Jerônimo Rodrigues, atual governador, tem buscado reforçar
políticas sociais e ampliar investimentos em educação e infraestrutura,
mantendo o legado iniciado por Jaques Wagner e Rui Costa. Mesmo diante de
pesquisas que apontam o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, como adversário
competitivo, o governador aposta na mobilização popular e na força das bases do
PT para reverter cenários desfavoráveis. Em entrevistas recentes, Rodrigues
minimizou os números e destacou que o partido tem histórico de vitórias consecutivas
na Bahia, sustentadas por programas que dialogam diretamente com as
necessidades da população.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge como peça
central nesse tabuleiro. Sua popularidade crescente no estado, confirmada por
levantamentos de opinião, preocupa a oposição e fortalece Jerônimo. Lula mantém
índices de aprovação elevados na Bahia, e esse capital político pode ser
decisivo para consolidar a reeleição do governador. A presença do presidente em
eventos locais e o apoio explícito ao governo estadual funcionam como
combustível para a militância e ampliam a confiança de que o PT seguirá dominante
no território baiano.
Do outro lado, ACM Neto representa a tentativa de
ressuscitar o carlismo, símbolo de uma política marcada por autoritarismo e
concentração de poder. Apesar de aparecer bem posicionado em algumas pesquisas,
sua imagem ainda carrega o peso de um passado que muitos baianos rejeitam. O
ex-prefeito enfrenta dificuldades em se desvincular da herança de Antônio
Carlos Magalhães, e sua estratégia de modernização do discurso não tem
conseguido neutralizar a percepção de que sua candidatura é um retorno ao velho
modelo político.
A Bahia, portanto, se consolida como laboratório da política
nacional porque antecipa embates que ecoarão em outras regiões do Brasil. O
confronto entre o projeto popular do PT, liderado por Jerônimo Rodrigues e
respaldado por Lula, contra a tentativa de retomada do carlismo por ACM Neto,
sintetiza a disputa entre dois modelos de país. O resultado dessa batalha não
será apenas estadual, mas servirá como termômetro da capacidade da esquerda de
manter sua força e da direita de reinventar-se diante de uma sociedade que
exige mais inclusão e menos privilégios.

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