21.3.19

Apple vai apoiar projetos de alfabetização em notícias nos EUA e na Europa

A alfabetização em notícias é uma das grandes apostas para o futuro. Muitas empresas já estão apoiando projetos desse com esse tipo de atividade e que tem o objetivo de "incentivar o pensamento crítico e capacitar os alunos para serem mais bem informados". E a Apple é uma delas, já que anunciou que irá apoiar iniciativas do gênero nos EUA e na Europa, ensinando as pessoas a encontrar fontes confiáveis e evitar notícias falsas (ou fake news, se preferir).

O apoio, na verdade, vem como uma consequência da batalha contra a propagação da desinformarção. O CEO da empresa, Tim Cook, afirmou que eles se impressionaram com o trabalho de três organizações que lutam contra a fake news: dois dos programas estão localizados nos Estados Unidos, o News Literacy Project (NLP), Common Sense, e o terceiro na Itália, o Osservatorio Permanente Giovani-Editori. O ponto em comum entre eles é que oferecem conteúdo não partidários e independentes.

A Apple News já é uma ferramenta que tenta usar fontes confiáveis e de qualidade, e agora conta com o desejo de equipar as pessoas com o conhecimento necessário para buscar fontes de notícias confiáveis. "A alfabetização em notícias é vital para sustentar uma imprensa livre e uma democracia próspera, e estamos orgulhosos por colaborar com organizações na linha de frente desse esforço", afirmou Cook.

A empresa escolheu apoiar nomes já existentes na luta contra informações falsas, em vez de criar um programa educacional próprio. A editora-chefe do Apple News, Lauren Kern, apontou que é importante apoiar essas organizações “uma vez que o cenário de notícias está cada vez mais complicado e é necessário treinar a próxima geração sobre como buscar informações precisas e confiáveis”.

O apoio a esse tipo de programa chega no mesmo momento em que a empresa está prestes a anunciar a sua plataforma de assinatura de jornais e revistas norte-americanos. Nela, os assinantes poderão pagar uma taxa mensal (provavelmente de US$ 10) para ter acesso ilimitado ao conteúdo digital produzido por estes veículos.



Matéria: Olhar Digital

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