva, sua geopolítica e projeto de nação. Não é por nada que nossa direita, sempre quando pôde, atacou Geisel e seu II Plano de Desenvolvimento, que consolidou nossa indústria de base, sua política externa e o rompimento do acordo militar com os Estados Unidos, posterior ao Acordo Nuclear com a Alemanha.

É claro que era uma ditadura e nós lutamos contra ela, inclusive de armas nas mãos. Os entreguistas de direita, não. Esses apoiaram e sustentaram o regime ditatorial enquanto ele servia a seus interesses e riqueza. E ainda hoje sustentam qualquer tiranete ou usurpador, desde que continue a sangria dos juros altos e do rentismo. Realidade cada dia mais clara, apesar de censurada pela mídia monopolista.

A questão militar esteve sempre presente. Foi assim de 1889 a 1985. Ficou submersa nos últimos 30 anos nas casernas, nas escolas militares, nos serviços de inteligência das Forças Armadas, na Escola Superior de Guerra renovada, nas ações internas e externas - como a missão no Haiti e a presença dos militares na Amazônia - e na Indústria de Defesa Nacional.

O que nós de esquerda devemos perguntar aos militares é a quem eles querem servir: ao povo e à nação ou à facção financista e rentista que assaltou o poder? Que rasgou a Constituição e o pacto social e que destrói, dia a dia, a soberania nacional, entregando de mão beijada para o capital externo nossas empresas - estatais ou não -, nossas riquezas minerais, nossas terras férteis.

Um arranjo golpista que destrói nossa cultura e estado de bem-estar social e é incapaz de manter a ordem e a segurança pública - até porque sem crescimento, emprego, distribuição de renda e bem-estar social isso é impossível.

Não devemos nos assustar com fala de Mourão e Heleno, com a reação apaziguadora de Villas Bôas e com o silêncio dos covardes. Devemos travar o combate político e de ideias.

Só mesmo ingênuos ou cegos poderiam acreditar que não haveria politização das Forças Armadas no quadro de decomposição do Congresso Nacional - que deu o golpe e colocou no poder a camarilha do Temer – e de uma Suprema Corte incapaz de cumprir a Constituição e de deter o estado policial que setores do MPF e da magistratura, a pretexto de combater a corrupção, impuseram ao país com o beneplácito e a cumplicidade do próprio STF. E com instigação da mídia, a mesma que, como ontem, hoje se joga de corpo e alma no golpe e que, amanhã, atribuirá toda a culpa deste crime histórico aos Moros e Deltans da vida.

Eles - os ricos e os donos do poder, do dinheiro e da informação – são os verdadeiros responsáveis pela tragédia por que passa a nação brasileira.

Outra indagação aos militares, que devemos sempre destacar, difundir e propagar, é se eles cumprirão com o sagrado dever de defender a pátria, a nação e a Constituição ou se serão guiados pelos gritos histéricos de um Bolsonaro. Ou, ainda, se eles aceitarão, mais uma vês, ser engabelados por um novo demagogo da estirpe de João Doria. 

Deixarão seguir a marcha insensata e traidora da venda do patrimônio nacional, do rebaixamento do Brasil a um país alienado aos Estados Unidos, sem futuro e sem esperança, ou retomarão o fio da história em defesa de um projeto de nação, com o povo em primeiro lugar, em defesa de nossas riquezas e, inclusive, do povo armado que deve ser as Forças Armadas?


Ou há disciplina e hierarquia nas Forças Armadas, com elas servindo ao poder civil e à Constituição, ou haverá luta, divisão, facções, com disputa dentro delas e por elas. É o que nossa história nos ensina. Não nos iludamos para não sermos pegos de surpresa e servir aos desígnios dos que usam e abusam dos militares para seus próprios fins e não aos da pátria.

II Ciclo de Palestras de Direitos Trabalhistas, Políticos e Sociais.


Será realizado em Paulo Afonso o II Ciclo de Palestras de Direitos Trabalhistas, Políticos e Sociais, nos dias 28 e 29 deste mês, das 19 às 22 h. Aberto aos estudantes, professores e profissionais do Direito e à sociedade regional em geral, o evento será gratuito e terá certificação de 8 horas.

O evento, coordenado pelo Professor Mestre José Ivaldo, será realizado pelas turmas de Direitos Humanos, Direito do Trabalho II e Direito Constitucional II, do Colegiado de Direito da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus VIII. As inscrições estão sendo feitas através do site, ou na própria Uneb. As atividades serão realizadas no auditório do CDTA Uneb, no prédio Caminho das Águas (antiga Escola Parque), localizado na Rua do Gangorrra, 503, Vila Operária - Chesf (defronte ao Estádio Ruberleno de Oliveira).

No dia 28 será proferida a palestra “Trabalho escravo e retrocesso na legislação trabalhista”, pelo Dr. Admar Fontes Júnior, bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Público, coordenador do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia. Logo após, será a vez do Deputado Estadual e ex-sindicalista Paulo Rangel, que falará sobre os “Desafios do Movimento Sindical em tempos de retrocessos trabalhistas”. Na oportunidade será dado informe sobre a luta contra a privatização da Chesf.

Já no dia seguinte, o Dr. Fernando Montalvão, Advogado, especialista em Direito Público, ex-presidente da OAB Paulo Afonso e ex-Procurador-Geral do Município de Paulo Afonso, tratará do tema “A crise entre STF e Congresso Nacional: Garantias do Poder Legislativo, Impunidade Parlamentar e Ativismo Político do Poder Judiciário”. Em seguida, o tema “Desconstrução das políticas ambientais e dos direitos de povos e comunidades tradicionais”, será abordado pelo Sr. Aldo Carvalho da Silva, Assessor Especial do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos –INEMA, membro da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais – CESPCT, ex-Secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente do Município de Paulo Afonso.

