8.4.22

A Lei ou a Barbárie por uma máscara

Estudante sem máscara e a universidade parada

Desde que começou a pandemia de Covid-19 que as preocupações com a segurança de todos se tornaram algo fundamental. E entre estas preocupações, o uso da máscara facial foi e é fundamental para que o vírus não se propague mais do que já fez ou possa vir a fazer, que é a contaminação e em último caso levar a morte.

Famílias foram destruídas, outras sentem as consequências de terem seus entes contaminados e verem sofrer para se recuperarem das sequelas deixadas pela doença, muitas das pessoas contaminadas dão testemunhos de que permanecem padecendo depois de meses.

Mesmo com todas as campanhas públicas de governos municipais e estaduais alertando para a obrigatoriedade do uso das máscaras, algumas pessoas se negaram a usa-las. E desde que começou, há enfrentamentos entre os que buscam se preservar e aos outros e aqueles que descumprem a Lei.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde continua a se exigir o uso de máscaras, um aluno do curso de jornalismo que está cursando a disciplina de comunicação integrada, ontem 07, resolveu descumprir as normas internas. As aulas presenciais retornaram no dia 28 de março com regras definidas.

Segundo a própria universidade, servidores, técnicos, estudantes e professores e os terceirizados, aqueles que prestam serviços através de empresas contratadas, devem fazer o uso da máscara em todos os ambientes. E todos devem comprovar que estão vacinados contra o Covid-19. E é de conhecimento público que todos devem cumprir as determinações.

Em caso de descumprimento das normas estabelecidas pela universidade, poderá haver um processo disciplinar e levar, servidores ou alunos ao afastamento do mesmo para o bem da maioria.

O problema começou mesmo quando o governo do estado, esta semana, tornou facultativo o uso de máscaras em todos os ambientes. O que não torna possível, no caso da universidade, já que as informações são de que por lá o uso da máscara continuará a ser exigida.

Mesmo sabendo da determinação da universidade, o estudante Marcelo Francisco do Nascimento (policial), foi a universidade sem a máscara e entrou na sala onde estava o professor Daniel Dantas Lemos que pediu que fosse feito o uso da mesma e ouviu a recusa de aluno que alegou que o decreto, aquele do governo do estado, tinha flexibilizado e por isto não estaria descumprindo as normais legais. Na sala era a única pessoa sem fazer o uso.

A situação descambou para um bate-boca entre o aluno e o professor, que exigia que a normativa da universidade fosse cumprida, enquanto o aluno se negava a fazê-lo. Não acontecendo, a aula foi encerrada.

Após, os dois, terem procurado o departamento do curso e colocado, cada um, sua versão dos fatos, o professor Daniel foi informado por alunos que em grupos do whatsapp estavam postando ameaças e ofensas a sua pessoa. Lemos confidenciou que a noite para ele foi muito traumática após ver as intimidações e ameaças de morte.

O que se espera da universidade é que esteja ao lado do professor e da justiça, que se apure os fatos e ameaças ao professor Daniel para que os culpados sejam rigorosamente punidos. Não se pode admitir que as universidades se tornem antro de bandoleiros que fazem ameaças e fiquem impunes.

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