Dimas Roque: 08/01/2017 - 09/01/2017

31.8.17

Vídeo que está sendo boicotado pelas Redes Sociais e PIG.


FILTEBAHIA 2017 ocupa espaços culturais da SecultBA.


Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia celebra dez anos de existência com intensa programação apoiada pelo Fundo de Cultura.

O Espaço Xisto Bahia e o Centro Cultural de Plataforma – espaços culturais administrados pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) em Salvador – estão entre os espaços que recebem o Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (FilteBahia 2017).

Nos dias 01 a 03 de setembro, das 13h às 17h, o NORTEA - Núcleo de Laboratórios Teatrais do Nordeste promove uma residência artística no Xisto. No dia 02 de setembro, às 20h, o Centro Cultural de Plataforma recebe o espetáculo Pariré, da Cia OperaKata. Já no dia 03, às 20h, é a vez do espetáculo O Candelabro ser encenado no espaço. Ambas as entradas dos espetáculos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia), nas bilheterias dos teatros.

A residência artística será conduzida por mais de um criador/pesquisador convidados do coletivo Nuviar, do Rio de Janeiro. Os selecionados trabalharão treinamentos físicos direcionados à preparação do ator. Treinamentos que vêm das heranças e experiências junto à Ponte dos Ventos (Grupo Intercultural dirigido por Iben Nagel Rasmussen do Odin Teatret, Dinamarca), Lume Teatro (Campinas), Oco Teatro Laboratório (Bahia), Patuanú-Núcleo de Pesquisa em Dança do Ator (Paraty, Rio de Janeiro dirigido por Carlos Simioni e Coletivo Nuviar.

O espetáculo Pariré foi vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2017, na categoria de melhor espetáculo do interior. A peça conquistense, cujo roteiro original foi escrito por Gilsérgio Botelho, de forma poética e bem humorada traz para cena a construção de um jogo de projeções e expectativas através da relação de duas mulheres que dividem o mesmo espaço. A primeira, uma velha que é mais uma mãe e que será mais uma avó. A segunda, uma moça que é mais uma filha e que será mais uma mãe. Ambas se constituem e se conduzem no presente pelo desejo do que já se espera para elas: um próspero e já estabelecido futuro da criança, o filho, o neto.

Uma produção da Cia Távola de Teatro, de Lauro de Freitas, o espetáculo O Candelabro é um solo teatral escrito por Duduzinho Nery, com atuação de Ruth Marinho. O espetáculo possui um tema provocante sobre a crueldade dos atos de violência que vitimam milhares de mulheres e revela a dimensão de aspectos que circundam as vidas de quem está diante desta situação. A peça se divide em lapsos de memória que marcam a vida de Maria Aurora, abordando os seus conflitos e o seu sofrimento, mostrando como em uma atitude transgressora ela consegue ser a sua própria luz. O Candelabro é fruto de uma pesquisa do autor no livro “Sobrevivi posso contar”, escrito por Maria da Penha Fernandes.

FILTEBAHIA 2017 - Organizado pelo Coletivo Oco Teatro Laboratório, o festival promove a  apresentação de espetáculos de artes cênicas da Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Bolívia e do Brasil sendo Ceará, São Paulo e Bahia, além de performances, laboratórios-oficina e residências. O festival ocorre de 28 de agosto a 06 de setembro, em diversos espaços culturais de Salvador e Ilhéus, com apoio financeiro do Fundo de Cultura, através do edital de eventos calendarizados, coordenado pelas secretarias da Fazenda e de Cultura do Estado da Bahia. Confira a programação completa.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

Espaços Culturais da SecultBA - A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços culturais geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), e localizados em diversos Territórios de Identidade. Destes, cinco encontram-se em Salvador - Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e Espaço Cultural Alagados - e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro, Valença e Vitória da Conquista. Para mais informações, acesse:www.espacosculturais.wordpress.com.

Programação:

NORTEA - Núcleo de Laboratórios Teatrais do Nordeste
Quando: De sexta 01/09 a domingo 03/09, 13h às 17h
Local: Teatro Xisto Bahia
 
Espetáculo – “Pariré”
Quando: 02/09, às 20h
Quanto: R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Local: Centro Cultural de Plataforma 

Espetáculo “O Candelabro”
Quando: 03/09, às 20h
Quanto: R$20 (inteira)/ R$10 (meia)
Local: Centro Cultural de Plataforma.

Pedro Alexandre e Novo Triunfo vão receber a Carreta do Sac Móvel.


As três carretas do SAC estão em rota por municípios baianos, cada uma em regiões diferentes do interior. A parada em cada cidade será de dois dias. Nesta sexta-feira e no sábado (1º e 2), um dos caminhões chega a Novo Triunfo, nordeste da Bahia. Na mesma região, a segunda parada é em Pedro Alexandre, nas segunda e terça-feira (4 e 5), seguindo para Santa Brígida, onde atender à população nas quinta e sexta-feira (7 e 8).

O outro caminhão segue o destino ao centro sul, estacionando no domingo e segunda-feira (3 e 4) Condeúba, na quarta quinta-feira (6 e 7), chega a Presidente Jânio Quadros. Também atende à população de Maetinga, nos sábado e domingo (9 e 10). A outra carreta do SAC Móvel visita a cidade de Aiquara (2 e 3); Ipiáu (5 e 6); e Ibirataia (8 e 9).