Estudantes da rede estadual participam da Prova Brasil.

As provas nacionais de Língua Portuguesa e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB)/ Prova Brasil 2017 começaram a ser aplicadas, nesta segunda-feira (23), em todo o país nas escolas públicas e particulares. Na rede estadual de ensino, a Prova Brasil inclui estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, da 3ª  série do Ensino Médio e da 4ª série da Educação Profissional, contemplando as escolas públicas das zonas urbanas e rurais.

Cada escola tem uma data específica de aplicação, até o dia 3 de novembro, que foi agendada diretamente pela empresa responsável pela aplicação com os gestores escolares. Todos os estudantes matriculados nas séries correspondentes devem fazer a prova, cujos resultados servirão de base para o replanejamento de ações pedagógicas, visando a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagens.

Para a aplicação das provas, as escolas estão seguindo orientações encaminhadas pelo INEP/MEC. Uma destas orientações diz respeito ao acesso às dependências das unidades escolares, que fica restrito aos estudantes, professores, gestores, funcionários e à equipe responsável pela aplicação. “O INEP nos informou que esta é uma medida de segurança para garantir o sigilo das provas e o não vazamento de informações, tendo em vista que o período de aplicação chega a nove dias úteis”, informou a superintendente de Gestão da Informação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Cristiane Ferreira.

Cristiane acrescenta que as orientações definem até como deve ser a permanência do professor em sala de aula. “Se o professor quiser acompanhar a aplicação, ele deve assinar um termo de sigilo, compromisso e confidencialidade, além de ser proibido o uso de objetos eletrônicos”, ressaltou. Apesar deste rigor na aplicação, a superintendente chama a atenção para a importância da realização da prova. “Este é um diagnóstico importante para a rede, mas não vai aprovar ou reprovar nenhum estudante. Por isto, é fundamental que o estudante participe e que a escola mantenha um clima de engajamento para refletir a sua realidade”.

Sobre as avaliações - As avaliações irão testar conteúdos ligados à leitura e interpretação de textos diversos, no caso de Língua Portuguesa, e questões voltadas à resolução de problemas, no caso da Matemática. As provas serão devolvidas para as empresas responsáveis pela aplicação e análise dos resultados. Os dados serão encaminhados para o INEP/MEC e disponibilizados em 2018.

Eles querem Lula Presidente. (Por Dimas Roque)


Quando começou a onda na política e com a complacência da justiça da caça a Luís Inácio Lula da Silva, na tentativa de não o ter como candidato a presidência da república no próximo ano, poucos sabiam no que estavam se metendo. É que teve gente de quase todos os partidos festejando essa possibilidade. O que eles não esperavam é que com o passar dos dias as coisas fossem tomando outra forma.

A operação Lava Jato, que se pretendia ser o caminho para a “purificação” dos políticos, se revelou mais envolvida em jogos de bastidores que os próprios investigados. Sobra denuncia de participação de advogados ligados ao juiz Sérgio Moro, de envolvimento em venda de sentenças lá pelas bandas de Curitiba. E quem diz isto, é, um dos que estão sendo acusados, o senhor Rodrigo Tacla Duran. Ele apresenta, segundo as denúncias, provas de que teria feito pagamentos a esposa do juiz. E se isso não bastasse para implodir a operação, também teriam recebido dinheiro o melhor amigo de Moro, Carlos Zucolotto.

O mundo da política ao se dar conta do que está acontecendo, parece que acordou e resolveu reagir. As vezes da tribuna dos plenários da Câmara e do Senado. Outras vezes usando a internet, onde argumentos não faltam de deputados e senadores para denunciar o que chamam de acordo com “supremo e com tudo”.

É bem verdade que Rennan Calheiros já tinha avisado quando do julgamento de Delcidio Amaral. Naquele momento, ele chamou a atenção e disse que a autorização para o afastamento e prisão do mesmo, seria um erro e que no futuro o mesmo poderia acontecer com qualquer um.


Passado a fase da tentativa de destruição de Lula, o que não aconteceu e mostra que só o fortaleceu junto à opinião pública, basta ver as pesquisas durante esse período, os políticos com vasta experiência em eleições, começam a mandar sinais de que não há outra saída para o país que não seja através do retorno de Lula à presidência da república. O impedimento dele de participar da campanha como candidato, já é visto como mais um “golpe” e deslegitimará o processo eleitoral. Além de ser, Lula, o maior cabo eleitoral brasileiro. E é aí que as grandes “raposas” políticas apostaram as suas fixas para buscarem votos junto ao eleitorado. Para essa turma não há outra saída, eles precisam do Petista para se manterem vivos na política brasileira.

Dimas Roque.

Poesia do dia.

Ah! Desgraçados!
Um irmão é maltratado e vocês olham para o outro lado?
Grita de dor o ferido e vocês ficam calados?
A violência faz a ronda e escolhe a vítima,
e vocês dizem: "a mim ela está poupando, vamos fingir que não estamos olhando".
Mas que cidade?
Que espécie de gente é essa?
Quando campeia em uma cidade a injustiça,
é necessário que alguem se levante.
Não havendo quem se levante,
é preferível que em um grande incêndio,
toda cidade desapareça,
antes que a noite desça.

