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Chega de aplaudir assassinos de farda

Fevereiro não foi apenas o mês do Carnaval, da dengue e do cerco aos golpistas militares e civis do governo Bolsonaro (incluindo o próprio ex-presidente). Distante do noticiário no descanso das férias, a violência policial me veio como um tapa na cara na volta à realidade.

Em São Paulo, a Polícia Militar do governo Tarcísio de Freitas matou 38 pessoas em menos de um mês na Operação Verão – continuação da malfadada Operação Escudo, que já havia tirado a vida de 28 pessoas na Baixada Santista no ano passado.

Para além da letalidade fora do controle, ambas as operações tiveram como mote a vingança pela morte de um policial. Não se trata de uma guerra de policiais contra “bandidos”, aplaudida por boa parte da sociedade, apesar dos alertas dos especialistas sobre o equívoco dessa política. Em ambos os casos, as comunidades foram invadidas e civis foram assassinados indiscriminadamente para “dar o troco”, sem poupar nem as crianças. Ao todo, somando ambas as operações, são 66 pessoas mortas.