31.5.17

REFLEXÃO:

Nós temos a capacidade de guardar na nossa memória apenas pequenas frações de tudo que vivenciamos ao longo da nossa vida. As funcionalidades do cérebro humano talvez sejam a fonte dos maiores mistérios não descobertos e não revelados pelas Ciências. Fato é que nossa memória compõe-se basicamente dos eventos que de alguma forma tocaram nosso coração, como recordações de nossas infâncias, as feições maternas, nossos irmãos, nossos filhos, nossos amigos de escola. Enfim, nossas recordações são quase sempre memórias afetivas. Claro que nos lembramos de coisas ruins também, como atentados, desilusões e outros. Mas em grande maioria nossas recordações são memórias afetivas que nos remetem a momentos felizes.
A evolução tecnológica nos trouxe equipamentos e produtos de software capazes de nos permitir guardar toda sorte de conteúdo e acessá-los de maneira tão instantânea como nosso cérebro até hoje não é capaz de fazer. Temos ao alcance dos dedos e dos olhos as histórias e eventos de toda nossa vida moderna, bem como de incontáveis pessoas que nos rodeiam.
Porém, essas modernidade tecnológica nos permitiu carregar nas nossas mochilas mais do que precisávamos, enquanto nossa memória embora pequena e falha, carregava somente o que nos era indispensável.
Guardamos na nossa memória nossas melhores recordações afetivas e ao transportá-las para os inventos tecnológicos colocamos outras porções de coisas que não fazia parte das nossas vidas.
Carregamos nossas fotos de família, mas também carregamos fotos de pessoas mortas recebidas das diversas redes sociais. Carregamos nossos amigos mas também carregamos a intolerância dos telejornais nas plataformas móveis. Carregamos nossos filhos e também carregamos as imagens de tantas crianças que as guerras tomaram de seus pais. Carregamos tudo o que dava sentido e valor às nossas vidas pré tecnológicas e carregamos também todos os contrapontos da sociedade em que vivemos.
Se os olhos são o espelho da alma e o cérebro guarda as memórias que tocaram nosso coração, talvez seja a hora de parar e refletir sobre o que vemos e o que realmente nos emociona. Nada tem mais valor que a vida. Faça um inventário de si mesmo. Perceba que não é o espaço de armazenamento do seu dispositivo que é pequeno, e sim, que você está querendo guardar muito mais do que realmente precisa para ser feliz.
Se você não mudar agora, talvez depois, em algum momento, você verá que todos os seus discos de armazenamento de dados estão cheios e que no seu cérebro não existem mais memórias afetivas. Abra o que for de boa procedência, salve o que for útil e agradável, compartilhe o que lhe traz felicidade. Seja luz e vela, brilhe e consuma-se, receba e oferte. Mas só o que seu coração escolher!

Por Frederico Freitas.
Ministério Público Federal ingressou com ação na Justiça Federal pedindo também a nulidade de infrações já registradas e devolução de multas pagas

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) ingressou com ação, na Justiça Federal, para suspender a fiscalização de trânsito e o registro de autuações por videomonitoramento em Fortaleza. Para o MPF, além de não estarem regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os equipamentos utilizados na capital permitem a invasão da privacidade e da intimidade de condutores e passageiros, violando direitos assegurados na Constituição Federal.

Na ação, o MPF argumenta que, diferente do que prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não houve no país a regulamentação dos tipos de equipamentos audiovisuais para comprovar infrações de trânsito dentro das cidades. Em junho de 2015, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CTB) – Resolução nº 532 - permitiu a fiscalização por câmeras de monitoramento em vias urbanas, sem que houvesse a devida regulamentação dos equipamentos a serem utilizados.

A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC) está utilizando câmeras de alta definição na fiscalização do trânsito. Das salas de monitoramento, os agentes de trânsito conseguem visualizar com precisão o que motoristas e passageiros fazem dentro dos carros, graças aos equipamentos que permitem zoom de até 20 vezes e alcance de 400 metros no registro de imagens.

Autor da ação ajuizada pelo MPF, o procurador da República Oscar Costa Filho afirma que o videomonitoramento realizado pela AMC “afronta os direitos fundamentais relativos à intimidade e à vida privada” previsto na Constituição. O artigo 5º da CF considera invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando inclusive direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de violações a essas garantias.

A ação do MPF inclui pedido para concessão de liminar suspendendo a fiscalização por videomonitoramento. O órgão quer ainda que, no julgamento da ação, a Justiça Federal determine a nulidade de todas as autuações registradas com base nas imagens realizadas pelas câmeras de alta definição utilizadas em Fortaleza, além da devolução dos valores de multas já pagas.

Número do processo para consulta:
0806871-88.2017.4.05.8100
Não, o que Danilo Gentili fez não foi uma bravata, não foi uma piada, não foi um exercício de liberdade de opinião. Foi um ato da mais pura violência, em um padrão de brutalidade raramente visto nessas circunstâncias. 

Que circunstâncias são essas? Trata-se de uma celebridade e não de um troglodita de algum grotão. Foi encenado na frente de uma câmera, não foi um flagrante de violência capturado secretamente. Foi gravado e distribuído conscientemente em mídias sociais, não uma dessas brutalidades que são praticadas apenas quando protegidos das luzes e do olhar público. A pessoa a quem se destina a violência e o ato de humilhação é uma parlamentar da República, não uma Maria obscura e indefesa ante o macho ameaçador. 

Por que, então, dadas todas essas circunstâncias (visibilidade, publicidade, possibilidade de reação etc.), ainda assim Gentili fez o que fez? Porque se garante? Porque tem certeza de que sairá impune? Sim, certamente, mas principalmente porque: 

1) Gentili representa muitos, legiões. Ele se sente representante porque muitos se sentem por ele representados. A alcateia ao seu redor se sente representada no seu desrespeito por mulheres, na sua ojeriza a políticos, na sua afronta ao que chamam de politicamente correto, no seu desprezo por Direitos Humanos, minorias, esquerda. 

2) o ritual do desacato, afronta, insubordinação, desprezo, desconsideração, desaforo, ultraje, insulto (para eles, "irreverência") tem como resposta a admiração e o afeto dos representados. Por esta razão, o ato não poderia ser oculto, discreto, tem que ser exibicionista, ostentatório e, literalmente, obsceno. Ele se destina a alimentar e a satisfazer  a alcateia e de reforçar os seus vínculos identitários ao redor do seu macho alfa. 