Por Bertolt Brecht.

NÃO FOI BULLYING!!! (Por Jordan Campos)

 
Sim, um adolescente matou dois colegas de escola com uma arma de fogo. Sim, pessoas desinformadas e com a ajuda da mídia espalham que o bullying foi o motivo. Não, não foi este o motivo. E vou aqui explicar um pouco sobre tudo isto.
 
Sou pai de quatro filhos, psicoterapeuta clínico de crianças, jovens e adultos e discordo completamente da “desculpa esfarrapada” desta pseudo-versão dos fatos. Bullying é o resultado de um abuso persistente na forma de violência física ou psicológica a uma outra pessoa. Bullying não é a piada sem graça, a ofensa solta ou uma provocação por conta do odor resultante da falta de desodorante por quatro dias, que foi exatamente o “caso” do adolescente que matou seus colegas. O motivo pelo qual o jovem assassinou seus colegas é um conjunto de fatores na formação de sua personalidade sob responsabilidade de seus pais. 

O GATILHO que deu o start em seu plano de matar pode ter surgido da provocação de seus colegas, sim. Foi uma reação desmedida, autoritária, perversa e calculada a um conflito em que ele se viu inserido. A falta de preparo emocional e educacional deste jovem para lidar com frustrações é o ponto alto deste simples quebra-cabeças. Quando somos colocados frente a um conflito, ou o enfrentamos, ou fugimos ou paralisamos. As vítimas de bullying costumam paralisar e passam anos no gerúndio do próprio verbo que identifica este problema. Bullying é uma ressaca, um trauma no gerúndio, que vai minando as forças, destruindo a autoestima e a identidade frágil de suas vítimas.

No caso do adolescente em questão ele não teve tempo de ser vítima de bullying, ele simplesmente enfrentou a provocação de ser chamado de fedorento com base em sua formação de personalidade, filosofia de vida, exemplos e criação, reagindo. Colegas de sala disseram que ele era adorador do nazismo, cultuava coisas satânicas e quando provocado dizia que seus pais, que são policiais, iriam matar os provocadores se ele pedisse!!!! BINGO!!!! 

NÃO FOI BULLYING - Por mais espantoso que possa ser, desculpem mídia e pseudo-sábios filósofos contemporâneos - o garoto matou porque tinha na sua formação de personalidade uma espécie de autorização para fazer! A identidade deste jovem de 14 anos estava formada em um alicerce que permitia isso. Ele provavelmente iria fazer isso logo logo... Na escola, com o vizinho, na briga de trânsito ou com a namorada que terminasse com ele, e isso nada tem a ver com Bullying. A provocação foi apenas o motivo para “fazer o que já se era.”

Agora, falando do Bullying, digo sem pestanejar que o maior culpado pela sedimentação do bullying e suas prováveis repercussões não são os coleguinhas “maldosos”, e sim a FAMÍLIA de quem sofre este tipo de ação. Se quem sofresse bullying fosse um potencial assassino a humanidade estava extinta. Mata-se muito por traições, brigas de trânsito, desavenças de trabalho, machismo, homofobia... Mas não por Bullying. Do contrário - é muito mais provável um suicídio, depressão, implosão.
 
O que faz com que alguém resista ou não a uma ação que pode virar bullying? Simples – a capacidade do jovem em lidar com frustrações e aprender a enfrentar seus problemas e conflitos. Esta é a maior prevenção ao bullying – aprender a vencer frustrações se submetendo a elas de forma sadia e com orientação. Aprender a respeitar os pais e a vida. Ter lições diárias de cidadania, direitos humanos - mas o mais importante - passar por frustrações e ter apoio dos pais, sem lamentar e encontrar culpados e sim crescer forte entendendo que neste mundo não podemos ter o controle das coisas.

Pais, ensinem seus filhos a respeitarem vocês e aos outros. Sei que muitos de vocês estão cheio de carências, desesperados em relações funcionais fúteis, e projetando em seus filhos o amor que não tiveram de quem acham que deveriam ter. Negligenciam assim o respeito e querem ser amados - isso contribui para fazer jovens fracos, deprimidos, ansiosos, confusos e vítimas fáceis para o bullying. Lembrem-se: só se ama e se valoriza o que se aprende a respeitar!

22.10.17

MALDITOS YANKES, MALDITO TEMER, VASSALO DELES. (Por Francisco Costa)

O que estava sendo desenvolvido em surdina veio à tona: os Estados Unidos estão desenvolvendo o que eles chamam de “Sistema Global de Ataque Instantâneo”, e o que é isso?

O governo norte americano, que sempre atacou alegando estar se defendendo, agora assume a posição de atacante pura e simples.

O citado sistema é formado por mísseis lançados de terra (bases continentais), mar (navios e submarinos atômicos), ar (caças e bombardeios) e espaciais (de veículos orbitais que neste momento passam por nossas cabeças, recheados de ogivas nucleares, com potência milhares de vezes maior, cada uma, que as que destruíram Nagazaki e Hiroshima).
E como funcionaria isso?

Os milhares de mísseis, a maioria deles com múltiplas e independentes ogivas nucleares, funcionando como se fossem mísseis de médio e longo alcances, partindo de um míssil de longo alcance, têm alvos pré determinados e estratégicos para os países atacados, no mesmo minuto, sem a menor possibilidade de defesa e/ou retaliação.

Seria um ataque global, literalmente, como se tudo acontecesse com um tiro só, ou uma bomba só.

