14.10.20

O jornalismo brasileiro não vale nada



A mídia  noticiou o prêmio Nobel da Paz de 2020 para o Programa Mundial de Alimentação da ONU.

Vi na globo uma longa matéria sobre o programa e nenhuma palavra sobre José Graziano, o brasileiro que foi diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre 2012 e 2019.

Graziano foi ministro da Segurança Alimentar e Combate à Fome, entre 2003 e 2004, no governo Lula e  foi o idealizador do programa Fome Zero, que envolvia várias ações de combate à fome e à pobreza.

Foi, justamente, o êxito do ex-ministro no combate à fome que o levou a ficar quase 8 anos à frente da FAO, durante os quais expandiu para outros países as iniciativas que deram certo no Brasil, adaptadas para as realidades locais.

Alguns exemplos:

O programa de merenda escolar do Brasil foi replicado em praticamente toda a América Latina e muitos países africanos.

Programa para Aquisição de Alimentos (PAA) um dos mais exitosos para alavancar e sustentar a agricultura familiar, sobretudo na África e na Ásia.  (Carta Capital - 31/07/19).

A mídia de cativeiro também não falou uma palavra sobre os governos petistas.

Em 2010 Lula ganhou da ONU o título de "Campeão Mundial na Luta Contra Fome".

O programa Bolsa Família garantiu a promessa de campanha: 3 refeições por dia para a população mais pobre e o país fez a transição nutricional. 

De acordo com relatório da FAO, entre 2002 e 2013 caiu em 82% a população de brasileiros em situação de subalimentação.

Enquanto muitos intelectuais criticavam a política de "consumismo", o povo comia.

Em 2014, no governo Dilma, a FAO anunciou que o Brasil saía do mapa da fome. 

Não seria o caso do Lula, Dilma e Graziano serem entrevistados?  

Quem mais no Brasil pode falar sobre esse tema do que eles?

Num contexto de jornalismo sério, sim, essa seria a lógica. 

Mas a lógica do jornalismo brasileiro  é partidária e se trata de invisibilizar Lula e o PT, acima da notícia. 

Por que Lula nunca ganhou o Nobel da Paz?

Pra não fortalecer os governos populares da América Latina.


Por: Maria do Socorro Mesquita.

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