7.1.19

A síndrome de Hasselmann



Até agora, segunda semana de 2019, estamos a discutir o que levou uma parte dos brasileiros, se é que não houve fraude nas urnas, a votar em alguém tão despreparado e sem conhecer o seu programa de governo, baseados em mentiras distribuídas a granel em redes sociais pela internet.

E por falar em mentiras, o atual presidente do Sul, Sudeste e Centro-oeste (ele disse que não é do Norte e Nordeste), mesmo após a sua eleição, continuou a postar em sua conta no twitter notícias falsas. Foram tantas, que agora surgiu a notícia de que está proibido de ele mesmo, usar a conta. Há a informação de esta tarefa ficará com o estagiário da Secom – Secretária de Comunicação do governo federal. Então esperemos que teremos outras postagens ainda mais malucas.

Já disse Raul Seixas, “Eu não posso entender. Tanta gente aceitando a mentira...”.

Essa turma que chegou ao poder criou uma nova forma de comunicação. A comunicação da mentira. E nela fincaram as suas bases. E assim conseguiram seus objetivos. E de uma forma impressionante conseguiram que pessoas, mesmo sabendo a verdade da mentira, as repercutem, as disseminam, divulgando em massa. O que antes era impensável, agora no Brasil virou método de ação.

E isto é um novo padrão de comunicação.

Na semana passada a deputada com a maior votação da história do Brasil, Joice Hasselmann, foi desnudada em um vídeo viral que rodou nos quatro cantos do país. Os seus autores conseguiram de forma didática, mostrar os “pensamentos” da parlamentar sobre a eleição na Câmara dos Deputados e mais explicitamente sobre Rodrigo Maia. Há duas pessoas, há que não economiza palavras para detratar o atual presidente, o chamando, entre outras coisas de, “fora Rodrigo Maia”, “é o esquerdinha (sim ela disse isto), que levanta a bandeirinha do PT, do PCdo B, do PSOL”, “o pior presidente da Câmara que a gente já teve nos últimos tempos”. E a outra, a que agora chama, inclusive seus seguidores que discordam da aliança de burros e cretinos. O contorcionismo feito pela senhora é tão vergonhoso que estamos diante da Síndrome de Hasselmann. Que é um estado psicológico em que uma pessoa, mente compulsivamente para obter seus objetivos. Passando a ter simpatia e seguidores que se identificam com suas mentiras. Algo a ser estudado ainda pela psiquiatria, já que o estado da doença encontra-se avançado e contagiando um número enorme de pessoas, podendo, em breve espaço de tempo, dá um grande prejuízo a nação.

Esse processo de interação entre o(a) mentiroso(a) e o receptor, que a toma como verdade, pode ser encarado como o “espelho”. Quem começa a acreditar na mentira como verdade, reflete, o seu próprio pensamento, o que gostaria que fosse a sua verdade. E isto é algo que desde a infância já se materializa. São aquelas pessoas que contam uma mentira, e vão precisar continuar a contar outras tantas para poder manter a primeira. Sempre acreditaram que o que fizeram, e fazem, não é algo ruim ou crime. Mas são!

A existência da mentira é como o oxigênio para este grupo de mentirosos contumazes. Uma hora falam algo, mas mudam logo em seguida, se isto lhe trouxer benefício e prazer. A síndrome de Hasselmann é a droga que está levando o Brasil a vivenciar os dias atuais. Ela é consumida virtualmente, deixando as pessoas em estado de êxtase tão devastador, que não conseguem mais conviver com a verdade. Foram transportados do mundo real para o virtual. O tratamento pode ser feito no início com uma camisa de força.

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