Mas a resposta russa já veio.

A Rússia avisou ao mundo que a partir de amanhã, e até o dia 30 deste mês, os Mares de Barents e Kara, na Eurásia, um recado claro para os países da União Europeia, estarão fechados a quaisquer tipos de navegação, de qualquer país.

Os russos irão brincar com os seus mísseis, inclusive com modelo novo, o Bulava, de combustível sólido, um avanço.

Sobre a região interditada cairão mísseis vindos do solo, subsolo, mar (superfície e profundezas), da atmosfera e do espaço, em claro recado: Trump, líderes europeus, enfiem os seus mísseis no rabo.

Quem justificou as manobras foi o Ministro da Defesa russo, Alaksandr Yemelyanov  “o Pentágono começou a criar o seu Sistema Global de Ataque Instantâneo, o que demonstra a intenção de Washington de alterar o atual equilíbrio de forças e alcançar o domínio estratégico  do mundo. A Rússia tem que reagir.”

Claro que a Globo vai noticiar que a Rússia quer conquistar o mundo, para impor o comunismo.

O acordo de “Aliança Estratégica entre Brasil e Rússia”, assinado por Lula e Putin, no dia 18/10/2005, já foi desfeito pelo mercenário do Jaburu.

Com os Brics estávamos com mísseis apontados para os Estados Unidos, com os Estados Unidos estamos com mísseis apontados para a Rússia e para nós mesmos.

Bela troca, a do apátrida Temer.

Por Francisco Costa.

Canonizem o Lula.


Eu não queria dizer isso. Pode ferir sensibilidades, desmanchar castelos de areia, coisa e tal. Mas, que se dane. O fato, nu e cru, é que Lula vai sendo canonizado, imortalizado e santificado no altar máximo da glorificação histórica. Nem Che Guevara, nem Fidel Castro, nem Nelson Mandela chegaram perto dessa dimensão.

E essa consagração é insuspeita: não há maior prêmio nem maior insígnia do que ser perseguido e caçado com este nível de violência pelo aparelhamento judicial e financeiro em uníssono, com o auxílio de toda a imprensa e dos serviços de "inteligência" nacionais e estrangeiros. É o maior reconhecimento de uma vida que teve um sentido maior, léguas de distância do que a maioria de nós poderia sonhar.

Nem todos os títulos honoris causa do mundo juntos equivalem a essa deferência: ser perseguido por gente do sistema, por representantes máximos do capital, da normatização social e da covardia intelectual, gente que pertence ao lado fascista da história.

Não há Prêmio Nobel que possa simbolizar a atuação democrática de Lula no mundo, nem todos os prêmios que Lula de fato ganhou ou recusou (a lista é imensa, uma das maiores do mundo). Porque a honraria mesmo que se desenha é esta em curso: ser o alvo máximo do ódio de classe e o alvo máximo do pânico democrático que tem fobia a voto.

Habitar 24 horas por dia a mente desértica dos inimigos da democracia e povoar quase a totalidade do noticiário político de um país durante 40 anos, dando significado a toda e qualquer movimentação social na direção de mais direitos e mais soberania, acreditem, não é pouco.

Talvez, não haja prêmio maior no mundo porque Lula é, ele mesmo, o prêmio. É ele que todos querem, para o bem ou para o mal. É o líder-fetiche, a rocha que ninguém quebra, o troféu, a origem, a voz inaugural, rouca, que carrega as marcas da história no timbre e na gramática
Há de se agradecer essa grande homenagem histórica que o Brasil vem fazendo com extremo esmero a este cidadão do mundo. Ele poderia ter sido esquecido, como FHC. Mas, não. Caminha para a eternidade, para o Olimpo, não dos mártires, mas dos homens que lutaram e fizeram valer uma vida em toda a sua dimensão espiritual e humana.

Por Irene Zimmermann.

O QUE QUER QUE OS BRASILEIROS FAÇAM COM TEMER, SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIA FOR, SERÁ EM ATO DE LEGÍTIMA DEFESA.


Perdoem-me os companheiros, por eu interromper a série de artigos sobre a Venezuela (continuarei amanhã), mas apareceu assunto mais imperativo, a lista de cortes nas dotações orçamentárias do norte-americano governo Temer.

Reclamamos da violência no Brasil, dos grupos de extermínios, falanges, comandos, milícias... Dos índices de mortos nas miseráveis periferias urbanas, dos roubos de cargas e explosões de caixas eletrônicos, do roubo generalizado e cotidiano, desde celulares, botijas de gás e bicicletas até milhões de dólares, entre os poderosos, com absolvições em série ainda que com provas materiais dos delitos. 

A frase que mais se ouve no país é “a situação está insuportável”, mas Temer encontrou a solução: um corte de 55% nos gastos e investimentos na Segurança Pública.

Isto mesmo que você entendeu: no ano que vem a Segurança Pública receberá menos da metade do dinheiro que recebeu este ano, e que já foi bem menos que no ano passado.

Vamos juntar as peças: Temer entregou a Base de Alcântara aos americanos, acabando com o nosso programa de desenvolvimento de mísseis de médio e longo alcances; vendeu a segunda fábrica do mundo em produção de drones para fins militares; acabou com o projeto de desenvolvimento do nosso submarino atômico; deverá interromper o contrato para a produção de caças Grippen; está fazendo acordos para a instalação de bases militares norte americanas na Amazônia; acabou com o programa de vigilância nas fronteiras, e agora... Cortou 71% no orçamento da Defesa Nacional, tirando a operacionalidade das nossas tropas.

