O discurso de Trump, marcado por ameaças e retórica agressiva, escancara a face autoritária de um líder que insiste em impor sua vontade sobre nações vizinhas. Fontes como a Reuters e a Al Jazeera destacam que Washington tem usado sanções e operações militares veladas para sufocar a economia venezuelana, criando um cenário de caos calculado. Essa postura não apenas viola princípios básicos do direito internacional, mas também expõe a hipocrisia de quem se apresenta como defensor da democracia enquanto pratica atos de coerção e violência política.
Apesar da ofensiva, o povo venezuelano demonstra uma resistência admirável. Movimentos comunitários, sindicatos e organizações populares têm se mobilizado para garantir abastecimento, solidariedade e apoio mútuo em meio à crise. A CNN reportou que, mesmo diante da escassez, cidadãos organizam redes de distribuição de alimentos e medicamentos, mostrando que a luta pela sobrevivência é também uma luta pela dignidade. Essa capacidade de se reinventar diante da adversidade revela uma força coletiva que desafia a lógica de dominação externa.
O caos imposto de fora não conseguiu apagar a chama da
resistência interna. Ao contrário, cada tentativa de sequestro político
fortalece a narrativa de que a Venezuela não se curva ao imperialismo. O povo,
que enfrenta filas, apagões e ameaças, transforma a dor em bandeira de luta. O
que Trump chama de “estratégia” é, na prática, um ataque à soberania de uma
nação que insiste em existir por conta própria. E é justamente nesse embate
desigual que nasce a esperança e a certeza de que, mesmo sob estado de exceção
não declarado, a Venezuela segue viva e insurgente.

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