Os cidadãos podem tirar 1ª e demais vias da Carteira de Identidade, 1ª via do CPF, Antecedentes Criminais, além de fazer o Recadastramento de Inativos e Pensionistas e serviços da Ouvidoria Geral do Estado. O SAC Móvel funciona das 8 às 18h. Para mais informações sobre as rotas e horários de atendimento, a Secretaria da Administração do Estado (Saeb) disponibiliza o seu site. 

Em Biritinga/BA animais de rua não passam fome nem sede.

O prefeito da cidade de Biritinga no estado da Bahia colocou nas ruas da cidade um projeto pioneiro no Brasil. Ele iniciou um processo de proteção e cuidado com os animais que vivem abandonados pelas ruas. Foram instalados Comedouros e Bebedouros em determinados pontos estratégicos da cidade, disponibilizando ração e água potável para abastecimento dos mesmos, principalmente para os que estão em estado de vulnerabilidade e abandono.

A Prefeitura informa que a “ação tem caráter social e visa atender as necessidades básicas das espécies”. Essa é uma ação que inicialmente acontece na ciadde e futuramente irá ocorrer na zona rural do município.

“É comum ver animais sofrendo com a fome e a sede pelas ruas. E isto não é algo bom de ser ver”. Disse Antônio Carlos, morador da cidade.A ação tem caráter social e visa atender as necessidades básicas das espécies, uma ação mantida e criada pela Prefeitura Municipal, inicialmente instalados na sede e futuramente nas zonas rurais.


Onde está o dinheiro recuperado na Laja Jato?


Em mais um ato de marketing os responsáveis pelo filme dobre a operação Lava Jato, colocaram ontem, 30, em Praça Pública no centro da cidade de Curitiba no Paraná diversos caixotes representando o dinheiro que, segundo a justiça, teria sido recuperado.

A imagem mais do que educativa a quem esteve por lá, serve para propagandear o filme “Polícia federal – a justiça é para todos”, que vai começar a ser exibido no próximo dia 07 de setembro e que teve a sua pré-estreia com a presença de parte da força-tarefa da Lava Jato.

A advogada Tânia Mandarino, Curitibana, em sua página no facebook faz uma pergunta: “Ao invés de cobrir o FAT (fundo de amparo ao trabalhador) com recursos do Tesouro Nacional, por que não se destinam a isso os anunciados quatro bilhões recuperados pela lava jato?”.

Com a propaganda feita, para o filme e para os membros da força-tarefa, há que se perguntar também: onde está todo esse dinheiro arrecadado até o momento?
O Brasil vivendo uma crise sem precedentes na história e tanto dinheiro público que ninguém sabe o que tá sendo feito dele.


Rafael Braga. (Por Fernando Horta)

Pensei em escrever um texto sobre a pobreza do nosso sistema jurídico. Sobre as milhares de pessoas (quase 40% dos presos no Brasil) que estão empilhados nas prisões de forma "provisória".
Pensei em escrever sobre a tal "política anti-drogas", que de "anti-drogas" não tem nada. Enquanto voa helicóptero com meia tonelada de pasta-base de cocaína e juíza proíbe que se fale no tema, é a população negra e pobre deste país que padece, presa por quaisquer gramas de cocaína ou maconha. Quando não plantadas por policiais.
Pensei em falar no absurdo da súmula 70, no Rio de Janeiro. Que dá a qualquer Policial Militar a condição de ser acreditado piamente em processo penal. Seu "testemunho" é verdade nos autos. E assim se prende a juventude da periferia da cidade. Assim se justificam mortes nas mãos covardes de assassinos de farda.
Pensei em falar no absurdo de termos ainda os famigerados "autos de resistência", que são um passe-livre para a polícia matar sem dever contas à ninguém.
Pensei em falar no trabalho de advogados abnegados, como o de Carlos Martins que - junto com outros que peço desculpas por não mencionar - lutam contra o aviltamento da justiça neste país.
Pensei em falar no absurdo ignóbil e ignorante do termo "bandidolatria" com que agora alguns mal-intencionados atacam advogados defensores dos Direitos Humanos.
Pensei em falar na perseguição que sofrem TODOS os juízes e desembargadores garantistas. Perseguidos por seus próprios pares. A vilania persecutória, a ignorância da lei ou a falta de caráter (não sei) que impele indivíduos togados a perseguirem seus pares com mais afinco do que perseguem qualquer ideal de justiça.
Pensei em saudar a decisão do famélico e quase esquecido CNJ sobre a grande Kenarik Boujikian. Revendo uma punição que lhe foi imposta por SOLTAR presos que JÁ haviam cumprido sua pena. Não contentes em encarcerar por qualquer motivo, alguns juízes ainda se certificam que fiquem encarcerados por maior tempo do que suas sentenças.
Pensei em lembrar que não são todos que ficam encarcerados. Filhos de desembargadores, por exemplo, são retirados da cadeia pela própria mãe. Duas vezes.
Pensei em juntar tudo isto e mostrar o caos que o sistema judiciário deste país vive, com juízes dizendo que julgam com a bíblia, outros inventando códigos próprios e todos certos de que são divindades intangíveis no nosso plano. Tem até jurisprudência que prova que não se pode dizer que eles não "sejam Deuses", ou se pagam pesadas multas.
Mas ao ouvir atentamente, na segunda feira passada, a fala do advogado que defende Rafael Braga, qualquer coisa que eu viesse a escrever seria empalidecida. Perto do que sofre Rafael, nas mãos inescrupulosas de um Estado golpista e que vai assassiná-lo, nada parece ter muito sentido.
Símbolo da necessidade mesquinha de um governo - que se estabeleceu pela força - em evitar manifestações, Rafael paga com a liberdade para que Temer possa fazer e desfazer o que bem entender sem manifestações populares.
O caso Rafael Braga é a vergonha deste país.
O caso Rafael Braga é o símbolo do estado de exceção que junta juízes incapazes, autoridades inúteis e um não-presidente no mesmo saco de absurdos.
O caso Rafael Braga é a prova inequívoca de que falhamos enquanto Estado.
O caso Rafael Braga é a demonstração de que somos um "Estado falido", incapaz de garantir os direitos mínimos ou um julgamento que faça justiça.
O caso Rafael Braga - hoje padecendo de tuberculose e dormindo no chão da cela - vai manchar de sangue todo o juiz e desembargador que participou daquele arremedo de processo.
O caso Rafael Braga é sinônimo do arbítrio que está se tornando regra no nosso sistema judicial.
Talvez você não saiba, mas quando compartilha a foto que reproduzo aqui de Rafael, está compartilhando um dos motivos dele ter sido alvo de tamanho absurdo. Rafael, quando em regime semi-aberto, leu a pichação no muro e resolveu tirar a foto. Encolerizou uma série de policiais infantis e despreparados e a foto foi usada contra Rafael.
A repulsa que me causam todos estes "agentes" do Estado brasileiro que participam do linchamento jurídico a que é submetido Rafael não caberia num texto.
LIBERTEM RAFAEL BRAGA.
É tudo que precisamos gritar hoje.


