A sessão da Câmara dos Deputados que aprovou o projeto da dosimetria
expôs de forma brutal a divisão da bancada baiana. Dos 39 parlamentares do
estado, parte votou a favor da medida que reduz penas de envolvidos no ataque
golpista de 8 de janeiro, enquanto outros se posicionaram contra, e um grupo
significativo sequer apareceu para votar. A proposta, que altera o cálculo das
condenações e abre brechas para beneficiar Jair Bolsonaro e militares
envolvidos na tentativa de golpe, foi aprovada por 291 votos a favor e 148
contrários.
Mostrando postagens com marcador golpistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador golpistas. Mostrar todas as postagens
Golpistas em estado de greve no Congresso Nacional
Em Brasília, cresce a tensão na bancada baiana: aliados do
ex-presidente lançaram um ultimato radical, ou o Congresso aprova a anistia
para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, ou levam o plenário ao colapso com
propostas de paralisar votações essenciais. A pressão cria um cenário de guerra
fria legislativa, em que cada líder mede forças para não ficar marcado como
“traidor do movimento”.
Segundo bastidores revelados a este Blog, deputados
alinhados ao ex-presidente intensificaram telefonemas e mensagens em grupos de
WhatsApp. O recado é claro, “sem anistia, não autorizarão pautas de segurança
pública, nem o envio de recursos para a Bahia.” O clima beira o surreal,
projetos para reforçar hospitais e liberar emendas de combate à seca correm
risco de ficarem engavetados.
O julgamento dos golpistas é uma virada de página
"Há muito este país espera uma revolução: a do
cumprimento das leis."
— Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo (26/03/2025)
O país assiste a um dos momentos mais importantes da
construção republicana, mas dele parece ausente a nação, mal informada pela
grande imprensa — que reduz o fato político essencial a questiúnculas jurídicas
— e pelos partidos, desmobilizados e desmobilizantes, perigosamente desafeitos
à ação. Enquanto o dever coletivo seria esclarecer a opinião pública, carente
de debate e presa das milícias digitais, a esquerda — estranho destino! —
conforma-se como plateia cansada. Cruzamos os braços e nos quedamos em cômoda
tranquilidade, porque delegamos nossos destinos de nação e país ao STF.
Pela primeira vez na história — cevada e abastardada por
incursões golpistas das Forças Armadas e pela conciliação a serviço dos
interesses da classe dominante (a mesma, desde sempre, dos engenhos e do
latifúndio até a Faria Lima) —, a República se apresenta disposta a rever sua
inércia política e romper com a crassa indulgência com o crime, marca que nos
persegue desde as origens de nossa formação.
Assinar:
Postagens (Atom)


