10.6.17

...Olho no olho. (Por Emiliano José)

Alguém tinha alguma dúvida do resultado do, vá lá, julgamento do TSE? Desculpem o lugar comum: era a crônica de uma sentença anunciada. As cartas estavam na mesa, ninguém as escondeu, jogo bruto, poder em jogo. Golpe é golpe. Não brinca em serviço. Bota sua tropa em ação. Togada, quando o caso. Ninguém de punhos de renda. Quem roeu unhas perdeu tempo e unhas. Não houve floreios, nem rapapés. Estado de Direito às favas, escrúpulos não há mais. Luta de classes escancarada. Adeus às ilusões, para quem as tinha. Não perdi um mísero minuto assistindo à pantomina. Já sabia a manchete. Agora, reconhecer, para quem ainda não conseguiu ver, o Estado de Exceção. E cantar: um filho teu não foge à luta. E lutar pela volta da democracia. Pelas diretas. Derrotar o golpe. Antes que ele acabe com todos os direitos dos trabalhadores, antes que acabe com esse país chamado Brasil!


Por Emiliano José.

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