3) a alcateia já não se contenta com pouco. Dizer horrores escatológicos a Maria do Rosário (sempre ela, o alvo feminino preferido dos orcs e trolls), Bolsonaro já o fez. No país da banalização do assédio sexual, do estupro, do feminicídio, haja hipérbole para chamar ainda a atenção dos  embrutecidos que agora estão em alta. Seria preciso alcançar um nível muito alto de vulgaridade e sordidez, seria preciso algo realmente muito sujo, sórdido, grosseiro, rebaixado para conseguir mexer com a massa feroz que Gentili representa. "Que tal passar notificação no pau malcheiroso (o cheiro foi ele mesmo quem tematizou) do macho, em desafio, para mostrar a todos que a ela caberia apenas a submissão humana e sexual ao lobo alfa da nossa alcateia? #Xupa Bolsonaro, a degradação chegou ao nível hard, supera essa, cumpadi!". 

A espiral do embrutecimento neste país vai em grande velocidade, meu amigo.Vai vendo.

Por Wilson Gomes.
Advogado de Dilma apresenta provas que atestam as mentiras de João Santana e Monica Moura.

O advogado de defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff, Flávio Caetano, concede entrevista coletiva nesta quinta-feira, 1º de junho, a partir das 10h30, no Itaim Training Center, em São Paulo. Ele vai explicar a estratégia de defesa no julgamento do processo aberto pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vitoriosa nas eleições presidenciais de 2014. O Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento do caso no próximo dia 6. 

Flávio Caetano vai apresentar as provas de que o casal João Santana e Monica Moura prestaram falso testemunho à Justiça Eleitoral e mentiu ao apontar o uso de caixa dois na campanha de reeleição de Dilma Rousseff. A defesa quer a nulidade do acordo de delação premiada celebrado pela Justiça Federal, que beneficiou o casal e colocou João Santana e Monica Moura em liberdade, mesmo os dois tendo mentido em juízo. 

ENTREVISTA COLETIVA DE FLÁVIO CAETANO 
Quando: Quinta-feira, 1º de junho, às 10h30
Local: Rua Manoel Guedes 504, 8º andar, Sala 81. Itaim Training Center.
Itaim Bibi, São Paulo (SP)
No DFTV 1ª edição de hoje o jornalista Alexandre Garcia atingiu frontalmente o trabalho da Câmara Legislativa ao fazer uma referência absurda e velada contra uma lei aprovada, em 2015, de minha autoria. Ao final de uma matéria que tratava das manifestações ocorridas em Brasília, na quarta-feira, 24 de maio, Garcia destilou todo o seu preconceito contra os movimentos sociais. Segundo o jornalista, “foram black blocs que estavam envolvidos com manifestantes, criminosos...”

Depois disso, Alexandre Garcia complementou: “Se descobrirem o líder mandem para Câmara Distrital. Pode ser que dentro de uns 30 anos utilizem o nome dele para trocar o nome da Ponte JK”. Essa é uma crítica velada à lei que instituiu o nome da Ponte Honestino Guimarães.

Honestino Guimarães nunca foi black bloc. Foi um jovem brasileiro que ofereceu sua vida e sua militância contra uma ditadura sanguinária, que se impôs ao país pela força das armas. Honestino ao lado de muitos jovens de sua geração foi para as ruas defender a democracia e um futuro melhor para o Brasil. 

Não nos causa surpresa que o jornalista insinue que nomear uma ponte sobre o Lago Paranoá, com o nome de Honestino Guimarães, seja uma homenagem indevida. 

Talvez, para ele, melhor seria que a ponte seguisse homenageando o ditador que impôs ao país o Ato Institucional número 5 e aboliu todas as garantias aos cidadãos brasileiros por mais de uma década. 

Os resultados são conhecidos, ainda que precariamente pela sociedade brasileira: as torturas, as mortes, os desaparecimentos de que foram vítimas os opositores do regime - entre eles o próprio Honestino Guimarães - criminoso que também atendia aos interesses da grande imprensa e vice-versa. 

Este mandato continuará a resgatar a trajetória dos lutadores pela democracia como Honestino Guimarães e outros para afirmar o apreço da nossa cidade pelos valores da liberdade e do Estado Democrático de Direito. 

Qualquer associação da história de  pessoas que lutaram pela democratização deste país com Black Blocs e vândalos será rechaçada. 

Estaremos aqui para desmistificar a manipulação quotidianamente difundida por alguns meios  comunicação no nosso país. 


Deputado Ricardo Vale (PT/DF)

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa.
O deputado federal pelo RJ Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) está sendo processado pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral. A ação foi protocolada nesta segunda-feira (10).

O MPF informou que na segunda-feira (3) o deputado realizou uma palestra no Clube Hebraica, em Laranjeiras, e lá ofendeu e depreciou a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas. O órgão também entendeu que o parlamentar incitou a discriminação contra estes povos. O G1 tentou entrar em contato com o deputado para receber um posionamento sobre a ação do MPF, mas, até a última atualização desta reportagem, o parlamentar não respondeu.

Na ação, os procuradores da República sustentam que Bolsonaro distorceu informações e fez uso de "expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com o claro propósito de ofender, ridicularizar, maltratar e desumanizar as comunidades quilombolas e a população negra".

No Hebraica, segundo MPF, o deputado afirmou, por exemplo, que visitou uma comunidade quilombola e "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas". Ainda citando a visita, disse também: "não fazem nada, eu acho que nem pra procriar servem mais". Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, as afirmações "desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animal".

"Com base nas humilhantes ofensas, é evidente que não podemos entender que o réu está acobertado pela liberdade de expressão, quando claramente ultrapassa qualquer limite constitucional, ofendendo a honra, a imagem e a dignidade das pessoas citadas, com base em atitudes inquestionavelmente preconceituosas e discriminatórias, consubstanciadas nas afirmações proferidas pelo réu na ocasião em comento", concluem os procuradores na ação.

Se for condenado, o deputado federal pode ser obrigado a pagar indenização coletiva no valor de R$ 300 mil pelos danos morais causados ao povo quilombola e à população negra em geral, a ser revertida em projetos de valorização da cultura e história dos quilombos, a serem indicados pela Fundação Cultural Palmares.
Ainda em Brasília, o governador Jackson Barreto foi recebido pelo presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, e pediu celeridade no financiamento de R$ 30 milhões para implantação de novas ligações domiciliares de água.

