Entre os possíveis adversários, nomes ligados à oposição já
se movimentam nos bastidores, buscando alianças e espaço na mídia. Lideranças
do União Brasil e do PL articulam candidaturas que pretendem romper a hegemonia
petista no estado, mas enfrentam o desafio de conquistar apoio popular em
regiões onde o governador mantém forte presença. A disputa promete colocar em
evidência não apenas projetos de governo, mas também a capacidade de cada
candidato em dialogar com diferentes setores da sociedade baiana.
Jerônimo, por sua vez, tem reforçado a narrativa de que sua
gestão é marcada pela proximidade com comunidades e pela valorização da
educação e da agricultura familiar. Em declarações recentes, o governador
afirmou que “enquanto alguns ganham nas pesquisas, eu ganho nas urnas”,
sinalizando confiança em sua base eleitoral e na força de sua trajetória
política. Essa postura tem sido interpretada como um recado direto aos
adversários e como uma estratégia para mobilizar militantes e simpatizantes em
torno de sua pré-campanha.
Com a eleição marcada para 4 de outubro de 2026, a Bahia se
prepara para viver meses de intensa movimentação política. O estado, que
historicamente tem papel decisivo nas disputas nacionais, será palco de embates
que vão além das fronteiras locais. Jerônimo Rodrigues aparece fortalecido, mas
sabe que precisará enfrentar uma oposição determinada a reduzir o espaço do PT.
O resultado dessa batalha eleitoral terá impacto direto na configuração
política do Nordeste e poderá influenciar os rumos da política brasileira nos
próximos anos.

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