3.1.22

Brigadas Jovens para ajudar a Bahia

O Sul do Estado da Bahia vem sofrendo nos últimos dias com enchentes e devastação de cidades. As chuvas que caíram na região deixaram um rastro de destruição que levará meses para a sua recuperação total, e precisará de dinheiro do governo federal, estadual e das prefeituras locais.

Até ontem, 02, a defesa civil do estado, com informações passadas pelas prefeituras contabilizavam 32.594 desabrigados, 57.451 desalojados, 25 mortos e 517 feridos. O número total de atingidos chega a 661.508 pessoas em 153 cidades.

O governo federal indicou que vai liberar recurso, mas já se sabe que o valor não dá para fazer o conserto de uma única estrada asfaltadas das que foram destruídas. A incapacidade do presidente de se sensibilizar com a tragédia da população que teve perdas materiais e de vidas é chocante. Só comparado aos nazistas responsáveis por experiências com humanos nos campos de concentrações da segunda guerra mundial.

O governo do estado vem fazendo a sua parte e a parte que cabe ao governo federal. Rui Costa esteve visitando as cidades atingidas, criou um comitê de crise que foi instalado na cidade de Ilhéus onde são recebidas as informações de tudo o que precisa ser feito e de onde saem às ordens para as soluções dos problemas, que não são poucos. Literalmente o governador colocou o pé na lama para ajudar o seu povo.

Agora, passado o momento de maior destruição que foi quando barragens estouraram rios, alagaram, estradas, casas, comércio e plantações foram destruídos que será preciso de um exército de pessoas para ajudar na reconstrução da região atingida pelos temporais.

Os guerrilheiros Cubanos após vencer o governo de Fulgência Batista com uma revolução que mudou a história do povo da Ilha para melhor, precisaram reconstruir toda a estrutura política e econômica do país e era urgente que o setor da agricultura, principalmente o da cana de açúcar e do café produzissem para que a economia voltasse a crescer.

Mas Cuba não tinha mão de obra suficiente para isto e para tudo o que precisava ser reconstruído. Foi então que os partidos comunistas de todas as Américas em solidariedade ao povo da Ilha criaram as Brigadas de Ajuda a Cuba. E jovens se alistavam para ajudar na recuperação, tão necessária naqueles tempos. O Brasil foi um dos países que mais enviaram jovens durante suas férias de final de ano. Os que iam eram vistos como abnegados. Deixam a sua tranquilidade e o conforto de suas casas para ajudar a construir uma nova nação que estava surgindo do caos.

Lembro-me de ter ido as sedes do PCB em Recife/Pe que ficavam na Avenida Cinda da Boa Vista e na Rua da Mouraria em Salvador/Ba onde eram feitos os alistamentos de jovens que iam ajudar o povo cubano.  Um fato interessante é que ao pesquisar na internet sobre este assunto nada foi encontrado. Fiz algumas ligações telefônicas e contatos por whatssap para ter alguns dados a mais, mas todas as pessoas desconheciam a história. Fiquei surpreso com a falta de informação. Foi Zé Ivaldo, ex-militante do PCB e ex-prefeito de Paulo Afonso na Bahia que me deu algumas poucas informações dobre o fato. Como eu, fomos militantes comunistas no final dos anos 70 e inicio dos anos 80.

Mirando-se no exemplo do que foi feito em Cuba, o Partido dos Trabalhadores deveria criar as Brigadas Jovens de ajuda à Bahia neste momento em que boa parte de sua população está precisando. E não precisa de muito para que isto se torne realidade. Filiados jovens que estariam dispostos a doar dias de férias por uma causa nobre, o PT tem aos milhões, além dos que mesmo não filiados poderiam se juntar nesta rede de solidariedade.

A Presidenta Gleisi Hoffman e o presidente do PT Bahia, Eden Valadares, junto com o governo do estado seriam os condutores deste projeto que é urgente. A Bahia precisa de ajuda, e toda ela, venha de onde vier é bem vinda.

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