Termo de cooperação amplia rede de apoio a projeto de ressocialização de presos.


A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, o procurador-geral do estado, Paulo Moreno, e o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, assinaram, nesta quarta-feira (30), um termo de cooperação, que marca a inclusão da Procuradoria Geral do Estado (PGE) no projeto Começar de Novo. Instituído pela Resolução nº 96 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2009, o projeto capacita profissionalmente internos dos centros penitenciários, a fim de facilitar a ressocialização.

“Essa parceria é uma continuidade a esse trabalho que não pode parar, e que só funciona com cooperação, além de ser uma forma de chamarmos a atenção da sociedade, das outras instituições públicas e privadas para enxergarem a necessidade desse trabalho”, destacou a presidente do TJBA.

O projeto possibilita que a cada três dias de trabalho o detento ganhe um dia de redução na sua pena, além de pagar um salário mensal, sendo que metade do valor fica reservado para quando ele terminar de cumprir a punição. “Esse projeto é uma forma de incentivar os internos, pois apesar de terem cometido erros e estarem pagando por isso, podem se sentir dignos por também contribuir com a renda da família”, disse o secretário da Seap, Nestor Duarte.

Quem cumpre pena em regime aberto e semiaberto pode participar do Começar de Novo. O TJBA já dispõe de dez internos trabalhando em seus setores, além de cinco no Fórum da Comarca de Feira de Santana e um no Fórum da Comarca de Itabuna. A PGE está disponibilizando cinco vagas para as penitenciárias do estado.

“O Começar de Novo dá oportunidade aos cidadãos que estão privados de liberdade. O TJBA já acolhe diversas pessoas nesse sentido e agora expande o projeto para o Poder Executivo. A iniciativa é de extrema importância porque incentiva a extensão para outros órgãos do Executivo. Quanto maior o número de parceiros, mais oportunidades de ressocialização”, afirmou o desembargador Lidivaldo Britto, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF).

O procurador geral, Paulo Moreno, destacou: “de cinco em cinco chegamos a 150, e assim mudamos a vida das pessoas. Que essa parceria, firmada hoje, seja exemplo para toda a sociedade”.

30.8.17

Governo do Estado entrega tratores para agricultores familiares de Euclides da Cunha.

O secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues entrega neste sábado (2/09), às 8h, no município de Euclides da Cunha, no Território Semiárido Nordeste II, 10 tratores com implementos para instituições representativas da agricultura familiar.  O investimento foi de R$ 944,3 mil.

A solenidade de entrega acontecerá na Câmara Municipal de Euclides da Cunha, e contará ainda com a participação do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), Wilson Dias.

Os tratores com implementos agrícolas são oriundos de emenda parlamentar do deputado estadual José Nunes.  Os equipamentos irão otimizar a mecanização dos trabalhos de preparo  de solo, plantio e colheita dos agricultores familiares da região, em tempo hábil, em comunidades rurais com dificuldades de acesso aos serviços da mecanização, possibilitando, assim, às famílias uma maior produtividade, com consequentes melhorias de condições de sustentabilidade e renda. 

Instituições beneficiadas: Associação dos Produtores de Caimbé; Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Pai João; Associação de Desenvolvimento Comunitário do Povoado de Santo Antônio; Associação Comunitária Povoado de Lagoa Fechada, Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Barriguda; Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado de Rio Vermelho; Associação dos Produtores Rurais da Fazenda Amargosa;

Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Povoado de Roça de Baixo; Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Fazenda Poções e Associação dos Produtores Rurais Nossa Senhora da Penha de Lagoa do Guedes.


