O texto relembra que o SUAS nasceu da Constituição de 1988 e foi consolidado em 2004, tornando-se um dos pilares da política social do PT. A carta denuncia os ataques sistemáticos às políticas públicas e alerta para os riscos de retrocesso em tempos de crise econômica e climática. Para os signatários, blindar o orçamento da assistência social é proteger a democracia e reafirmar o compromisso histórico do partido com os mais vulneráveis.
Entre os pontos centrais, o partido exige três compromissos da bancada, a aprovação imediata da PEC, a continuidade do deputado André Figueiredo como relator e a manutenção do texto original da Comissão Especial. Segundo o documento, qualquer alteração comprometeria o consenso construído e enfraqueceria a proposta. A mensagem é clara, não há espaço para recuos ou negociações que diluam o alcance da medida.
O Setorial Nacional de Assistência Social do PT, também é citado como protagonista na mobilização. Com presença em 17 estados e uma gestão eleita em 2025, o grupo vem ampliando o debate sobre a assistência social dentro e fora do partido. A carta destaca que essa luta não é isolada, mas fruto de um trabalho coletivo que ecoa as demandas das bases e dos movimentos populares.
Ao final, o texto assume um tom quase de manifesto.
Fortalecer o SUAS é descrito como um ato político que ressoa com a história do
PT e com o futuro do Brasil. A carta conclama os parlamentares a terem firmeza
e coragem, afirmando que a vitória do SUAS será a vitória do povo brasileiro,
e, por consequência, a vitória do próprio partido. O recado é escandaloso e
direto, quem estiver contra a PEC estará contra a democracia e contra o povo.

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