O investimento beneficiará aproximadamente 40 mil pessoas em todo o estado, principalmente nos municípios do Alto Sertão. O financiamento foi aprovado em Sergipe e aguarda liberação da Superintendência nacional da Caixa. A expectativa é que as obras se iniciem no segundo semestre.

Na ocasião, o governador solicitou recursos para construção de unidades habitacionais em Nossa Senhora do Socorro, Maruim, Aracaju, Santa Rosa de Lima e Riachuelo.

Também foram assegurados o patrocínio de R$ 200 mil da Caixa Econômica para o Arraiá do Povo.
“Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga”.
Tem aquela outra frase também, um pouquinho mais antiga.
"Meu filho não vai ser investigado".

Não foi e não será porque o golpe é do crime.
Um Senador da República que só trafica toneladas de cocaína, não será investigado. 
Quem lava dinheiro com empresas de fachada é investigado, paga pedágio pra justiça e nunca punido.  
Quem faz do Estado, um investidor nos seus negócios com coca, sequer é investigado.

E Barroso diz que o Supremo não barrou o golpe porque o Brasil estava dividido.
"Em briga de povo e capital, o STF não mete a colher"
Mete é o garfo na comilança, enquanto o pau come.

De um lado o povo brasileiro, do outro, a bandidagem que usurpou do poder na mão grande. 
E pra que lado se inclinou o STF quando deu de cara com aquela baixaria?
Das Leis? Da Constituição? Da justiça?
Não. Se inclinou pro lado do Cunha 5 Milhões, do Chato do Aécio, do Serra Tarja Preta, do Meirelles Caixa 2 JBS, do Perrella do Pó... 
O STF foi atento mantenedor de todo o rito da estatização do estelionato.
O Estado agora é "o chefe". 
Depois do STF ter cometido o crime de permitir que seus investigados assumissem o poder legislativo, executivo e judiciário, que fizessem dos trilhões da nossa economia piscina de ratos, da nossa Constituição fizessem papel de embrulhar peixe, depois de dar ao crime organizado acesso a documentos sensíveis, autorizar ingresso de investigados à posições privilegiadas, concordando que se formasse uma quadrilha capaz de colocar em risco a vida de milhões de brasileiros, traficar drogas até parece nada de errado.

Por Malu Aires.
Muito triste descobrir que o irmão da Suzane Richtofen foi encontrado dentro da Cracolândia, não? Uma vida trágica, provocada por uma sucessão de absurdos. Rapaz que tinha tudo para ser bem sucedido, viver uma vida boa, acabou viciado em crack e internado compulsoriamente numa clínica psiquiátrica... Lamentável. 
Mas isso nos traz uma lição. 
Andreas é um rapaz branco, classe média alta e que teve um triste destino, mas lendo as publicações de colegas e os comentários sobre o caso, percebemos uma empatia por ele. A mesma empatia que FALTA aos demais seres humanos que foram tragados pelo crack e julgados por uma sociedade que não tem o menor pudor em demonstrar total aversão aquelas criaturas, das quais não sabemos nenhuma história. Quem eram, o que faziam, o que os levou até lá. Maioria de pobres, negros, "gente descartável", que não merece nossa compaixão e nem nossa surpresa. 

Parece Deus nos testando não? 
Porque nos dói ver um rapaz branco de classe média entregue a essas circunstâncias - porque é realmente muito triste tudo isso - e ao mesmo tempo não temos o mesmo olhar para os demais "moradores" da Cracolândia, se sequer temos qualquer conhecimento sobre suas tragédias pessoais? 

Fica a reflexão. 
Uma resposta cabível é que com o branco e classe média - muitos se identificam. Enxergam nele um ser humano. Com os pobres e negros, a miséria é mais do mesmo - já não causa nenhuma perturbação, ao contrário - tem mais é que sumir com esses vagabundos pra mais longe o possível. 

Todos deveriam ser igualmente olhados com compaixão - porém uns merecem mais do que outros. Esse é o melhor ou PIOR Raio X desse caos e de quem somos nós...

Desculpe o incômodo.

Por Tico Santa Cruz.
Ei, você se lembra de 2014?

- Eu falei, Aécio é corrupto e está na lista de Furnas
- Eu falei, Aécio faz as tretas pela irmã
- Eu falei, Aécio está envolvido com drogas
- Eu falei, Aécio está envolvido com o Helicóptero do Perrella
- Eu falei, o Juca Kfouri falou, que Aécio bateu na mulher em festa
- Eu falei, Aécio construiu um aeroporto na fazenda do tio e a chave estava com os seguranças
- Eu falei, Aécio é delatado direto por um policial civil em MG
- Eu falei, Aécio e família calam os jornalistas de MG
- Eu falei, Aécio está recebendo apoio da mídia aberta e parcial

Você sempre falava que o PT é ladrão, bandido, que Lula e Lulinha era dono da Friboi, que Lula e Dilma tinham conta no exterior, que Lula era dono do triplex, que Lula era safado, que Dilma era feia e que precisávamos de uma primeira dama.

Hoje você não fala nada, só fala que por você Aécio estaria na cadeia. Isso você fala hoje que comprovaram tudo que falamos antes das eleições em 2014, pois por você em 2014 ele estaria na presidência, blindado pela mídia e todos os corruptos que tiraram Dilma do poder "por pedaladas" e mesmo assim, você insiste em compartilhar piadinhas feitas por militantes de Bolsonaro e Dória sobre o PT.

Hoje falamos do perigo de ter Bolsonaro ou Dória no poder, estamos apontando todas as bandidagens deles e você insiste em defendê-los.

Hoje vemos uma FIESP falando que para resolver os 15 milhões de desemprego, só com a aprovação das reformas trabalhistas, ou seja, ELES ESTÃO BOICOTANDO as contratações, porque não colocaram AÉCIO NEVES NA PRESIDÊNCIA.

Quem vai acreditar em você? 

Eu nunca acreditei, só acreditei no seu ódio contra os menos favorecidos que como várias empresas, profissionais liberais e até as domésticas, que nunca foram reconhecidas, cresceram nos governos petistas.

Em você ex Aecista, eu nunca acreditei e nunca vou acreditar, seja apoiando Dória, Bolsonaro ou Tiririca que enganou nordestinos que moram em SP.

ACORDA MUTTLEY, VOCÊ NÃO É GUNGA DIN! (lembra disso?)

