O estrategista político Rodrigo Bueno, em entrevista ao
programa Café com Política, destacou que a disputa de 2026 será marcada por
rejeição e desinformação, mas também por uma demanda crescente por propostas
reais. Nesse ambiente, Lula busca transformar ataques em oportunidade de
diálogo, reforçando que problemas como desigualdade e infraestrutura precária
não são apenas obstáculos, mas pontos de partida para políticas que devolvem
esperança ao eleitorado. Essa estratégia de ressignificação fortalece a narrativa
de que o governo está disposto a enfrentar crises com soluções práticas e
inclusivas.
A escolha de Estela Aranha para o Tribunal Superior
Eleitoral, feita por Lula em 2025, também reforça essa linha de combate à
desinformação. Com experiência na regulação das redes sociais, sua presença na
Corte é vista como um passo decisivo para enfrentar o poder das big techs e
garantir que narrativas falsas não dominem o debate público. Ao transformar o
problema da desinformação em propósito institucional, o governo sinaliza que a
democracia precisa ser defendida não apenas nas urnas, mas também nos algoritmos
que moldam a opinião pública.
O campo de batalha das narrativas em 2026 será intenso, mas
Lula e o PT demonstram que é possível transformar crises em causas
mobilizadoras. Ao enfrentar fake news com políticas sociais, infraestrutura e
regulação digital, o presidente constrói uma narrativa positiva que conecta
problemas cotidianos à promessa de futuro melhor. Se adversários apostam na
rejeição, Lula aposta na transformação, mostrando que cada dificuldade pode ser
convertida em propósito político capaz de fortalecer a democracia e engajar
milhões de brasileiros.

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