Candidatos usam Whatsapp, TikTok e corpo a corpo para dominar o voto

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Em 2026, a disputa eleitoral no Brasil deixou de ser apenas uma batalha de palanques e comícios. As redes sociais se consolidaram como o principal campo de guerra política, influenciando diretamente o comportamento dos eleitores em cidades como São Paulo, Salvador, Recife e Aracaju. Dados recentes mostram que o WhatsApp continua sendo a ferramenta mais usada para disseminar mensagens políticas, enquanto o TikTok e o Instagram ganham espaço entre os jovens, moldando narrativas e ampliando o alcance de candidatos.

No interior da Bahia, em municípios como Paulo Afonso e Juazeiro, a campanha corpo a corpo ainda mantém força, mas agora é complementada por grupos digitais que funcionam como verdadeiros comitês virtuais. Pesquisas apontam que mais de 70% dos eleitores nessas regiões recebem diariamente conteúdos políticos por aplicativos de mensagem, o que altera a dinâmica tradicional das visitas de candidatos às feiras e mercados.

O TikTok se tornou palco de disputas acirradas. Vídeos curtos de candidatos alcançam centenas de milhares de visualizações, especialmente entre jovens de 16 a 24 anos. O Estado Online mostrou que deputados federais como Marcos Pollon (PL) e Camila Jara (PT) conseguiram ultrapassar a marca de 100 mil visualizações em postagens, transformando engajamento digital em capital político.

Em Recife, o Instagram é a rede dominante. Prefeituráveis e candidatos ao Congresso investem em transmissões ao vivo e reels para dialogar com a população urbana. A estética visual e a linguagem direta são estratégias que buscam aproximar o eleitorado, em contraste com o Facebook, que perdeu relevância entre os mais jovens, mas ainda é forte entre públicos acima de 40 anos.

No Mato Grosso do Sul, a força do corpo a corpo permanece evidente. Em Campo Grande, candidatos percorrem bairros populares, mas sempre acompanhados de equipes que registram cada passo em vídeos e fotos para alimentar redes sociais. Essa fusão entre presença física e digital cria uma narrativa de proximidade que se espalha rapidamente.

Em Salvador, o WhatsApp é a rede mais influente. Grupos comunitários funcionam como canais de propaganda política, muitas vezes sem regulação clara. A oposição acusa o governo de tentar controlar o alcance digital por meio de projetos de regulamentação, como revelou a CNN Brasil em agosto de 2025. Essa disputa sobre regras do jogo digital promete ser um dos temas mais quentes da eleição. 

O Brasil vive, portanto, uma eleição híbrida com candidatos que não dominam as redes sociais e ficam em desvantagem, mas aqueles que ignoram o corpo a corpo também perdem votos. A combinação entre algoritmos e presença física nos municípios define quem terá mais chances de conquistar o eleitorado em outubro.

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