O Estado de Minas revelou que apenas os golpes via Pix
somaram 28 milhões de registros em 2025, representando quase metade dos crimes
virtuais no país. Idosos foram os mais atingidos, concentrando 53% das vítimas,
com prejuízos que variaram entre 10 e 112 bilhões de reais. A engenharia
social, descrita em estudos acadêmicos como uma das maiores ameaças à segurança
digital, manipula a confiança das pessoas e transforma manchetes em gatilhos
para decisões impulsivas.
A lógica é simples e devastadora, quanto mais urgente parece
a notícia, maior a chance de o usuário cair na armadilha. Links falsos
prometendo bloqueio imediato de contas, alertas de supostos problemas bancários
ou mensagens sobre “novas regras do governo” circulam em momentos de crise,
explorando o pânico coletivo. O golpe não precisa ser sofisticado, basta ser
rápido e convincente.
Especialistas alertam que a única defesa real é desacelerar. Conferir a fonte, desconfiar de links recebidos em grupos e buscar confirmação em veículos reconhecidos são passos básicos para escapar da fraude. A pressa, nesse cenário, é o inimigo número um da segurança digital. E enquanto manchetes falsas continuarem a ser usadas como iscas, cada clique apressado pode custar caro.

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