Serviço
O quê: Entrega de tratores
Onde: Câmara Municipal de Euclides da Cunha - BA
Data: Sábado, dia 2 de setembro.
Horário: 8 h.

Eunício Oliveira leva “capangas armados” para intimidar deputados no Congresso.


Ontem, 29, o Congresso Nacional foi palco, mais uma vez, de cenas tristes. O Deputado federal Paulo Pimenta do PT, denunciou da tribuna que o presidente Eunício Oliveira estava acompanhado de seguranças armados. Quando falava, e denuncia a situação, ele mostrava três destes homens atrás dele tentando intimidar.

“Isso é uma vergonha para esse parlamento” bradou Pimenta, que chegou a dizer que o momento não era de disputa ideológica nem entre partidos e que nunca tinha visto antes que um parlamentar para falar na tribuna tivesse que ser acompanhado por seguranças armados do senado federal.

Em sua página no Facebook, Pimenta postou um desabafo.

“FORÇA E CORAGEM PARA DERROTAR O GOLPE!!

Nas ruas, no parlamento, nas caravanas, nos sindicatos e universidades, em todos os locais, precisamos reagir e demonstrar nossa indignação diante dos golpistas e tudo que eles representam. Em defesa de democracia, da nossa soberania e do Estado Democrático de Direito, é preciso dar um basta.

Não podemos permitir que um governo ilegítimo e corrupto, em poucos meses, destrua conquista de décadas. Cada dia mais autoritário e prepotente, impune e determinado a levar adiante seu projeto golpista, esse desmonte precisa ser derrotado”.


A sessão de ontem era para a análise de vetos presidências que trancam a pauta do Congresso. Hoje, às 13h, deputados e senadores vão retornar ao trabalho.

Por um partido lulista, burguês e reformista! (Por Washington Siqueira Quaquá)


O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscita o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.

O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência. 

Um forte aparelho midiático, comandado pela Rede Globo e pelas outras redes de TV de propriedade de poucas famílias bilionárias - associadas a um trabalho cirúrgico feito nas redes sociais, incitam, diariamente, o ódio ideológico e de classe contra a esquerda, compondo um ambiente social fascista. Recrutam, assim, seu exército social de combate das causas burguesas nas classes médias.

O establishment político executou o golpe a partir de um Congresso corrupto e de péssima qualidade política e moral. A diretoria do “sindicato do crime parlamentar”, presidida pela dupla Cunha/Temer, deu o golpe financiado pela grande burguesia estrangeira e seus parceiros na gerência dos negócios tupiniquins.

Juntou a fome com a vontade de comer. Ao se apossarem  do governo federal, tomaram o controle dos fundos públicos para que pudessem roubar, sem qualquer pudor, de um lado; e por outro criaram perspectivas de tentar salvar suas cabeças, postas na guilhotina pelo judiciário de exceção. Assim, o estado policial e o judiciário de exceção passaram a perseguir e empastelar apenas a esquerda lulista e alguns aliados do passado. Em troca, entregam à burguesia os direitos sociais e a soberania nacional. Este é o estado da arte, como se diz na academia, ou o “estado do crime”, como bem quiserem.

Mas como o establishment político, que esteve majoritariamente com o lulismo, de 2005 até 2013, nos abandonou em bloco? Um tempestade perfeita se formou contra nós e, vou entrar aqui numa discussão que virou tabu entre nós, mas como eu não tenho língua pra guardar na boca, vou colocar clara minha avaliação do que ocorreu.

Para não cometer uma injustiça completa na avaliação do estopim dos problemas que nos levaram ao golpe de 2016, precisamos analisar o conjunto do material explosivo e ver que o PT - e a esquerda - tiveram muita culpa na criação destes elementos que compuseram a tempestade perfeita.

Vivemos os governos Lula e Dilma um republicanismo de dar inveja a um liberal inglês do século XVIII, na desesperada sanha de nos livrar das vergonhas patrimonialistas que, para alguns, só nossa tradição lusitana tem. E que seria a causadora de todos os nossos males, como se nenhum estado burguês fosse patrimonialista! Como era gostoso o meu inglês... ou francês... Há no fundo, nesta teoria republicanista, o sonho burguês e pequeno-burguês brasileiro de uma origem mais nobre.
 
Tratamos, desde a constituinte de 1988, de liderar a montagem de um estado de exceção, comandado pelo que temos de pior na sociedade brasileira: sua pequena burguesia, que consegue ser ainda pior que a burguesia, já que dela é um espelho e uma imagem falsificada.

Um Ministério Público poderosíssimo foi criado; um judiciário com superpoderes; tudo isso indecentemente caro aos cofres públicos e funcionalmente operado para atrapalhar o desenvolvimento nacional. Estes aparelhos, verdadeiros poderes moderadores, acima da vontade e do voto popular, foram entregues ao extrato mais reacionário, antinacional e antipopular da sociedade brasileira: sua pequena burguesia! Dominaram e passaram, aos poucos, a comandar a nação.

Também, temos que admitir que nunca assumimos, de verdade, como fez Leonel Brizola, uma briga frontal contra os meios de comunicação antinacionais e antipopulares, em especial a Rede Globo. Sequer construímos paralelamente nossas redes alternativas de comunicação com a prioridade de que essa tarefa exigia e exige! 