Lembra da camiseta que você queria comprar e estava cara com a descrição: "A Culpa não é minha, eu votei no Aécio!", pois é, hoje seria outros dizeres, tipo, "A culpa não é minha, eu sou só traficante.", após o áudio do Zezé Perrella assumindo o helicóptero e que só é traficante, nem Senador ele lembra de ser.

Assinado um cara que não quer aparecer, porque hoje temos empresas checando redes sociais para contratar.
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia nesta terça-feira (30), o deputado Angelo Almeida defendeu a antecipação das eleições diretas no país. Para isso, o parlamentar afirmou que não vê problemas em reduzir o mandato. “Durante o Encontro Estadual do PSB que aconteceu no último sábado, nós parlamentares baianos, incluindo a senadora Lídice da Mata, tiramos um encaminhamento de abrir mão dos mandatos em prol da antecipação das eleições de 2018 para 2017”, ressaltou o deputado.

A proposta do PSB é que governadores, deputados federais e estaduais, além de dois terços do Senado tenham os mandatos reduzidos em um ano e os novos eleitos, cinco anos de mandato, regularizando assim as eleições no país. “É preciso que os políticos sérios desse país, sendo eles da direita, esquerda ou centro se unam, para que a gente possa conseguir avançar no que hoje é o desejo do povo brasileiro: as Diretas Já”, afirmou. Angelo disse ainda que há espaço para o recomeço de uma nova política. “O país precisa de uma mudança democrática. Esse é um debate que precisa ganhar as ruas com a responsabilidade de cada um de nós que quer trazer de volta para o Brasil um caminho de normalidade”, finalizou.
Os estudantes que concluem este ano o ensino fundamental e desejam estudar no Instituto Federal de Sergipe (IFS) podem se inscrever a partir da próxima quinta-feira, 1º junho, no processo seletivo para cursos técnicos integrados ao ensino médio, com ingresso no primeiro semestre de 2018. Ao todo, serão ofertadas 670 vagas, distribuídas entre os campi Aracaju, Estância, Itabaiana, Lagarto e São Cristóvão.  

As vagas são destinadas aos cursos técnicos em Alimentos, Edificações, Eletrotécnica, Eletrônica, Informática e Química, no Campus Aracaju; Agronegócio e Manutenção e Suporte em Informática, no Campus Itabaiana; Edificações, Eletromecânica e Rede de Computadores, no Campus Lagarto; Agropecuária e Agroindústria (em regime de residência e semi-residência) e Manutenção e Suporte em Informática, no Campus São Cristóvão; e Aquicultura, Edificações e Eletrotécnica, no Campus Estância.

Prazos

As inscrições acontecem até o dia 15 de agosto, através do site IFS. A taxa de inscrição é de R$ 5,00 e deve ser paga por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), em qualquer agência do Banco do Brasil. O pagamento da GRU poderá ser efetuado até o dia 17 de agosto. Os pedidos de isenção da taxa serão feitos presencialmente, no campus em que o candidato concorrerá à vaga, no período de 1º a 20 de junho, no horário das 8h às 11h e das 14h às 16h. Os critérios para concessão da isenção estão no edital do processo seletivo.

As provas do processo seletivo serão realizadas no dia 1º de outubro, às 9h, mas a abertura dos portões ocorrerá às 8h. O resultado preliminar está previsto para o dia 24 de outubro, já o final deverá ser divulgado no dia 30 do mesmo mês.

