20.12.16

Irrigantes de projeto da Codevasf na Bahia assumem gestão da área.

Com a assinatura do contrato de cessão, eles passam a ter maior autonomia nas decisões que envolvem os 1,7 mil hectares irrigáveis.

Os 155 irrigantes do projeto público Barreiras Norte, implantado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município baiano de Barreiras, terão agora maior autonomia nas decisões sobre gestão e custos dos 880 hectares cultivados do projeto, além de maior celeridade na resolução dos problemas – como compras e substituições de equipamentos. 

Eles firmaram, com a Codevasf, um contrato de cessão, documento que transfere para a Associação de Produtores do Barreiras Norte (Aproban), criada em 2012, a gestão de toda a área de aproximadamente 1,7 mil hectares irrigáveis na qual se destaca a produção de banana, mamão e abóbora.

“Um dos compromissos da Codevasf é com o desenvolvimento sustentável dos projetos irrigados”, observa o diretor de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Companhia, Luís Napoleão Casado, acrescentando que o contrato de cessão firmado com a Aproban foi fruto de muito diálogo e atende a um desejo dos produtores.

“A Aproban demonstrou sempre um grande envolvimento com o perímetro Barreiras Norte - e, a partir de 2015, externou seu interesse pela gestão do empreendimento”, conta o chefe do Escritório da Codevasf em Barreiras, Antônio do Carmo, para quem o modelo de gestão feita pelos próprios produtores é mesmo o ideal.

“Eles são os donos do empreendimento, os maiores beneficiários, e passam a gerir diretamente seu próprio negócio. São eles que vão estabelecer as tarifas, fazer a gestão sobre custos, pessoal, consumo de energia. São eles que pagam, e agora vão poder negociar diretamente. Farão da melhor forma possível para reduzir os próprios custos”, enumera.

Carmo ressalta, no entanto, que a transferência da gestão não indica que a Codevasf estará abandonando o perímetro. “A Companhia continua dando suporte com pessoal de operação e manutenção, com máquinas e equipamentos e ajudando com apoio técnico e financeiro, na medida de sua responsabilidade e possibilidades. Apenas aumenta a responsabilidade direta dos próprios irrigantes”, observa.

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