Na verdade, nossa tática depois de 1989 e, em especial,
no ano da vitória em 2002, foi a da conciliação de classe sem construção de retaguardas. Havia a crença de que era possível estabelecer um pacto social com a burguesia para um processo lento, gradual e seguro de mudanças sociais que, em médio prazo, nos levariam à construção do tão sonhado estado de bem estar social à brasileira.

Não politizamos e nem organizamos suficientemente o povo. Perdemos uma geração inteira, durante os nossos governos, que mais degenerou gente, formando burocratas longe da luta social, do que forjou militantes da transformação social. É verdade que vivíamos já um longo período de descenso dos movimentos sociais, mas formar quadros aptos a governar não deixa de ter grande importância para a luta popular.

De certo, podíamos ter utilizado todo o aparato governamental para organizar a massa beneficiada por nossos programas sociais. Tivéssemos dez milhões de militantes organizados e politizados, a partir do Bolsa Família; Minha Casa Minha Vida; Prouni; Mais Médicos; etc... Se isso tivesse sido feito, a direita não conseguiria dar nenhum golpe. Fica a lição para o próximo governo Lula!

Mas, apesar de todos estes erros que vieram se acumulando no passado, a posse da poderosíssima máquina do governo federal, habilmente manejada pelo presidente Lula, garantia um pacto social que equilibrava as forças sociais e garantia uma vida melhor para todos. 

Com a posse da presidenta Dilma sobre o aparelho de estado federal, perdeu-se a capacidade de equilibrar forças. Perdeu-se a capacidade de fazer política com os diversos atores econômicos e políticos. Uma arrogância desmedida tomou conta do centro de decisões.  Perdemos o poder de articulação social e política, o único centro real de poder que dispúnhamos, que era a  Presidência da República e a máquina poderosíssima do governo federal. Não tínhamos povo organizado para defender o legado das políticas públicas; e nem alianças no Congresso para nos sustentar; não havia ponte e pactos burgueses para amenizar a crise. 

Isolados, por erros e arrogância, fomos facilmente derrotados por uma coalizão que ajudamos a unificar. Nós ajudamos a criar todas as condições para "a tempestade perfeita". Mas disso falarei em outro artigo. Vamos ao que interessa aqui neste artigo. Do futuro!

Mas, afinal, teremos um próximo governo Lula? E se ele acontecer, haverá maioria no parlamento? Os movimentos sociais que hoje não tem força para barrar o golpe e a quebra de direitos históricos vai sustentar todas estas mudanças por nós pretendidas? Nós que enchemos o peito pra dizer que o próximo governo Lula tem que fazer as reformas que não fizemos nos primeiros anos, temos certeza de que a correlação de forças da sociedade permitirá isso? Basta vontade para fazer as reformas populares ou o buraco é mais embaixo? 

Por isso que, quando atravessei o Rio São Francisco, de Sergipe para Penedo e, em Alagoas, encontramos Renan Calheiros e seu filho à espera do Lula e da sua Caravana, fiquei feliz! A vinda do Renan estabelece um novo passo na disputa política do Brasil. Um passo à frente diante da hegemonia golpista. É o primeiro peso-pesado do establishment político que se desloca para o nosso campo. Abre caminho pra outros e também daqui há pouco para setores da elite econômica.

Porque não se ganha eleição e não se governa sem conseguir deslocar uma parte da elite política e econômica. Não estamos brincando de disputar eleição. Não estamos marcando posição ideológica. Estamos disputando uma eleição para decidir os destinos do povo brasileiro e da nação. Precisamos ganhar e governar para fazer outra política de distribuição de renda e de afirmação da soberania nacional. Para reconstruir a trajetória democrática e popular. Não se trata de luta do bem contra o mal. O jogo da vida não é simples assim, como um desenho de super herói...

É claro que não podemos cometer os erros dos nossos governos passados. Mas nosso erro não foi ampliar alianças. Nosso erro foi não ter organizado o povo para sustentar reformas mais potentes e impedir a sanha golpista de sempre da burguesia. Nosso erro foi não ter fortalecido o núcleo central de esquerda do governo, achando que as alianças eleitorais e congressistas eram suficientes...

Fazer autocrítica é necessário, mas com o devido rigor para não jogar a criança fora junto a água do banho. 

Lula é maior do que o PT e a esquerda. Lula é o único pólo catalizador que pode permitir que, neste engenho colonial devorador de gente, retomando mais uma vez o universo de entendimento de Darcy Ribeiro, se construa um país de verdade. Que nesta máquina de moer carne humana, pobre, negra, indígena, que se chamou de Brasil, se construa de fato uma nação soberana e mais justa, onde o povo possa exercer seu desejo natural de felicidade.

Para isso, o Presidente Lula deveria trabalhar em dois movimentos sincronizados, usando o exemplo de Getúlio Vargas. O Presidente Lula devia reorganizar a política brasileira utilizando toda a sua força popular. Pela esquerda, já há uma movimentação grande de revitalização do PT e dos partidos da área de influência lulista; de constituição da Frente Brasil Popular, etc. E ele tem tido uma generosidade imensa e um papel fundamental neste processo de revitalização do PT.

