2.2.22

CHUVAS

O período de chuvas, tão necessário à renovação do verde, à reposição de águas em nossos reservatórios, à reciclagem da vida no planeta terra, foi convertido em tragédia humana anunciada, graças à interferência de nossa civilização sobre os cursos e destinos das águas. São toneladas de lixos e dejetos acumulados no fundo dos rios, tornando mais rasos os leitos naturais. O solo urbano é quase totalmente impermeabilizado, impedindo a realimentação dos lençóis freáticos, cada vez mais exauridos. O crescente empobrecimento da maioria de nossa população, provocada pela desigual distribuição de rendas, empurra os mais pobres para uma periferia carente de infraestrutura adequada, onde são empilhados em barracos, às margens assoreadas dos rios, onde inexiste a mata ciliar, em beiradas de barrancos deslizáveis sob o impacto das águas, ou seja, em uma ocupação desordenada do espaço geográfico. As inundações de ruas, casas, cidades inteiras, pontes e estradas, que desabam e que se cronificam em determinado período do ano, representam, infelizmente, apenas mais uma tragédia evitável, que abate sobre o meu Brasil. Produção: Todos Nós Autora: Consuelo Gontijo Locução: Consuelo Gontijo Música: Rêverie Compositor: Claude Debussy Edição de Vídeo: Consuelo Gontijo Imagens: Pixabay | Pexels | TV Brasil | Ubatan para Todos | Poder 360 | Esequiel Jesuíno | IFato | Clube

 

Um comentário:

Unknown disse...

Obrigada por divulgar minha poesia, Dimas.