30.5.17

O bebê é pequenininho, menos de um mês. Nasceu na cadeia e lá vive com sua mãe. A cela tem capacidade para doze pessoas, mas está ocupada por 18 lactantes. A mãe cumpre pena por furtar ovos de páscoa e um quilo de peito de frango. Foi condenada a três anos, dois meses e dois dias por esse crime.
A defensoria pública de São Paulo pediu um habeas corpus na última sexta-feira. Acionou o Supremo Tribunal de Justiça para pedir a anulação do crime, por ser insignificante; a readequação da pena; ou a prisão domiciliar, garantida pela leis às mães responsáveis por filhos menores de 12 anos.
O argumento é que a sentença é desproporcional à tentativa de furto e que a mulher é mãe de mais três crianças, de 13, 10 e 3 anos de idade. Além do bebê, que será separado da mãe quando completar seis meses. As quatro crianças crescerão longe da mãe, se ela seguir cumprindo pena na Penitenciária Feminina de Pirajuí, no interior de São Paulo.
O ministro do STJ, Nefi Cordeiro, negou o pedido da Defensoria e manteve a pena da mãe em regime fechado. Determinou que ela deva cumprir toda a pena na prisão por causa de “circunstâncias judiciais gravosas”. Disse “não vislumbrar a presença dos requisitos autorizativos de medida urgente.”
Quem é Nefi Cordeiro? Curitibano, oficial da PM, formado pela Federal do Paraná. Tem duas medalhas concedidas pelas Forças Armadas, a do Pacificador e Ordem do Mérito Militar. Foi nomeado para o STJ por Dilma Rousseff.
Nefi Cordeiro determinou em julho de 2016 a soltura de Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish (da Construtora Delta), e de Adir Assad e Cláudio Abreu. Presos na Operação Saqueador, eles são acusados de integrar um esquema que lavou R$ 370 milhões de reais de dinheiro público.
Nefi Cordeiro confirmou em 2015 uma condenação por tráfico de duas gramas de maconha – isso mesmo, duas. É o menor caso de condenação por tráfico já registrado. A pena foi de quatro anos e onze meses. O tráfico aconteceu 15 anos antes, em 2000, em Cataguases, Minas Gerais.
Nefi Cordeiro concedeu habeas corpus a quatro PMs cariocas que fuzilaram com 63 balas um carro com cinco jovens inocentes, matando Roberto, de 16 anos, no caso que ficou conhecido como Chacina de Costa Barros. No dia 7 de julho de 2016, a família disse que após o habeas corpus, a mãe de Roberto, a cabelereira Joselita, morreu “de tristeza”.
É lugar comum dizer que o Brasil precisa de reformas. Mas reformas são leis, e leis dependem de aplicação, e isso é feito por seres humanos, juízes. No Brasil, muitos juízes aplicam as leis como bem entendem. É a velha piada que advogados contam: “de cabeça de juiz e bunda de nenê, nunca se sabe o que vai sair.”
Nunca se sabe, mas todos sabemos que a justiça brasileira frequentemente tarda e falha, e tarda e falha especialmente quando o acusado tem dinheiro. A estrutura de senzala do Brasil está tão integrada à nossa sociedade que ninguém estranha que haja prisão de luxo para quem tem diploma universitário, e de lixo para quem não teve dinheiro para estudar. Como ninguém estranha o elevador de serviço, a diferença da cor de pele entre ricos e pobres, 60 mil assassinatos anuais, ou o fato de metade dos brasileiros não terem esgoto em casa.
Nunca houve justiça no Brasil e não haverá tão cedo. Como nunca houve democracia e não haverá tão cedo. Temos pouca experiência com uma e outra. Esse é o fardo histórico que todo brasileiro tem que carregar, bestas de carga, deitados eternamente em berço esplêndido.
Mas Justiça é um tema cada vez mais central na vida de todos nós. Porque a natureza da sociedade abomina o vácuo. Então o Judiciário vem preenchendo – correta e incorretamente, com moderação e com messianismo - o vazio deixado pelo Executivo e Legislativo, que há tempos abdicaram de nos representar. E seguem ignorando solenemente desejos e necessidades da maioria, e enchendo os bolsos numa lambança sem fim, como nos informa todo dia o noticiário.
Mas membros do executivo e legislativo podem perder o emprego. Juízes não. É mais fácil arrancar uma presidente eleita por 53 milhões de votos do seu cargo que demitir um juiz do supremo tribunal de justiça.
Talvez antes de qualquer outra reforma, o Brasil precise de uma reforma profunda no Judiciário. Que o torne ágil e transparente, potente e permeável à fiscalização da sociedade.
Que dê alguma credibilidade a um poder que mantém na cadeia uma mãe miserável que furtou frango e ovo de páscoa, mas concede a prisão domiciliar a Adriana Ancelmo, esposa e comparsa do ex-governador, casal que fez fortuna com a miséria dos mais miseráveis cariocas - exatamente a gente que, no limite, furta comida.
Não se trata de “cortar as asas” do Judiciário, sonho da curriola de políticos e empresários que se organiza para fugir de investigações e delações. Se trata de tratar de maneira mais equânime os ladrões da esquina e os ladrõezões de terno e gravata.
Essa semana a polícia paulistana prendeu com grande balbúrdia traficantezinhos na Cracolândia. Também esta semana, o Supremo Tribunal Federal condenou Paulo Maluf a sete anos de prisão por lavagem de dinheiro que ocorreu no seu mandato de prefeito, entre 1993 e 1996. Finalmente Maluf vai pra cadeia? Não, ainda há espaço para recurso, mais de trinta anos depois do roubo cometido...
O juiz é um funcionário público como qualquer outro. Eles têm que ser tratados de acordo. Trabalham para nós. Têm que responder para nós. E, se for o caso, serem corrigidos, ou até punidos por nós. Nossa Justiça, e ausência dela, e revisão profunda do que significa justiça no Brasil, é pauta urgente e bem mais importante do que quem vai sentar no Palácio do Planalto nos próximos meses.
Mas alguns casos, algumas pessoas, talvez estejam além da capacidade da sociedade brasileira de corrigir seu rumo. A decisão de Nefi Cordeiro que mantém uma mãe de quatro filhos na cadeia, por furtar frango e ovo de páscoa, é incompreensível para nós. Está em outro domínio. O do inimaginável, do inumano, além da imoralidade, além da redenção.

Por André Forastieri.
Nos últimos 10 anos o BNDES emprestou mais de R$ 1.357 trilhão para financiar a infraestrutura e o desenvolvimento do país.

No mesmo período a instituição emprestou aproximadamente R$ 10 bilhões ao grupo JBS - valor que representa 0,7% do total de empréstimos feitos no período de 2007 a 2016.

Só um asno pós graduado pode imaginar que um banco que empresta menos de 1% do valor total para uma empresa, seja ela qual for, está pondo em risco o seu trabalho e a sua credibilidade.

Os empréstimos feitos pelo BNDES à JBS são uma ninharia perto do montante total que o banco financiou nos últimos 10 anos.

O BNDES financia milhares de pequenas, médias e grandes empresas desde sempre. Querem criminalizar a sua atuação na última década por puro preconceito ideológico.

Os golpistas neoliberais não admitem que um banco público seja o principal instrumento para a promoção do desenvolvimento nacional.
hoje, três amigos me ligaram pra contar o que aconteceu na manifestação de ontem, no rio: proibiram a bandeira do PT no ato. deputados do PT foram proibidos de falar no carro de som e quando Lindbergh falou foi vaiado por uma turma da juventude do Psol - assim como quando o nome do Lula foi mencionado. 
eu tinha reparado na ausência de bandeiras dos partidos e das centrais, mas a vida tá corrida e não acreditei que rolaria esse tipo de boicote. acabei de chegar em casa e recebi o relato detalhado de Eduardo Goldenberg, via Layla Lauar, sobre esse boicote ao PT e ao Lula em nome de um movimento "apartidário" (unipartidário no caso, não?!) pelas Diretas Já. bom, como não pisei na rua em 2013 e fiz vários posts criticando o apartidarismo e a rápida captura pela direita daquelas jornadas, sinceramente gostaria de saber: quando e como o neotropicalismo vai derrotar o golpismo? 
caso a gente consiga emplacar o Diretas Já 
(com esse tipo de boicote é impossível): qual é o candidato neotropical como chances concretas de ganhar as eleições, garantir a democracia, preservar a constituição e reverter as reformas? se é verdade que o sistema político brasileiro está em colapso, também é verdade que os partidos políticos do campo progressista junto com as centrais sindicais conseguiram, depois de muito tempo, construir uma unidade linda para levar quase 40 milhões de pessoas às ruas na greve geral de 28/04 - então por que boicotar essa força política? vocês vão fingir que mesmo com as mudanças no mundo do trabalho - terceirização e uberização das relações trabalhistas, que provocaram um esvaziamento nos sindicatos - a classe trabalhadora cltista ainda responde por 30% por aqui e mesmo assim a decisão é apartar as centrais sindicais da luta pelas Diretas Já?! vocês realmente acham que um partido como o PT, que é um potência política e eleitoral com quase 4.900 diretórios municipais nos quase 5.400 municípios brasileiros não tem legitimidade política para levar a sua bandeira nos atos pelas Diretas Já?! se foi isso: vocês querem Diretas Já pra quem e por que? se não foi: então por que a proibição das bandeiras dos partidos e a interdição das falas dos parlamentares petistas? foi só oba oba performático-neo-tropicalista?! 
porque, na boa, se a estratégia é insistir nessa obsessão pelo "apartidarismo" e no rancor ao petismo nessa quadra de acirramento do golpe: isso é muito pedante e equivocado. e com esse tanto de desmonte que o golpismo vem operando diariamente: já dava pra ter aprendido alguma coisa com 2013 e esse golpe perverso. francamente.

