10.1.22

Estudantes atuam no desenvolvimento de creme hidratante de baixo custo com casca de banana para tratamentos estéticos

Os estudantes Iarlei de Sousa, Samoel de Lima, Jefferson Correia e Ellen Cristina Moura, do curso técnico de nível médio em Análises Clínicas, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal II, em Araci, estão desenvolvendo um creme hidratante de baixo custo, com a utilização da banana, para tratamentos estéticos. Intitulado “Produção de fitocosmético a partir da casca de banana como alternativa sustentável para tratamentos estéticos”, o projeto conquistou o 1º lugar na categoria “Ciências Biológicas” e venceu as categorias "Reconhecimento empreendedor” e “Mérito de reconhecimento científico” na 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA), realizada de forma on-line, em dezembro de 2021.

Samoel de Lima, 18, falou da importância do projeto e os benefícios para a saúde. “Nosso projeto visa a utilização da casca da banana para a produção de um creme fitoterápico para a pele, pois, diferentemente do pensamento quase universal, ela possui propriedades benéficas comprovadas por estudos científicos, como, por exemplo, a presença de bioativos antioxidantes. Inclusive, o composto que buscamos na casca é o flavonoide, um poderoso antioxidante que combate os radicais livres e seus danos para a pele. O nosso trabalho tenta possibilitar que um creme de baixo custo possua esse importante ativo”, disse o estudante.

Já Iarlei de Sousa, 18, afirmou que o projeto tem a sustentabilidade como um norte a ser seguido. “A banana, mais especificamente a casca dela, casou certo com o nosso objetivo, uma vez que do seu enorme consumo gera muito lixo. O nosso trabalho vai além de trazer um caminho para reutilizar tudo isso, pois ele traz também uma possibilidade de se discutir o comportamento da sociedade de desvalorização das coisas. Desvalorização essa que faz as pessoas verem a casca da banana unicamente como um meio de proteção da polpa, sem nutrientes benéficos e sem a possibilidade de reaproveitamento, o que, além de ser uma ideia completamente errada, gera impacto ambiental significativo”.

Segundo a orientadora Pachiele Cabral, a iniciativa contribui para o aprendizado dos estudantes. “O projeto possibilita o contato direto e prático com a ciência, agregando conhecimentos e visão que ajudarão a abrir os horizontes na vida acadêmica que escolherem e no mercado de trabalho. E já que fazem o curso de técnico de Análises Clínicas, o projeto possibilita, ainda, a vivência nas análises laboratoriais, que é de grande importância, e no Laboratório de Pesquisa, que é um campo de trabalho para o mesmo”, salientou.

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