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| Imagem criado por IA |
O TikTok se tornou palco de disputas acirradas. Vídeos
curtos de candidatos alcançam centenas de milhares de visualizações,
especialmente entre jovens de 16 a 24 anos. O Estado Online mostrou que
deputados federais como Marcos Pollon (PL) e Camila Jara (PT) conseguiram
ultrapassar a marca de 100 mil visualizações em postagens, transformando
engajamento digital em capital político.
Em Recife, o Instagram é a rede dominante. Prefeituráveis e
candidatos ao Congresso investem em transmissões ao vivo e reels para dialogar
com a população urbana. A estética visual e a linguagem direta são estratégias
que buscam aproximar o eleitorado, em contraste com o Facebook, que perdeu
relevância entre os mais jovens, mas ainda é forte entre públicos acima de 40
anos.
No Mato Grosso do Sul, a força do corpo a corpo permanece
evidente. Em Campo Grande, candidatos percorrem bairros populares, mas sempre
acompanhados de equipes que registram cada passo em vídeos e fotos para
alimentar redes sociais. Essa fusão entre presença física e digital cria uma
narrativa de proximidade que se espalha rapidamente.
Em Salvador, o WhatsApp é a rede mais influente. Grupos
comunitários funcionam como canais de propaganda política, muitas vezes sem
regulação clara. A oposição acusa o governo de tentar controlar o alcance
digital por meio de projetos de regulamentação, como revelou a CNN Brasil em
agosto de 2025. Essa disputa sobre regras do jogo digital promete ser um dos
temas mais quentes da eleição.
O Brasil vive, portanto, uma eleição híbrida com candidatos
que não dominam as redes sociais e ficam em desvantagem, mas aqueles que
ignoram o corpo a corpo também perdem votos. A combinação entre algoritmos e
presença física nos municípios define quem terá mais chances de conquistar o
eleitorado em outubro.

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