O que pretende Temer, que voltemos a ser tutelados pelas FFAA norte americanas ou nos anexar a aquele país?

Logo estaremos como no governo FHC, com os nossos soldados recebendo comida e fardamento por doação do governo norte americano.

Um dia desses estávamos no Brics, ajudando a compor a segunda força militar do planeta, daqui a um ou dois anos estaremos vulneráveis até à Bolívia e ao Paraguai, com o mundo todo pastando sobre as nossas riquezas minerais, fauna e flora, sem que tenhamos como nos defender.

Todo dia a notícia de que uma Universidade entrou em greve, por falta de pagamento de professores, falta de condições de trabalho dos profissionais da educação, com prédios ruindo, pesquisas interrompidas por falta de verba até para material básico, como reagentes e vidraria, com queda no úmero de defesa de teses nos cursos de mestrado e doutorado, abrindo-se uma lacuna no saber nacional, o que logo nos lançará à condição antiga de importadores de tudo, por falta de conhecimentos para produzir aqui, e no entanto... Temer vai reduzir em 32% o orçamento das universidades, rebaixando para 2/3 do que foi esse ano e quase quebrou a educação superior brasileira.

Temer prepara o terreno para acabar com o ensino superior gratuito no Brasil, privatizando as nossas Universidades.

Mas não fica só no ensino superior, Temer reduziu o orçamento da Educação Básica em 42%, elitizando a alfabetização.

Fim da educação básica gratuita mais regulamentação do trabalho escravo e eis o proletariado brasileiro de volta ao século XVIII.

Abismado com os números?

É consenso, em todas as doutrinas capitalistas e em todas as doutrinas socialistas, que as obras públicas aquecem toda a economia e derrubam os índices de desemprego, já que a maior parcela da mão de obra, por baixa escolaridade, está ligada à construção civil. 

Pois Temer vai reduzir o orçamento do PAC (obras públicas) em 95%, o que quer dizer que só haverá dinheiro para sustentar os cargos comissionados, aparelhadores do Estado. O PAC acabou.

Uma das iniciativas petistas que colaboraram – e muito, para nos tirar do mapa da fome, da ONU, foi a Agricultura Familiar, atuando nas duas pontas: dando uma atividade econômica ao pequeno produtor rural e aos assentados e arrendatários e, na outra ponta, dando qualidade protéica e calórica às crianças, através da merenda escolar. 

Pois Temer vai reduzir o orçamento destinado à manutenção da agricultura familiar em 98%. A agricultura familiar acabou, logo os pequenos proprietários rurais estarão vendendo as suas terras para os latifundiários as empaturrarem de bois ou soja e exportarem.

Para coroar de êxito o programa de governo de Temer, dois milhões de famílias perderão o direito ao Bolsa Família.

Por muito menos, muitíssimo menos, países fizeram uso de paredões, guilhotinas, forcas...
Ou talvez eles esperem, e trabalhem para isso, uma intervenção estrangeira num país de miseráveis, logo aí adiante.

Às ruas, brasileiros! Não é mais uma questão política, mas de legítima defesa.

Por Francisco Costa.

20.10.17

ALESE debate prejuízos da privatização da CHESF durante seminário


Trabalhadores do setor elétrico, militantes sindicais e de movimentos sociais, vereadores e gestores sergipanos prestigiaram o Seminário "O Modelo de Reorganização do Setor Elétrico e a Defesa da CHESF como Entidade Pública”. Realizada na manhã desta sexta-feira, 20, no Plenário da ALESE, a audiência é uma parceria entre a Comissão de Agricultura e Meio Ambiente da ALESE, representada pela deputada estadual Ana Lúcia (PT) e a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, por meio deputado federal João Daniel (PT-SE).

Para deputada estadual Ana Lúcia, a privatização gera profundos prejuízos para o cidadão comum, pois para a iniciativa privada, o objetivo maior é o lucro, e não o bem estar da população. “Aquele trabalhador rural que mora distante, na zona rural, provavelmente não terá mais condições de ter eletricidade em sua casa. Para as empresas, em primeiro lugar vem o lucro, só depois as questões sociais”, exemplificou.

Ela também destacou a relação entre a privatização da energia elétrica e a entrega do setor hidráulico para a iniciativa privada. “Ao se privatizar o setor elétrico, que depende do setor hidráulico, o governo está privatizando também a nossa água, bem essencial à vida. Estes dois setores não podem ser dissociados e, portanto, precisamos despertar na população a necessidade de mostrarmos ao Governo Federal, aos deputados federais e aos senadores que o setor elétrico não pode ser privatizado”, alertou a parlamentar, que é coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Meio Ambiente, Segurança Alimentar, Comunidades Tradicionaos e Povos de Terreiro.

Projeto neoliberal de Temer

João Paulo Aguiar, funcionário aposentado da CHESF e representante do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico, reafirmou que a luta não deve ser apenas para defender a CHESF ou o São Francisco. “Esta é uma luta mais ampla. É para defender o patrimônio do Brasil. Do jeito que a coisa está, eles vão vender tudo, e por um preço irrisório, passando para o grande capital, aqueles que costumo chamar de traficantes de energia”, avalia.

Ele criticou veementemente o modelo privatista do governo golpista Temer, que prejudicará profundamente a população em detrimento ao fortalecimento do capital estrangeiro. “Hoje o que o governo quer é vender a CHESF para fazer caixa a fim de pagar a dívida externa e sustentar as empresas internacionais. O ministro das Minas e Energia funciona como marionete do seu secretario geral, que representa um dos grandes grupos dos ‘traficantes de energia’”, denunciou.

