Golpistas na cadeia, democracia na praça e o dia em que o brasil disse não ao crime político

O dia amanheceu nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, com o peso da memória e a força da reafirmação democrática. Três anos após a tentativa de golpe que devastou os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, o país assiste a uma cena oposta aos atos oficiais, discursos firmes e a presença de movimentos sociais que transformaram a data em símbolo de resistência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu cerimônia no Planalto, reforçando que não haverá perdão para os traidores da pátria.

Em São Paulo, Recife e Salvador, manifestações populares ecoam o mesmo tom, a democracia não se negocia. Lula aproveitou o momento para anunciar o veto ao projeto que buscava reduzir penas dos condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como responsável político e moral pela escalada golpista. A decisão foi recebida com aplausos por juristas e movimentos sociais, consolidando a imagem de um governo que não teme enfrentar os radicais.

O Supremo Tribunal Federal, liderado pelo ministro Alexandre de Moraes, divulgou balanço das responsabilizações com 1.400 réus já foram punidos, sendo 29 identificados como líderes da organização criminosa, entre eles figuras ligadas diretamente ao bolsonarismo. O STF reafirmou que não haverá anistia e que cada processo seguirá até o fim, reforçando sua posição como guardião da Constituição.

A narrativa dos golpistas, que tentaram vender a invasão como “manifestação legítima”, foi desmontada pela força das imagens e pela contundência das sentenças. Em cidades como Belo Horizonte e Salvador, os condenados perderam espaço político e social, tornando-se símbolos de fracasso e desonra. O discurso de “farsa” propagado por parlamentares da extrema-direita nas redes sociais não encontrou eco fora de seus nichos digitais.

O papel das redes sociais na preparação do 8/1 foi decisivo. O WhatsApp funcionou como canal de mobilização em municípios médios, como Cascavel e Feira de Santana, onde grupos organizados disseminaram convocações. O Telegram, com menos restrições, serviu para coordenar logística de transporte até Brasília. Já o Facebook e o X (antigo Twitter) foram usados para espalhar desinformação em larga escala, criando a atmosfera de “fraude eleitoral” que alimentou a marcha golpista.

Por outro lado, a resposta democrática também se deu nas redes. Influenciadores progressistas e parlamentares da base governista ocuparam o espaço digital com campanhas de esclarecimento, enquanto sindicatos e associações organizaram corpo a corpo em cidades como Fortaleza e Belém. Essa combinação de ação digital e presença física foi fundamental para neutralizar a narrativa golpista e consolidar apoio ao governo Lula.

Hoje, o Brasil olha para frente com cicatrizes expostas, mas com instituições fortalecidas. O STF mostrou que não se curva à pressão e que a lei vale para todos. Lula reafirmou que não haverá complacência com quem tentou destruir a democracia. E os golpistas, liderados por Jair Bolsonaro e seus aliados, permanecem como réus da história, condenados não apenas nos tribunais, mas também na consciência coletiva.

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