A promotoria destacou que o uso da máquina pública para
silenciar opositores fere princípios constitucionais, como a impessoalidade e o
republicanismo. A Procuradoria, que deveria defender o município em questões
institucionais, estaria sendo instrumentalizada para intimidar críticos e
judicializar o dissenso político. O Ministério Público classificou a conduta
como grave e sistemática, apontando evidências em diversos processos e termos
circunstanciados de ocorrência.
Apesar da gravidade, o órgão não pediu o afastamento
imediato de Mário César Barreto Azevedo. A promotoria avaliou que essa medida
exigiria provas mais robustas de que sua permanência no cargo comprometeria
diretamente a lisura eleitoral. No entanto, foi solicitado o deferimento
parcial da tutela de urgência, determinando que o prefeito se abstenha de usar
a Procuradoria para demandas privadas, sob pena de multa pessoal.
O caso também será encaminhado à 6ª Promotoria de Justiça de
Paulo Afonso para apuração de improbidade administrativa. Se confirmadas as
irregularidades, o episódio pode se tornar um marco na cidade, expondo como o
uso indevido da estrutura pública para fins pessoais ameaça não apenas o
equilíbrio eleitoral, mas também a liberdade de expressão e o próprio princípio
republicano.

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