Por Patrícia Valim.
Os compromissos oficiais do governador Rui Costa começaram nesta segunda-feira (29), em Salvador, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), no prédio da governadoria. Rui recebeu, às 11h, o prefeito do município de Ruy Barbosa, Cláudio Serrada, e assinou contrato para ampliação dos recursos destinados ao hospital regional do município.
Na quarta-feira (31), às 9h, ainda na capital baiana, Rui participa do evento de adesão do estado e dos municípios ao Programa Garantia Safra, benefício social que garante ao agricultor familiar o recebimento de uma renda mínima por perda da lavoura por estiagem ou excesso de chuva.  O encontro acontece no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), no CAB, em Salvador.
Já na quinta-feira (01/6), às 10h, o governador visita o município de Rio de Contas, na região da chapada diamantina. Na ocasião, ele entrega a ampliação do sistema integrado de abastecimento de água (SIAA) da sede e a implantação de adutora de água tratada da localidade de Marcolino Moura. De volta à capital baiana, Rui recebe, às 14h, na governadoria, o embaixador da ìndia, Sunil Lal, para tratar de assuntos ligados ao turismo. Já às 19h, o governador participa do 111º encontro do Conselho dos Tribunais de Justiça do Brasil. A solenidade acontece no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, localizado no bairro de Nazaré, em Salvador.
Na sexta-feira (02), às 10h, Rui comparece ao município de Luis Eduardo Magalhães, no oeste do estado, onde participa da 13ª edição do Bahia Farm Show, feira de negócios que apresenta as novidades em tecnologia agrícola.

Encerrando as atividades oficiais no estado, Rui visita no sábado (03), às 10h, o município de Cairu, na região do baixo sul, onde entrega a restauração da pavimentação de 22 quilômetros da rodovia BA-884, no trecho entre Nilo Peçanha e Cairu. A obra envolveu recursos da ordem de R$ 8,5 milhões, e vai beneficiar os 120 mil moradores dos municípios de Nilo Peçanha, Cairu, Camamu e Ituberá.

