9.4.22

Empreendimentos da agricultura familiar baiana acessam capital de giro

A parceria firmada entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com o Sistema Cresol-Ascoob e o Conselho Gestor do Fundo Rotativo (Cogefur), vem dando os primeiros frutos. Neste mês de abril serão contratadas dez operações de capital de giro, destinados a associações e cooperativas da agricultura familiar, através da linha de crédito Coopergiro, totalizando R$ 2,8 milhões.

A linha de crédito Coopergiro Cresol-Ascoob é destinada para que as organizações possam fazer a aquisição de matérias-primas, embalagens, manutenção do estoque e outras despesas operacionais. As condições para a contratação são atraentes, já que a taxa de juros é de 1,5% ao mês e o prazo é de 12 meses para pagar, com até três meses de carência. Além disso, a cooperativa precisa apresentar seu Plano de Negócios, onde está indicada a necessidade de capital de giro.

O Coopergiro é resultado da importante parceria entre a CAR e as cooperativas de crédito da agricultura familiar, que integram o Sistema Cresol-Ascoob, visando articular ações e investimentos complementares e necessários aos empreendimentos já apoiados, por exemplo, pelo projeto Bahia Produtiva.

Para o assessor técnico especial da CAR, Ivan Fontes, a liberação dessas primeiras operações de capital de giro, através do sistema Cresol-Ascoob, é bastante importante, porque completa os investimentos já realizados pela CAR, por meio do Bahia Produtiva. “Entramos com investimentos produtivos para equipamentos, construção de agroindústrias e, evidentemente, todo empreendimento também possui a necessidade do capital de giro. Essa linha de crédito atende essa demanda, fundamental para viabilizar o negócio”.

Para o gerente administrativo e comercial do Cogefur, Gelvane Santiago, a parceria com a CAR para o fortalecimento do cooperativismo, a partir do Coopergiro, tem impacto muito grande nas cooperativas de produção. “As organizações tem a possibilidade de comprar seus insumos direto da mão do agricultor. Facilita a vida da cooperativa e do agricultor, que capitaliza a organização, para que ela continue sua produção e seu processo produtivo caminhe bem. Para as cooperativas, é capacidade de pagamento para ampliar sua produtividade, de atender mais agricultores e fazer com que os produtos da agricultura familiar cheguem em todo o estado e em todo Brasil. Já temos 10 atendidas, mas a expectativa é de atender cerca de 50 empreendimentos ainda neste ano”.

O Bahia Produtiva é resultado do Acordo de Empréstimo entre o Governo da Bahia e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD-Banco Mundial), que já apoia mais de 1.250 empreendimentos da agricultura familiar com a construção de agroindústrias, equipamentos, serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), apoio à gestão e infraestrutura. Somente nesses empreendimentos já foram aplicados mais de R$658,6 milhões.

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