É preciso fortalecer e avançar na organização e na potencialização da esquerda. O PT, o partido de Lula, a base e o coração do lulismo, devem se equipar, saber liderar coalizões políticas e organizativas para se tornar, cada vez mais o intelectual coletivo e o coordenador pedagógico do “pobretariado brasileiro”. O partido líder de uma ampla coalizão de partidos de esquerda, movimentos sociais e personalidades que comandam a construção da nova, justa e potente nação brasileira sob a liderança do Presidente Lula.

Mas há também a necessidade de se organizar a influência lulista ao centro. É possível, em cada estado, organizar as forças de centro-lulistas. Vi, nesta caravana do Nordeste, lideranças estaduais do PMDB, PSB, PP, e de tudo que é "P", ávidas para receber apoio do Lula e apoiá-lo nas eleições de 2018. Um novo partido precisa surgir, nem que seja reformando um dos já existentes, para não ficarmos eternamente reféns do PMDB e dos "partidos de ajuntamento". devíamos fazer como a direita faz, pegando um partido velho e colocando na oficina para reformar e mudar de nome. Devíamos operar seriamente a organização de uma nova agremiação, que talvez nasça maior até que o PT, e que seja a base das alianças com o establishment político-burguês. Fazer como Getúlio fez com o PSD. O presidente Lula deveria organizar diretamente um partido burguês para chamar de seu.

O Brasil precisa de um novo partido burguês, com programa reformista mínimo, pactuando com as lideranças políticas regionais. Um partido que banque a proposta de uma nova constituinte e que avance na construção do estado burguês de bem estar social. O socialismo é uma aposta futura e de transição. Nesse período, a transição ainda é burguesa e o será por muitos anos. Por isso, é centro da estratégia política  montar um partido lulista, burguês e reformista!

Por Washington Quaquá - presidente estadual do PT RJ e foi prefeito de Maricá por oito anos (dois mandatos), elegendo o sucessor.

Enfrentar o fenômeno Lula não é questão partidária, mas de honestidade. (Por Dom Orvandil)


É possível “ver” Luis Inácio Lula da Silva a partir de três bases: dos pobres, da elite e dele mesmo.

Não é que eu despreze os partidos, de modo algum. Quem minimiza a militância partidária e a luta política só favorece este Estado golpista e o caos, que nos empurra rapidamente ao abismo.

Mas Lula, como evento social, político e cultural de amor ao povo, nacional e internacionalmente,  transcende os limites dos partidos.

Honestamente não dá por enfiar o ex presidente e ex torneiro mecânico no mesmo balaio do “todos são iguais”.

Insistir no balaio geral é ser ignorante ou movido por má fé.

A comparação entre Lula nas ruas e estradas, acolhido apaixonadamente pelo povo, pelos artistas, intelectuais, ocupantes de cargos públicos eletivos  e lideranças regionais,  com outros como Michel Temer, que se refugia no Palácio do Planalto ocupado no planejamento de compra de deputados e de golpes sobre golpes, ou do trânsfuga “prefeito” de São Paulo, João Dória Jr,  visado por ovos e outros que vagueiam pelo submundo das pesquisas de opinião, não tem sentido.

Para enxergar melhor esse evento estrondoso e, de certa forma,  surpreendente, que repercute no mundo inteiro, é preciso puxarmos um banco para vermos Lula, aliás com orgulho por tratar-se de um irmão brasileiro. Olhá-lo a partir daquelas bases indicadas acima.

A partir do povo que abraça, beija, faz self e grita pelo nome dele com intimidade, para seu ônibus na estrada e exige que desça para com ele ser fotografado é algo que beira quase o mistério.

Em Lula o povo encontra simplicidade no homem mais famoso do mundo, que não se encolhe ao distribuir  atos de afeto e carinho com seus irmãos mais humildes e desprezados pela elite cheirosa.

Essa humildade é valor de nossa tradição indígena-afro-brasileira, prenhe de bondade, que se aprende nas religiões que ensinam a amar o próximo e a servi-lo. Esse valor é dominante no inconsciente coletivo e o povo o vê ativo em Lula. Sim, o povo se sente bem com Lula e por ele atendido.

Os humildes sabem que os governos do ex presidente os acolheu com programas sociais inclusivos, coisa que os governantes da elite nunca fizeram.  Lula lhes rememora sempre desse projeto.

Sobretudo, o povo mais pisado e desprezado pela elite neoliberal sente Lula como um dos seus, de sua classe. Esse dado é fundamental na identificação classista, que dá esperança de avanços.

Nos seus discursos, Lula se refere ao contraste com a elite cheia de “doutores” e “doutos”, mas que nunca governaram com agenda de interesse do povo. Isso faz muito diferença e na atração que o povo sente pelo seu líder.

Olhar para Lula a partir das elites, então, é que concebe o quanto ele se mistura com o povo e é matéria do mesmo produto.

Enquanto as elites gostam do luxo, do poder para usar o Estado a favor de seus interesses mesquinhos e não sabem se dirigir ao povo, os pobres ouvem seu líder narrar que ele sofreu com enchentes, que muitas vezes acordou com os gatos subindo sobre a cama para se esconder das águas das chuvas..

Os mundos entre os pobres e as elites dominantes e desumanas não são somente diferentes, mas opostas e se negam gritantemente.