“A política deste Governo é pior que aquela de Estado mínimo da década de 90; a política agora é de nenhum Estado. O pacote de privatizados, mais do que a venda de empresas, representa o fim da soberania nacional”, completou Fabíola Antezana, representante da Secretaria de Energia da Confederação Nacional dos Urbanitários. 
“Nosso grande desafio é mostrar para a sociedade a complexidade do setor elétrico e deixar claro que o responsável pelos investimentos no setor historicamente é o setor público, enquanto as empresas privadas perseguem apenas o lucro”, encerrou Fabíola, convidando todos a tomar parte na luta contra o processo de privatização. 

Referindo-se ao processo de privatização da Energipe, adquirida pelo grupo Cataguazes - Leopoldina, o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Estado de Sergipe (Sinergia-SE), Sérgio Alves, esclareceu que “quando uma empresa é privatizada, aumentam as tarifas e perdem os trabalhadores, com a terceirização e a precarização”. Ele rememorou ainda o trágico acidente que ceifou a vida de quatro eletricitários durante a montagem de uma árvore de Natal gigante para uma ação de marketing. 

Presenças

Participaram da audiência o representante do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina) e funcionário aposentado da Chesf, João Paulo Aguiar; a representante da Secretaria de Energia da Confederação Nacional dos Urbanitários, Fabíola Antezana; o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Estado de Sergipe (Sinergia-SE), Sérgio Alves; e o supervisor técnico do Escritório Regional/SE do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Luís Moura.

Estiveram presentes ainda Silvio Sá, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan); Fernando Neves, representante da Federação dos Urbanitários do Nordeste (PE); José Barbosa, representante do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco;  Valda, Representando do MST, Dalva Angélica, militante do MOTU, representando a Frente Sergipana Brasil Popular; e Marcel Oliveira vice-presidente do Comitê da  Bacia do São Francisco. Presentes ainda representantes do Governo do Estado, de prefeituras, de Câmaras municipais e militantes de entidades ligadas ao tema.

Consulte seu local de provas no Enem.


Se você é umas das pessoas que vai fazer o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio, já pode acessar, na página do Inep, onde poderá ver o local onde as provas vão acontecer através do acesso ao cartão de confirmação da inscrição ou pelo aplicativo do Enem para celular.

Antes de acessar as informações, os participantes deverão ler um aviso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira em relação à declaração de comparecimento.

A partir desta edição do Enem, quem precisar comprovar presença na prova deve imprimir e levar a declaração personalizada, disponível na Página do Participante.

No dia da prova, o participante deverá apenas colher a assinatura do coordenador de local de prova. Haverá uma declaração para cada domingo de aplicação. As declarações já estarão liberadas para download. O cartão de confirmação só será visualizado após o participante confirmar ter lido o aviso e estar ciente de que é o responsável por levar a declaração, caso necessite.

Não é obrigatório levar o cartão de confirmação nos dias das provas, mas o Inep sugere que o façam para facilitar o acesso às informações de sua inscrição. Outra orientação é que todos façam o trajeto antes do dia do exame, e verifiquem a distância, o tempo gasto e a melhor forma de chegar ao seu local de prova. As medidas são para evitar atrasos no dia da aplicação.

Polícia Militar convoca candidatos de concursos para entrega de exames.

 A edição desta sexta-feira (20) do Diário Oficial do Estado publicou os cronogramas de convocações dos candidatos aprovados nos concursos para oficiais e soldados da Polícia Militar da Bahia (PMBA), para a realização das avaliações médica e odontológica, e também do Teste de Aptidão Física (TAF).


Os concursos para o Curso de Formação de Soldados (CFSd) e o Curso de Formação de Oficiais (CFO) contam ainda com as etapas de avaliação psicológica, investigação social e entrega de documentação. Os candidatos devem estar atentos às instruções publicadas para as realizações dos exames a fim de evitar eliminação do certame.

Rendimento do trabalhador baiano apresenta ganho real em 2016.



De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério do Trabalho (MTb) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), o rendimento médio do trabalhador baiano em 2016 exibiu aumento real de 2,06%, passando de R$ 2.356,19, em 2015, para R$ 2.404,68 em 2016 – superior ao ganho real médio do trabalhador brasileiro, que avançou 0,79% no período.

Já no mês de setembro de 2017, segundo as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas também pela SEI, a Bahia criou 2.297 postos de trabalho com carteira. O resultado positivo decorre da diferença entre 43.770 admissões e 41.473 desligamentos. Após eliminação líquida de 4.360 e de 331 postos de trabalho nos anos imediatamente anteriores, o estado exibe registro positivo em sua série.

Setorialmente, em setembro, cinco segmentos contabilizaram saldos positivos - Agropecuária (+818 postos), Serviços (+750 postos), Comércio (+716 postos), Construção Civil (+541 postos) e Extrativa Mineral (+46 postos). A Administração Pública totalizou saldo zero. E, os Serviços Industriais de Utilidade Pública (-425 postos) e a Indústria de Transformação (-149 postos) desligaram trabalhadores celetistas.

