Além da definição orçamentária, o governador confirmou a saída de secretários estratégicos para disputar vagas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa da Bahia. Entre os nomes estão Afonso Florence, da Casa Civil, e Sérgio Brito, da Infraestrutura, ambos com planos de concorrer à reeleição como deputados federais. Essa movimentação, longe de fragilizar o governo, demonstra a capacidade de Jerônimo em transformar o processo eleitoral em oportunidade de ampliar sua influência, mantendo aliados em posições-chave e fortalecendo a base política.
O cenário eleitoral de 2026 já começa a ser desenhado com a antecipação de alianças e a reorganização da chapa majoritária. Jerônimo, que completa três anos de mandato, aparece em pesquisas atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, mas sustenta apoio territorial robusto em municípios do interior. Essa força local, somada ao alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cria um ambiente favorável para que o governador avance na disputa, equilibrando números de intenção de voto com a realidade das urnas.
A estratégia de Jerônimo é clara, ele quer consolidar a
narrativa de gestor que entrega resultados concretos e, ao mesmo tempo,
reorganizar o tabuleiro político para 2026. Com orçamento ampliado, secretários
reposicionados e alianças em construção, o governador mostra que não teme o
jogo pesado da sucessão. Pelo contrário, transforma cada movimento em
demonstração de força e habilidade, deixando aliados e adversários atentos ao
próximo lance.
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