O judiciário da elite age seletivamente com os pobres e os seus defensores para condenar, mesmo sem provas. O povo sabe disso. Sabe e não dá ouvidos para os vereditos satânicos do judiciário da elite.

Esse judiciário é cruel e antiético na difamação e destruição de imagens. Quando julga os seus os faz em segredos de justiça. Com o povo e seus aliados, qualquer coisa que sirva de convicção para juízes, promotores, procuradores e policiais da elite é usada como meio de calúnia, chegando ao ponto de elevar as tensões até matar pessoas como aconteceu com Marisa Letícia Lula da Silva.

Os da elite quando olham para Lula o fazem com desprezo, com medo e com ódio. Como não odiariam um presidente cercado por pobres, negros, indígenas, trabalhadores soados e pensadores inteligentes?

Já olhar Lula a partir dele mesmo é compreender um homem que tem a consciência clara de que escapou pessoalmente da morte pela fome, pelo desemprego, pela ditadura, pelas perseguições do judiciário dos poderosos, que matou sua esposa.

Lula sabe-se detentor da compreensão da alma de seu povo.

Se a elite jacta-se de contar com todos os poderes à sua disposição sabe-se incapaz de reunir mais do que uma dúzia em seus auditórios.

Para eles sobram ovos, escrachos e desprezo popular.

Lula sabe-se mobilizador desde suas primeiras experiências sindicais.

Com sua caravana Lula retoma as esperanças e conhecimento do Brasil, feitas pela Coluna Prestes, com conteúdo revolucionário, de repercussão mundial.

Atualiza também as viagens de Getúlio Vargas quando se candidatou a presidente e foi ameaçado pela elite branca e escravocrata de São Paulo. Viajando pelo Brasil no contato com o povo se  descontaminou-se do fascismo e se incorporou das grandes aspirações da classe trabalhadora e do espírito nacionalista.

Enfim, a caravana de “Lula, filho do Brasil”, pode se constituir no fator mobilizador de nosso povo diante da elite golpista e seu agachamento para os males sempre repetidos pelo imperialismo americano.

Não tomar conhecimento do que representa Lula nessa marcha e juntá-lo na mesma panela dos golpistas, reacionários e inimigos do povo, é fazer o jogo deles.

Numa conjuntura de imobilidade, desconhecer o fator que une e que faz o povo olhar para si e para o Brasil seria tremenda traição à Pátria.

Abraços críticos aos olhares da elite para Lula e para o povo e abraços fraternos para a marcha com sinais revolucionários."

Por Dom Orvandil.

Não me iludo, é Golpe! (Por Emiliano José)

Quem estiver iludido, urgente, dê adeus às ilusões. 

O golpe veio com furor destrutivo. 

Caminha na velocidade do raio. 

Quer fazer o serviço inteiro na maior rapidez, sem dar tempo à população de pensar. 

Teoria do choque. 

Não fosse tudo o que já foi, sob olhares complacentes, sem nada temer, o golpe apressou-se em dar um gigantesco passo para entregar a Amazônia. 

Coisa assim de uma área do tamanho da Suíça. 

Ou da Dinamarca. 

Ou do Espírito Santo. 

Isso mesmo, nada de surpresa. 

Abriu a Reserva Nacional de Cobre e seus associados (Renca) ao capital, ali na divisa do Amapá e Pará, 47 mil quilômetros quadrados. 

Abriu para os capitalistas, certamente tudo conforme o acertado, uma das maiores reservas de ouro do mundo. 

Essa reserva foi instituída pela ditadura, em 1984. 

Tenho repetido: nem a ditadura retirou tantos direitos nem entregou tanto o País à sanha  voraz do capitalismo Internacional como o faz o governo golpista. 

De cambulhada, com essa canetada, entrega todo o minério ouro cobre ferro os escambau, e isso representa uma fortuna incalculável, e sacrifica impiedosamente as nações indígenas existentes na região e a floresta verdejante, deserto amanhã. 

Todos sabemos o ímpeto destrutivo da mineração.

Sabemos que lá vem a porra.

Um crime humanitário, um crime ambiental, um crime de lesa-pátria. 

Por onde passo, insisto: as lutas singulares não podem esquecer que sem derrotar os golpistas, não têm qualquer futuro. 

Temos que ganhar as ruas, o povo brasileiro tem de fazê-lo com urgência sob pena de encontrarmos à frente uma Nação destroçada,  a miséria em meio ao deserto. 

Não, esse golpe não pode prosseguir!

Por Emiliano José.

O novo mundo das guerras. (Por Ângelo Cavalcante)


Sinceramente, as redes sociais, esse gigantesco, gelatinoso e ainda pouco compreendido, fenômeno de massas e de muita massificação é, de fato, um horror. Mas, venhamos e convenhamos, isso não é necessariamente, novidade; Umberto Eco já denunciou e muito bem o que é esta teia planetária de comunicação e não-comunicação no prodígio de garantir voz para imbecis, alienados e fascistas. 

Grosso modo, por aqui são lançados aos montes, aspectos pitorescos e banais da vida cotidiana; são eventos como viagens, visitas, aspectos da vida privada, instantes fúnebres, encontros, diversões e outros inusitados. Tudo certo... O espantoso é que juntamente com essas trivialidades tenras, prosaicas e até bem simpáticas acontece algo de muito, muito estranho e perigoso nas mesmíssimas redes sociais.

