Paulo Afonso vira rio e população entra em pânico

A cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, amanheceu nesta terça-feira sob um alerta preocupante do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão prevê chuvas intensas de até 30 milímetros por hora e rajadas de vento que podem alcançar 60 km/h, colocando em risco a rotina da população. O aviso, classificado como de perigo potencial, inclui ainda a possibilidade de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica, cenário que já havia sido registrado no último fim de semana.

No domingo, o município enfrentou transtornos severos: árvores caíram em diferentes pontos da cidade, bloqueando ruas e avenidas, enquanto estruturas públicas e privadas foram danificadas. O 15º Batalhão de Bombeiros Militar precisou atuar em diversas ocorrências para liberar vias e remover troncos que ameaçavam residências e estabelecimentos comerciais. A força do vento e da chuva também provocou deslizamentos de terra, aumentando o temor de novos incidentes caso o temporal se repita com a mesma intensidade.

Os números registrados impressionam. No sábado, o centro de Paulo Afonso acumulou cerca de 30 milímetros de chuva, enquanto a zona rural chegou a 70 milímetros. Já no domingo, foram 12 milímetros na área urbana e 55 milímetros na região rural, volumes que demonstram a desigualdade na distribuição das precipitações e reforçam o risco de enchentes localizadas. A cerca do hospital universitário foi uma das estruturas afetadas, evidenciando que até equipamentos de saúde não estão imunes aos impactos da instabilidade climática.

Com o novo alerta válido até o fim da noite desta terça-feira, moradores e comerciantes permanecem em estado de apreensão. A expectativa é de que as chuvas tragam algum alívio para o calor intenso da região, mas o temor de novos estragos se sobrepõe ao benefício. Autoridades locais recomendam que a população evite áreas de risco, redobre a atenção ao transitar pelas ruas e mantenha contato com os serviços de emergência em caso de necessidade. Paulo Afonso, mais uma vez, se vê refém da força da natureza e da fragilidade de sua infraestrutura diante de fenômenos climáticos extremos. 

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