Em relação à geração líquida de postos de trabalho, a Bahia (+2.297 postos) ocupou a terceira posição entre os estados nordestinos e a sexta no Brasil em setembro de 2017. Na Região Nordeste, além da Bahia (+2.297 postos), mais seis estados apresentaram desempenho positivo - Pernambuco (+13.992 postos), Alagoas (+7.411 postos), Ceará (+2.161), Paraíba (+1.975 postos), Rio Grande do Norte (+1.642 postos) e Piauí (+759 postos). Em contrapartida, Sergipe (-584 postos) e Maranhão (-9 postos) eliminaram posições celetistas.


Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em setembro de 2017, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS, com fechamento de 169 postos de trabalho, e positivo no interior, com a geração de 2.466 posições celetistas.

19.10.17

Município de Ibotirama ganha nova estação rodoviária e sistemas de asbas...

Produtores de São Domingos (BA) recebem capacitação em piscicultura.


Os produtores de São Domingos (a 235 km de Salvador) aprenderão, neste domingo (22/10), as melhores práticas para a criação de peixes. A Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) ministra na data um curso básico de piscicultura, a partir das 9h. A capacitação faz parte da 5ª Agrifam - Feira de Agricultura Familiar da Região do Sisal. O curso, que será realizado no espaço da Feira, na Avenida Ayrton Senna, é gratuito e deve beneficiar 20 pessoas pré-selecionadas pela prefeitura da cidade.
“A piscicultura é um segmento em expansão em todo o mundo. Trata-se de uma atividade economômica sustentável e com bom retorno financeiro. Dessa forma, é importante que esses produtores tenham o conhecimento necessário para atuar na área e contribuir com o crescimento da produção baiana”, explica o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior.
Entre os assuntos abordados no curso estão infraestrutura básica e engenharia para implantação de projetos de aquicultura, sistemas de cultivo, manejo reprodutivo, sanidade e beneficiamento de pescado, dentre outros.

Visitas técnicas

Antes do curso, técnicos da Bahia Pesca realizarão visitas técnicas aos projetos de piscicultura da região. Na ocasião serão compartilhadas com os piscicultores informações sobre engorda de peixes, despesca, capacidade das lâminas d´água e outras informações que ajudarão a aumentar a produtividade dos empreendimentos.
As visitas serão realizadas entre os dias 20 e 21 de outubro. Cerca de 40 famílias serão atendidas com a assistência técnica. 

SecultBA convoca suplentes dos Editais Setoriais 2016 para assinatura dos TACs.

As propostas ajustadas dos territórios fora da RMS devem ter seus TACs assinados entre os dias 19 e 20 de outubro, já RMS, no dia 25 de outubro na sede da SecultBA.

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e suas unidades vinculadas, Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Fundação Pedro Calmon (FPC) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) concluíram o processamento das respostas aos ajustes das propostas suplentes dos Editais Setoriais 2016, dos proponentes residentes nos territórios fora da Região Metropolitana de Salvador. Nos próximos dias 19 e 20, deverão ser assinados os respectivos TACs – Termos de Acordo e Compromisso, das propostas consideradas aptas a celebrar o Termo.

Ao todo são 56 propostas, cujos proponentes assinam nos diferentes Centros de Cultura da Sudecult – Superintendência de Territorialização da Cultura, e da Fundação Pedro Calmon e com o Representante Territorial de Cultura no município de Paratinga.

ATENÇÃO - Todos os proponentes devem levar e entregar, obrigatoriamente, cópia de novo extrato zerado da conta corrente que foi informada na resposta aos ajustes, que é a mesma que consta no TAC. Apenas quatro proponentes receberão os TACs por SEDEX em suas residências, em razão da localização do seu município.

CAPITAL E REGIÃO METROPOLITANA – Já os suplentes de Salvador e região (Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salinas das Margaridas, Simões Filho, Vera Cruz) e vão aguardar até o dia 25 de outubro, visto que ainda está sendo concluído o processamento das respostas aos ajustes dos projetos. Para estes a assinatura dos TACs será realizada em Salvador, no Salão Nobre da SECULTBA, à Praça Thomé de Souza, s/n, Centro, das 09h às 17h, e cada proponente deverá levar, obrigatoriamente, novo extrato zerado da conta corrente que foi informada na resposta aos ajustes.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Auditores querem de volta dinheiro de palestras que Senac pagou a jornalistas da Globo .

“Lula tinha toda condição de ser milionário, diante do preço que cobrava pelas palestras que diz ter feito a partir de 2010, mas precisa comprovar que elas existiram e que não eram alguma contrapartida de empreiteiras. A explicação fica complicada porque um dos diretores da Odebrecht afirmou ter sido preparado um esquema, com as palestras, para que o ex-presidente tivesse uma boa aposentadoria”,  escreveu o jornalista Merval Pereira, de O Globo, GloboNews e rádio CBN, sobre as palestras do ex-presidente.

Agora, o nome do global está metido num imbróglio entre a Fecomércio-RJ e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), por causa de palestras contratadas sem licitação e fora dos objetivos do Senac.

O caso deriva de uma auditoria na gestão de Orlando Diniz, amigo do ex-governador Sergio Cabral, que dirige o Senac-RJ e o SESC-RJ.

Por Fernando Neto. 

Em Ibicarai, Rui inaugura Companhia Especializada da Polícia Militar.


Os moradores do município de Ibicarai, na região sul do estado, vão contar nesta sexta-feira (20), com a presença do governador Rui Costa.  Às 9h, Rui faz a entrega da base avançada da Companhia Independente  Especializado da Polícia Militar (CIPE) Cacaueira).
 
Ainda no município, o governador autoriza convênio do Programa Bahia Produtiva, faz a entrega de um trator com implementos agrícolas, participa do lançamento do Projeto Saúde e Bem-estar e recebe o título de cidadão Ibicaraiense.

