Hoje, no entanto, já como prefeito, Galinho enfrenta
acusações de ter demitido médicos, ortopedistas e enfermeiros, agravando a
crise no atendimento hospitalar da cidade. Pacientes que chegam ao Nair são
encaminhados ao HRPA – Hospital Regional de Paulo Afonso, administrado pela
Organização Social de Saúde S3 Gestão em Saúde, sob supervisão da Secretaria da
Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A unidade, referência em média e alta
complexidade, conta com 60 leitos, incluindo UTI, mas não consegue suprir sozinha
a demanda crescente da região.
A contradição entre o discurso passado e a prática atual
expõe um cenário preocupante. O mesmo político que exigia sensibilidade e
responsabilidade da administração anterior agora é acusado de deixar a
população sem atendimento básico. A mudança de postura levanta questionamentos
sobre prioridades e compromissos assumidos, especialmente quando vidas dependem
de decisões administrativas. A indignação que antes era dirigida a outros
gestores agora recai sobre o próprio Galinho.
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