5.8.17

A primeira entrevista do Árabe a imprensa mostra que "há muito que fazer" na Secretaria de Comunicação do PT.


Carlos Henrique Árabe é filiado ao PT desde 1985. Economista, com mestrado em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), e hoje está na Secretaria Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores.

Secretaria Nacional de Comunicação do PT busca ampliar e unificar os trabalhos de comunicação do Partido dos Trabalhadores com o intuito de irradiar o diálogo da legenda por todos as regiões do Brasil. Ela deve manter o padrão das peças jornalísticas e de publicidade do PT. Além disso, tem a missão de desenvolver e ampliar a atuação nas redes sociais ao lado da comunicação institucional do partido.

O Blog tem o privilégio de ser o primeiro como órgão de imprensa, a entrevistar o Árabe após a sua nomeação apara o cargo dentro do Partido. E como ele definiu, “Acho importante que seja para um militante da comunicação e do Partido dos Trabalhadores”.

Vamos a entrevista:

Blog - Como o Partido dos Trabalhadores vai enfrentar a disputa da comunicação nas redes sociais, onde milhares de militantes do PT estão, sem coordenação, a defender a legenda?

Calos Árabe - Assumi a Secretaria Nacional de Comunicação do PT como  membro da direção eleita no 6º Congresso do partido.

Esse Congresso orientou o partido a lutar sem trégua contra o golpe, por diretas já e por um novo governo que traga emprego, salário e direitos ao nosso povo. Essa luta só terá sucesso com a mobilização em todas as frentes, nas quais a comunicação é um espaço estratégico. Acredito que uma melhor coordenação começa com direção e unidade política do PT.

Em outra dimensão, que também tem uma função estratégica, o 6º Congresso orientou realizarmos uma grande Conferência Nacional de Comunicação ainda esse ano, buscando com isso uma comunicação participativa e criativa, capaz de servir como ferramenta de consciência e organização política.

Blog - Por quê esse distanciamento da secretaria de comunicação com os Ativistas Digitais e por quê o contato se tornou quase que virtual?

Árabe - Há muito que fazer. Uma parte importante da energia militante do PT e da esquerda está no ativismo digital. Esse ativismo é muito combativo, é plural e tem crescido em escala geométrica. Seu papel político e ideológico é enorme. Por sua natureza exige debate, participação e clareza de posicionamentos. É nesse sentido que vamos trabalhar.

Blog – O PT errou quando no governo não fez a Lei dos Meios, democratizando as Comunicações?

Árabe - Essa é uma das conclusões do 6º Congresso.  A democratização da comunicação é parte fundamental da democratização da sociedade. Ela não pode ser substituída pela ilusão na neutralidade de meios de comunicação baseados na busca de privilégios e lucro, controlados ferreamente por meia dúzia de bilionários.

Blog – O que impediu os Governos Petistas de buscarem essa aprovação pelo Congresso Nacional?

Árabe - Também como reflexão do 6º Congresso, compreendemos hoje que uma mudança dessa natureza dificilmente seria aprovada por um parlamento conservador e subordinado à mídia conservadora. Assim, uma reforma democrática radical como a dos meios de comunicação, para se viabilizar, precisa de mobilização e inteligência para desmascarar as manipulações típicas da tv globo, precisa de uma forte bancada parlamentar de esquerda, de um partido decidido a fazê-la, e um governo com um programa democrático radical.

Blog – Após tomar posse na Secretaria de Comunicação do PT, qual política será implementada na área?

Árabe - Vamos implementar as orientações do 6º Congresso (o cadernocom as resoluções está disponível aqui), vamos propor uma comunicação de ampla participação com pluralidade e diálogo, vamos propor uma comunicação capaz de contribuir para a organização coletiva do PT e para a unidade da esquerda.


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