O deputado Edilson Silva perdeu o apoio dos principais quadros da corrente Somos Todos Psol, na qual ele lidera em cinco Estados do Norte e Nordeste. Nesta segunda-feira (29), vários psolistas de Pernambuco que pertencem ao grupo lançaram uma carta de ruptura criticando a condução do parlamentar a frente do colegiado.
Edilson foi acusado de adotar uma política centralista e autoritária; de faltar com transparência com recursos do partido; de faltar com um projeto político; de um programa político; de projetos de organicidade; e ainda de um péssimo diálogo político.
O documento foi assinado por dezenas de quadros do partido, como presidentes municipais da legenda no Estado e nomes como os ex-candidatos a vereador Leonardo Cisneiros; Severino Alves "Biu" e a ex-candidata a vice-prefeita do Recife na chapa comandada pelo próprio Edilson Silva em 2016, Luciana Cavalcanti.
Nomes de outras correntes como Pedro Josephi, Roberto Numeriano e Zé Gomes já tinha rompido com Edilson Silva.
O vereador Ivan Moraes Filho o e o ex-deputado Paulo Rubem Santigo, que são independentes dentro do partido, saudaram a atitude dos membros da corrente Somos Todos Psol.
Além de Pernambuco, membros da corrente Somos Todos Psol do Acre, de Alagoas, de Roraima e da Bahia romperam com o deputado. O único que está ainda o apoiando são os quadros da Paraíba.
Leia a nota na íntegra:
CARTA DE RUPTURA COM A CORRENTE ‘SOMOS PSOL’
Da maneira como o Brasil está configurado atualmente é um cenário singular de desafios para as Esquerdas em meio ao já caótico e desafiante cenário internacional de avanço de ideias e forças conservadoras. O cenário brasileiro é muito semelhante ao que já está posto em terras europeias: a esquerda está se reorganizando em novas estruturas partidárias e na sociedade civil organizada.
Diante de tal cenário, fica evidente qual o papel do Partido Socialismo e Liberdade na conjuntura nacional, que é ser um dos protagonistas da reorganização do campo da esquerda socialista brasileira. O PSOL deve ter a capacidade de dialogar com as demais forças progressistas. Temos, em períodos e dinâmicas distintas, acompanhado e construído o PSOL enquanto alternativa organizacional e partidária de resistência anticapitalista e de defesa de um projeto nacional protagonizado, de fato, pelas trabalhadoras e trabalhadores. Nossa missão não é fácil, pois precisamos trazer de volta o brilho nos olhos da militância, que se afastou por erros que não foram do nosso partido, e trazer encantamento às pessoas que cada dia mais se decepcionam com a política.
Com a formação do nosso partido, construiu-se um consenso no PSOL Pernambuco de que era necessário, para o crescimento do partido no estado, investir na tática de construção de uma figura pública para a apresentação de nossa pauta política. Mediante a escolha acertada de um discurso crítico à política de governabilidade e à incoerência da dinâmica eleitoral das esquerdas, o PSOL conquistou uma parcela pequena, mas consolidada do eleitorado até então. Foram três eleições majoritárias protagonizadas pelo companheiro Edilson Silva: em 2006, 2008 e 2010, até a leitura de que seria possível a eleição de nosso primeiro quadro no Poder Legislativo, consolidando aquela tática política traçada anteriormente e fortalecendo nossas condições de disputa no médio prazo.
Nas eleições municipais de 2012, o PSOL encontra um cenário local favorável ao seu crescimento, com o colapso político do petismo no Recife em decorrência de suas disputas internas e com o aumento da crítica de setores da esquerda social às parcerias questionáveis entre as gestões petistas e o mercado imobiliário, críticas estas, simbolizadas sobretudo no emblemático caso do Estelita. É na eleição municipal deste ano que, com amplo apoio dos segmentos que não enxergavam no PSB uma alternativa ao projeto petista no Recife, uma candidatura proporcional ganha relevância majoritária no debate de projeto urbano e administrativo e Edilson recebe quase 14 mil votos do eleitorado, resultando na terceira candidatura mais votada para a Câmara Municipal.
Já naquele momento, diante do choque entre uma votação tão expressiva e a não obtenção da vaga no legislativo municipal, se evidenciou que o PSOL não conquistou seu primeiro assento na Câmara porque ficamos devendo uma Chapa consistente ao nosso eleitorado. De certo modo, a perspectiva de nos apresentar no processo eleitoral concentrando esforços em um rosto e uma voz acabou contendo o crescimento do partido e, pior do que isso, acabou se espelhando em uma dinâmica partidária interna que levou a um partido centralizado, hermético, confundido com uma única figura. A tática, que antes era consensual, mostrava suas falhas e limitações. Para fora, o alcance político do PSOL acabou, para bem ou para mal, por se confundir com as simpatias e antipatias conquistadas pela nossa principal figura pública.
Em 2014, o primeiro Mandato do PSOL Pernambuco veio, por causa de uma tática arriscada de coligação, mas também por causa da ampliação da densidade eleitoral da chapa através de uma acertada política de construção de lideranças no interior do Estado, importante para a consolidação estadual da legenda. Com o mandato, vieram também cobranças mais firmes para uma ampliação da Política. No entanto, o centralismo da condução do Partido se reproduziu no Mandato, sem abertura à participação dos vários setores partidários e com pouca representação das forças e das pautas de fora da Região Metropolitana do Recife. Inclusive, parte da bem montada Chapa que permitiu superarmos o obstáculo de 2012 não se viu reconhecida na vitória tampouco representada no Mandato em construção. Dentro do mandato, as pautas não são discutidas coletivamente, pois a relação entre o deputado e sua assessoria foi construída de forma patronal e verticalizada, um modelo ultrapassado para uma nova esquerda que surge exigindo construções coletivas e horizontais.
Do ponto de vista da organização política estadual, o Mandato pouco contribuiu para atender, respaldar e fortalecer os militantes e grupos atuantes nas diversas cidades onde o PSOL está presente. A crítica feita não é mera constatação da praticamente nula representação regional do Gabinete, mas remete à ausência de atenção a pautas relacionadas ao interior do estado, mesmo aos municípios onde historicamente o PSOL existe e tem participação eleitoral. Essa relação foi oportunisticamente alterada após o processo eleitoral de 2016 revelar resultados potenciais em diversas cidades do interior. Tendo em vista o jogo da disputa interna do PSOL o mandato procurou contemplar aqueles que tiveram bons resultados eleitorais com emendas parlamentares. Se essa política de fortalecimento de nossas bases no interior tivesse sido feito antes, certamente teríamos tido um acumulo mais relevante para a necessária capitalização do partido no Estado.
Nas eleições municipais de 2016 a construção programática e estratégias de Comunicação e Debate Político da candidatura majoritária à Prefeitura do Recife apresentaram elementos problemáticos da perspectiva de um Programa Socialista, mas, sobretudo, deixaram evidente a compreensão personalista e centralizada do Candidato. O discurso que permeou desde a propaganda política até os debates frisava a prioridade do empreendedorismo, da livre iniciativa e da Economia Criativa de modo evasivo e de difícil diferenciação com as perspectivas Liberais, beirando a perigosa fronteira ao debater e propor políticas de voucher na Educação Pública. As decisões, sejam da estratégia de Comunicação /Propaganda, sejam referentes ao Debate Político Eleitoral não passaram de modo transparente e efetivo pela necessária reflexão coletiva da Chapa de Proporcionais, das instâncias partidárias ou mesmo dos militantes do Somos Psol. Além disso, a Coordenação de Campanha restrita a uma pessoa não conseguiu atender e envolver o conjunto da representativa Chapa proporcional apresentada para aquelas eleições.
