11.8.21

Vice-governador e secretário do Planejamento destaca geração de quase 80 mil empregos nos dos setores



'Mineração e Energias Renováveis são essenciais para desenvolver a Bahia', diz Leão

“A Mineração e as Energias Renováveis são dois segmentos essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do estado”. Quem faz essa defesa dos dois segmentos é o vice-governador João Leão, secretário do Planejamento. Para se ter uma ideia, a Bahia é o 3º maior produtor de bens minerais do país, tendo avançado uma posição em relação ao ano passado, ultrapassando Goiás. Este ano, já foram gerados 1,5 mil empregos formais no setor mineral, que tem um saldo positivo de 13,2 mil vagas de trabalho geradas. Já as energias eólica e solar fotovoltaica foram responsáveis pela criação de mais de 66 mil empregos diretos na fase de construção dos 229 parques que já estão em operação. 

“Os números confirmam a importância desses dois segmentos para  o estado. Entre janeiro e junho deste ano, a Bahia já comercializou R$ 4 bilhões de produção mineral, arrecadou R$ 71 milhões de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e R$ 122 milhões de ICMS. Somos líder na geração de eólica no país e tanto a fonte solar fotovoltaica, quanto a eólica beneficiam especialmente a região semiárida do estado, onde se concentra o melhor potencial de renováveis, proporcionando a interiorização do desenvolvimento”, afirma o vice-governador e titular da Seplan.

Reconhecida como atividade essencial, a produção mineral não foi interrompida em 2020. A Bahia, impulsionada pela retomada da Atlantic Nickel, em Itagibá, aumento da produção da Mineração Caraíba, em Jaguarari e Yamana Gold, em Jacobina, além do início das operações da Bahia Mineração (Bamin), em Caetité, já cresceu 74% em comercialização da produção mineral (PMBC), em comparação com o mesmo período no ano anterior, arrecadou 86% a mais de CFEM e 50% de ICMS. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).


Bamin

De acordo com a Bamin, desde 2010 quando teve a licença para iniciar a produção de minério de ferro, no município de Caetité, a empresa já pagou R$ 22 milhões em impostos, incluindo ICMS, ISS e CFEM. Até junho de 2021 já foram pagos R$ 4,5 milhões, se somados os três impostos. Em 2020, a mineradora investiu R$ 40 milhões na operação da mina, que atualmente produz 1 milhão de toneladas, empregando cerca de 550 empregados diretos somente na mina. A expectativa para o próximo ano é aumentar para 2 milhões de toneladas, gerando 870 novos empregos diretos. Em 2026, a meta da empresa é chegar à capacidade total produtiva de 18 milhões de toneladas de minério de ferro na Mina Pedra de Ferro.


Energias Renováveis

De acordo com os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em maio deste ano, a Bahia foi responsável por 34,5% da produção. Atualmente são 200 parques em operação com capacidade instalada de 5,1 gigawatts (GW), espalhados por 20 municípios, onde já foram investidos R$ 20,2 bilhões. Outros 133 parques estão em construção e com construção prestes a iniciar, com previsão de investimento de R$ 14,7 bilhões e geração de mais de 113,6 mil empregos. Até 2026, o estado deve alcançar 9,5 GW.

A Bahia foi responsável pela produção de 26% da energia solar fotovoltaica do país. São 29 parques fotovoltaicos em operação, com 777 megawatts (MW) de capacidade instalada em sete municípios, onde já foram investidos R$ 3,8 bilhões. Até 2026, os 96 parques em construção e com construção prestes a se iniciar devem investir R$ 15,7 bilhões e gerar 46,6 mil empregos diretos na fase de construção dos complexos. A previsão é que eles incluam na rede elétrica 3,5 GW, fazendo a Bahia alcançar 4,3 GW de capacidade instalada. Foto eólica: 

Foto Divulgação AES Tietê

Foto mineração: Ascom/SDE

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