Pois bem, na seara da política é mais do que notório o clássico e insuperável embate esquerda/direita e que não por acaso, está por aqui, massivamente presente. O fato muito intrigante e preocupante respeita ao estrondoso e assustador avanço da militância de ultra-direita por estas amplas redes sociais.

Para o caso do YouTube (YT), cuja "front page" vai se constituindo, se conformando meio que a partir do gosto do cliente ocorre fenômeno muito interessante. Vou tentar descrever, apenas tentar, sem o compromisso de ser ser exitoso... É que é mais ou menos assim: se eu gosto de ouvir mantras indianos pelo YT, sempre que o acesso, lá vai surgir um menu de opções a envolver mantras indianos, rezas e espiritualismos afins. Da mesma forma, sempre que pessoas que, como eu, que se interessam por política buscam esse tema nesta rede, do mesmo acontece. 

O que tenho identificado é que todas as vezes que visualizo o YT pulula na tela do meu computador uma galeria de opções de "tubes", uma pletora de produções de ultra-direita; aliás, produzidos sob encomenda e que servem para, primeiro, atacar de fronte o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus quadros; em seguida, lideranças políticas ou intelectuais de esquerda e depois, referências de movimentos sociais como o MST, MTST, UNE ou CUT. 

É impressionante! Tem, por exemplo, para o meu caso, posto que monitoro o quadro da política permanentemente, certa produtora/editora de nome "Verdade Política" que desova incessantemente seus vídeos; normalmente, idiotas, irresponsáveis e de péssima interpretação onde assaca de todas as formas, maneiras e caminhos tudo o que é de esquerda, social ou popular.

E tem outras geradoras desse tipo de conteúdo; são várias, muitas, diversas. O fascistóide "MBL" é campeão na produção dessas peças; o tal do "Vem pra Rua" é outro! E por detrás desses organismos, partidos e organizações de direita como o PSDB, DEM, PTB etc fazem seu papel no processo de desinformar, alienar e massificar os tais dos internautas do país. 

O fato é que, efetivamente, se detecta vasta e eficiente produção fabril destes materiais; sem qualquer escrúpulo, ética ou dignidade. Se mentem, dissimulam ou omitem... Tanto faz... O importante é defecar tudo o que é bobagem! Vai que cola?

A esse respeito, no filme SNOWDEN (2016), dirigido pelo genial Oliver Stone e que conta a história do ex-agente da CIA Edward Snowden que vazou documentos da NSA (National Security Agency), há curioso debate entre o agente sênior Corbin O'Brian (Rhys Ifans) e Snowden (Joseph Gordon-Levitt) onde O'Brian revela que as novas guerras serão travadas, sobretudo, no mundo virtual; onde países irão se envolver em embates silenciosos e planetários justamente nos espectros das redes virtuais na busca, é claro, por poder e hegemonia. 

Espero que a esquerda brasileira, gorda de vacilos, juntamente com seus partidos compreendam a importância de desenvolverem inteligências, táticas e estrategias para essa fundamental e decisiva dimensão da contemporaneidade; que não para de avançar sobre a vida de indivíduos, partidos, empresas, organizações e governos e que, em definitivo... Veio para ficar.

Ângelo Cavalcante - economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

Por Ângelo Cavalcante.

MORO NÃO TEM DIMENSÃO HISTÓRICA. E A HISTÓRIA? (Por Charles Carmo)


Volto ao tema, por teima. Como só temos uma vida, estamos referenciados pelo nosso tempo, que é único para nós. Ocorre que esse nosso tempo não é nada na história natural. A história é longa. 

Moro vê a caravana de Lula pelo Nordeste, já pode acompanhar pelas redes as imagens de Lula sendo tratado como o estadista que é pelos governos estaduais e municipais e sendo recebido de forma apoteótica pela população nordestina. 

Lula é um mito. Não é que ele "pode virar um mito", ele já é. E, mesmo vendo isso, Moro, o vaidoso, se expõe a assistir a estréia nos cinemas do grampo ilegal que ele autorizou e depois pediu escusas ao STF. Ele faz questão de ratificar a perseguição perante o povo que recebe Lula em sua Caravana. A vaidade, emancipada, lhe pega a qualquer hora. 

Moro, o vaidoso, não tem dimensão histórica. Não entendeu que Lula já está na história como um Mito. Um gigante da política nacional, amado pelo seu povo. Um homem que é condenado e, por isso mesmo, se agiganta, levantado pelo povo. E Moro não percebe sequer que o Brasil não é Curitiba, quanto mais perceber que a lata de lixo da história já se abriu e - olha quem está lá? 

A moral da história é que a história é longa. Moro acha que ganhou. E não percebe que a sua " vitória" jurídica é sua condenação histórica. E não é sequer vitória jurídica.

Talvez por isso, além de vaidade, tenha a ilusão de que o filme lhe assegura a narrativa popular dos fatos. Não tem a dimensão moral e histórica, avilta o réu e a justiça. Tolo. 

E nem olha para a tampa da lata de lixo da história, completamente escancarada, mas já se fechando sobre ele. 

Moro não entende sua finitude. E, do outro lado, não compreende que os mitos não morrem. 

Ele não tem dimensão histórica, mas a história não está nem aí para isso.

Por Charles Carmo.