Temer no banco Master tem milhões, sheiks e um colapso explosivo

O Banco Master enfrentava forte pressão do Banco Central e investigações da Polícia Federal quando o banqueiro Daniel Vorcaro buscou alternativas desesperadas para evitar a liquidação. Nesse contexto, Michel Temer foi acionado como mediador político e jurídico. O ex-presidente participou de reuniões em Abu Dhabi com membros da família real dos Emirados Árabes Unidos, tentando atrair capital estrangeiro para salvar a instituição.

Documentos fiscais apontam que Temer recebeu cerca de R$ 10 milhões do Banco Master por serviços de consultoria e mediação. O valor foi contestado pelo próprio ex-presidente, que alegou ter recebido montante menor, mas confirmou a atuação. A revelação levantou questionamentos sobre a legalidade da contratação e sobre possíveis conflitos de interesse, já que o caso envolvia bancos públicos e poderia impactar o Fundo Garantidor de Crédito.

Apesar das articulações, os contratos firmados com investidores árabes e russos nunca se concretizaram. Assinaturas digitais vinculadas a CPFs brasileiros, incluindo o do lutador Renzo Gracie, aumentaram a desconfiança dos investigadores. A operação foi vista como tentativa de camuflar a fuga de Vorcaro, que acabou preso em novembro de 2025. Dias depois, a empresa Fictor, envolvida na transação, entrou em recuperação judicial com dívidas bilionárias.

O escândalo do Banco Master não apenas expôs fragilidades do sistema financeiro, mas também trouxe de volta Michel Temer ao centro da cena política. A participação do ex-presidente em negociações suspeitas reacendeu debates sobre a relação entre figuras públicas e grandes negócios privados. Com a falência decretada e o acionamento do Fundo Garantidor de Crédito, o caso se tornou um dos maiores ressarcimentos da história bancária brasileira, deixando marcas profundas na credibilidade das instituições.

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