A política centralista e subordinada à inconstância do deputado acabou provocando uma absorção de toda vida partidária, em suas variadas dimensões, à defesa da política do Mandato e do mandatário. A dinâmica da vida partidária, com suas reuniões e instâncias, foi sendo desmontada para dar espaço às atividades centradas na promoção do mandato. Até mesmo a condução da política do Setorial de Mulheres - inexistente no Estado -, em uma conjuntura de forte ascenso nacional da pauta feminista, acabou subordinada à defesa do núcleo de poder centrado no mandatário estadual e do mandato em si. Destino melhor não conseguiu ter a Corrente Somos PSOL, com uma coordenação formada sem qualquer institucionalidade e confundida cada vez mais com a Direção Majoritária e/ou a assessoria Parlamentar, sem regularidade nas suas reuniões e plenárias, sem um processo contínuo de construção programática e sem a possibilidade de uma dinâmica de organização, mobilização e formação minimamente independente da dinâmica do mandato. Em abril deste ano ocorreu um desmonte nacional da tendência, tendo a militância do Acre, de Alagoas, da Bahia e de Roraima rompido com a tendência, visto que o Somos Psol é uma ficção – não existe programa político nacional, não há uma coordenação previamente estabelecida etc.
Apontamos alguns dos motivos que levaram a tal fato: a) Falta de um projeto político – a inconstância do discurso e da tática, em que opiniões sobre diversos temas mudam de acordo com o interesse pessoal da principal liderança do Somos Psol; b) Falta de programa político – O Somos PSOL não possui um programa político, material de referência teórica ou apontamentos estratégicos. ; c) Problemas de organicidade – não existem reuniões ordinárias, não existem espaços de formação política, além de não haver uma coordenação política democraticamente eleita (a atual “Coordenação Nacional do Somos PSOL” tem militantes recém-filiados em alguns estados e assessores que circunstancialmente são de confiança); d) falta de legitimidade dos espaços deliberativos – conforme já dito, não existe coordenação do campo político, as coordenações são sazonais e variam de acordo com a confiança política do momento, sendo as temáticas, táticas e articulações decididas por deliberação monocrática do seu dirigente máximo; e) falta de transparência dos recursos destinados ao Somos Psol ; f) Personalismo – A insistência no discurso de “ criação de figuras públicas” é artificial e um desserviço a construção de um modelo descentralizado de política, que possa aproximar mais o cidadão do representante, com inovações como mandatos coletivos. O futuro da organização da esquerda é um projeto político coletivo; g) Autoritarismo nas decisões partidárias - Se essa forma centralista de condução do PSOL nunca foi novidade para os militantes de esquerda de Pernambuco, o seu impacto negativo se amplia fortemente quando o partido alcança novos patamares de relevância política e de responsabilidade com um projeto de esquerda para o país ; h) O constante e desleal modus operandi de deslegitimação política e moral das companheiras e companheiros do mesmo campo. i) Belicosidade excessiva - A falta de autocrítica dos dirigentes "fundadores", a constante beligerância no trato pessoal e o péssimo diálogo político com as demais forças do partido, faz com que o PSOL em Pernambuco seja um espaço de pouca construção partidária coletiva.
Num momento em que o PSOL se amplia, em que novos quadros de grande qualidade se juntam ao partido e à Corrente (Somos Psol), em que o partido finalmente consegue montar uma chapa proporcional plural e representativa e com isso conquistar um mandato importante no Legislativo Municipal da Capital, em que o esfacelamento do projeto político de Eduardo Campos cria a demanda por um projeto de Esquerda em todo território do Estado, nos vemos ainda reféns de uma cúpula presa na pequena política das picuinhas. O grupo centrado em torno do mandato estadual muitas vezes apela à justificativa da unidade do partido para defender as suas decisões políticas, mas não há unidade verdadeira na supressão da pluralidade e da própria vida partidária. A falsa unidade da centralização é que tem alimentado cada vez mais tensões no partido e o arrastado cada vez mais para a areia movediça da disputa interna, enquanto do lado de fora se desenrola, sem nos esperar, um dos cenários políticos mais graves que esse país já viveu.
As divergências agora apresentadas foram em muitos momentos colocadas à mesa, com franqueza e companheirismo, mas sempre minimizados ou combatidos. A dinamização da Política partidária - defendida por alguns de nossos dirigentes - foi tratada, ao longo dos últimos anos, como um afrouxamento das tensões tidas como necessárias para a hegemonia do grupo dirigente que, como recurso último de legitimação, insiste na condição de “fundadores” da legenda. Qualquer dissenso foi, ao longo deste período de esforço de consolidação partidária, combatido, e qualquer proposta de ampliação e arejamento das práticas institucionais e políticas foi tratada como um desrespeito ao esforço militante de fundação do partido. Silenciava-se a pluralidade de ideias em uma flagrante falsificação de consensos. A tentativa de construir um narrativa de corrente “em construção” que aceita todos de “braços abertos” não convence mais diante do histórico da condução política e dos recorrentes métodos anteriormente descritos.
Pelo exposto, declaramos o rompimento com o Somos Psol – contudo, permanecemos compondo a Unidade Socialista, responsável em grande medida pelas acertadas decisões e posicionamentos de nosso partido em meio à presente crise. - e apontamos por uma construção partidária em Pernambuco que tenha a capacidade de dialogar com as demais forças do partido. Os novos desafios das esquerdas nos exigem novas práticas e ideias, bem como a necessária coerência entre umas e outras. O PSOL pode ser uma força catalisadora da reorganização das esquerdas no Brasil e da reorganização das lutas sociais. Para tanto, o PSOL precisa ser um partido plural, militante, dinâmico e radicalmente democrático em suas instâncias. O PSOL necessita estar a serviço da reorganização da esquerda no Brasil.
Nós que assinamos esse documento seguiremos lutando pela unidade de nosso partido, priorizando o debate da grande Política e respeitando sempre as divergências e a pluralidade de ideias.
Adelson Sobral – PSOL Recife
Agenor Facundes – PSOL Olinda
Albérico Sigismundo – PSOL Recife / Ex-candidato a deputado estadual em 2014 e vereador do Recife em 2016
Ana Karla Cavalcanti – PSOL Recife
Bruno Fernandes – Direção Municipal PSOL Olinda / Ex-candidato a vereador de Olinda em 2016
Deyverson Soares Barros – PSOL Agrestina
Diego Liberalino – PSOL Cabo
Diego Soares – Direção Municipal PSOL Agrestina
Dimas Veras – PSOL Recife
Edmilson Lira – Direção Estadual / Presidente PSOL Alagoinha
Edson Fraga “Neguinho” – PSOL Olinda / Ex-candidato a vereador de Olinda em 2016
Eliana Rodrigues Cavalcanti – Suplente Direção Estadual / PSOL Recife
Eliane Maria de Souza – Direção Municipal PSOL Olinda / Ex-candidata a vereadora de Olinda em 2016
Eugênia Lima – PSOL Olinda / Ex-candidata a vereadora de Olinda em 2016
Eugênio Prazeres – PSOL Recife 
Fernanda Cavalcanti – Direção Estadual / PSOL Recife
Fernando Caldas – PSOL Recife
Francisco Soares “Chico do PSOL” – Presidente PSOL Agrestina / Ex-candidato a prefeito de Agrestina em 2016.
Gleydson Goés – Presidente PSOL Cabo / Ex-candidato a prefeito do Cabo de Santo Agostinho em 2016.
Heloiza Melo – PSOL Recife
Ionar Lucia da Silva – Direção Municipal PSOL Olinda
Jonas van der Ploeg – PSOL Recife
José Henrique – Direção Municipal PSOL Cabo
José Jones Pereira – PSOL Agrestina
José Luiz da Silva “Zinho” – Presidente PSOL Moreno
Juliana Vitorino – Direção Municipal PSOL Recife
Lucas van der Ploeg – Executiva Estadual / Diretor-Financeiro da Fundação Lauro Campos
Luciana Cavalcanti – Executiva Estadual / Direção Municipal PSOL Recife / Ex-candidata a vice-prefeita do Recife em 2016
Luciana Mesquita – PSOL Recife
Leonardo Cisneiros – PSOL Recife / Ex-candidato a vereador do Recife em 2016
Marcio Vieira – PSOL Jaboatão / Ex-candidato a vereador do Recife em 2016
Mauro Lira – PSOL Alagoinha
Micelia Simplicio – PSOL Recife / Ex-candidata a vereadora do Recife em 2016
Michel Chaves – Conselho Nacional de Ética do PSOL / PSOL Recife 
Paulo Inojosa – PSOL Cabo
Sandra Paixão – Direção Municipal PSOL Olinda / Ex-candidata a deputada estadual em 2014
Samuel Herculano – Direção Estadual / Direção Municipal PSOL Olinda
Severino Alves “Biu” – Presidente PSOL Recife / Ex-candidato a vereador do Recife em 2016
Tiago Paraíba – Executiva Estadual / PSOL Recife
Wallamy Danilo – PSOL Cabo.
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