Corpo de Bombeiros controla incêndio em Luís Eduardo.



Apoio: A ação conta com a presença de bombeiros especializados em redução e combate a incêndios florestais e de guarnições do 17º Corpo de Bombeiros Militar de Barreiras.

Deslocados para combater um incêndio na área de preservação ambiental da Bacia do Rio de Janeiro, no município de Luís Eduardo Magalhães – distante 962 quilômetros de Salvador – integrantes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia encontraram dois focos às margens do Rio das Pedras e conseguiram evitar o avanço das chamas, isolando o terreno, através da construção de aceiros

Segundo explicou o capitão BM Márcio Jansem, coordenador da ação, os bombeiros especializados em redução e combate a incêndios florestais e as guarnições do 17º Corpo de Bombeiros Militar de Barreiras contam com o apoio de duas aeronaves modelo Airtractor, responsável por 27 lançamentos de água.

Jansem ressaltou que o objetivo é finalizar esta missão ainda nesta quarta-feira (18) e esclareceu que o primeiro foco da reserva ambiental já está praticamente controlado. “Amanhã (19), seguiremos para uma outra área do parque, mais a oeste, onde o fogo ainda está resistindo”, observou.


Esta demanda faz parte do programa 'Bahia sem Fogo', do Governo do Estado, que tem por objetivo coordenar ações de prevenção, combate e monitoramento a incêndios em áreas de preservação em todo território baiano.

Dupla especializada em roubo e desmanche de veículos é localizada em Juazeiro.



Apoio: Foram apreendidos, no Alto Cruzeiro, em Juazeiro, 11 veículos roubados, peças removidas de outros carros e embaladas para comércio.

Carlos Leandro Helvécio Ribeiro e Cleuton Lima de Araújo foram capturados em flagrante, na noite desta terça-feira (17), no bairro de Malhada, município de Juazeiro, com um veículo roubado. Os dois criminosos fazem parte de uma quadrilha especializada em furtos, roubos, desmanche e comercialização de peças de veículos.

A dupla circulava no bairro em uma Fiat Estrada, placa não divulgada, roubada no município de Feira de Santana. Eles levaram os PMs em um comércio conhecido como 'Sucatão', situado no bairro de Alto Cruzeiro, onde o grupo escondia 11 carros de diferentes marcas com restrição de roubo: marca fiat (Palio vermelho, dois Unos brancos, um Toro branco, uma Estrada Vermelha) WW (uma Amarok prata), Ford (EcoSport branco), Toyota (duas Picaps Toyotas Hilux pratas) e uma Chevrolet (Picap S10 branca).

Além dos carros, a polícia apreendeu várias peças. De acordo com o comandante da Companhia Independente de Policiamento Tático (Norte), tenente-coronel Jaime Malvar Filho, algumas peças já estavam embaladas para comercialização. “Eles colocavam os objetos em caixas e vendiam como novos”, afirmou o oficial.

Morador do Espirito Santo, Carlos informou já ter passagem pelo sistema penitenciário de Brasília e afirmou está no estado para buscar um carro. Cleuton, dono do desmanche, contou que alguns veículos eram roubados e outros eram originados de golpes em seguradoras. O tenente-coronel explicou o golpe. “O dono entrega o carro para ser desmantelado e registra ocorrência para receber o valor do seguro”, detalhou.


Um terceiro criminoso, que também integra o bando, conseguiu fugir e está sendo procurado. Qualquer informação que possa contribuir para o trabalho da polícia pode ser transmitida através dos telefones 181 (interior do Estado) e 3235-0000 (capital).

18.10.17

Eu Vi o Julgamento


Eu vi o julgamento de Aécio no Senado; depois vi as postagens dos amigos revoltados... não vi nem ouvi panelas, não li postagens dos imbecis de baixa capacidade cognitiva e nenhum senso moral do MBL e afins; não vi convocações para o “Vem pra rua”... não vi nada, sobre nada.

É sério que alguém não sabia que o Senado colocaria de volta na cadeira um dos líderes do bando? É sério que alguém não sabia que isso foi acertado no empate no STF lá atrás ...?

Meus amigos, não era contra a corrupção, nunca foi. Era contra Dilma, era contra o PT, era contra a legislação trabalhista, era contra o negro na universidade, era contra as conquistas sociais dos LGBTS, era contra índios, quilombolas, contra o meio ambiente, contra a classe média (você), era contra você, mas você não sabia.

Ontem um amigo Advogado me disse uma frase durante uma palestra:

“Eu libertei 1000 da escravidão. Poderia ter libertado mais 1000 se eles soubessem que eram escravos”. (Harriet Tubmam).

Eram vocês a quem eu defendia, não era o PT, não era Dilma, tão certo como não era “contra a corrupção” que eles bradavam, ou postavam vídeos no Facebook, faziam dancinha e coreografia ridícula...

Elegeram vereadores capitães do mato, entram nas palestras nas universidades pra gritar, pra latir, até pra morder... patrulham a nudez, como se fossem eles os donos da moralidade. E você? Acreditou, vestiu uma camisa amarela e bateu uma panela.

Era você, o escravo que eu tentava alertar sobre a própria condição.  Agora está tudo aí na sua cara, mas você pode continuar, se quiser, porque, diferente “deles”, eu sou contra a ditadura e contra a corrupção.

Podem continuar pagando o pato.


Texto: Professor Iran Furtado