O movimento não é isolado. Levantamento da CNN Brasil mostra
que existem ao menos 64 propostas semelhantes em análise na Câmara, todas
voltadas para reduzir a autonomia do Judiciário. Entre elas, a PEC 28/2024, que
prevê que o Congresso possa suspender decisões do STF quando considerar que
houve extrapolação de competência. Especialistas alertam que tal medida
comprometeria a separação de poderes e abriria espaço para insegurança
jurídica, já que o Supremo deixaria de ser a instância final em questões
constitucionais.
Críticos apontam que a articulação legislativa tem caráter
político e vingativo, buscando enfraquecer o Judiciário após decisões que
atingiram parlamentares e aliados. A aprovação desses textos na Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara, em outubro de 2024, já demonstrava a força da
ofensiva contra o STF. Agora, com a retomada das discussões em 2026, o risco é
de que o Congresso avance sobre prerrogativas fundamentais, transformando o
equilíbrio institucional em um jogo de poder.
O tom negativo da proposta é evidente, ao invés de
fortalecer a democracia, a PEC ameaça corroer suas bases. Se aprovada,
representará um retrocesso histórico, colocando em xeque a independência
judicial e abrindo caminho para decisões tomadas sob pressão política. O
Brasil, que já enfrenta crises de confiança nas instituições, pode mergulhar em
um cenário de instabilidade ainda maior, onde o Judiciário se tornaria refém de
maiorias parlamentares circunstanciais.

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