O PT, ao apostar em Wagner e Rui, reforça sua capacidade de
mobilização e consolida a imagem de continuidade de projetos que marcaram a
última década na Bahia. A decisão, longe de ser uma “panelinha” como ironizou
ACM Neto, mostra que o partido prefere alinhar forças internas e evitar
disputas desgastantes com aliados em um momento crucial. Essa postura fortalece
a base governista e sinaliza ao eleitorado que a legenda está preparada para
enfrentar o pleito com clareza de objetivos e coesão política.
Já ACM Neto, ao atacar a chapa, expõe a dificuldade de sua
própria articulação. Enquanto o PT apresenta nomes consolidados e com histórico
de serviços prestados ao estado, a oposição ainda patina na definição de sua
composição majoritária. A insistência em criticar a estratégia petista soa mais
como tentativa de desviar a atenção da falta de unidade em seu grupo político.
O discurso de Neto, marcado por ironias e acusações, não consegue esconder a
ausência de propostas concretas para enfrentar a força eleitoral do PT na
Bahia.
O contraste é evidente, de um lado, um partido que aposta em
lideranças reconhecidas e que mantém sintonia com o governo federal; do outro,
um candidato que recorre a ataques para mascarar a fragilidade de sua base. A
chamada “crise anunciada” não está no PT, mas sim na oposição, que vê sua
estratégia desmoronar diante da solidez petista. A chapa pura, longe de ser um
erro, pode se tornar o símbolo da resistência e da continuidade de um projeto
político que transformou a Bahia, enquanto ACM Neto luta para não ser lembrado
apenas como o crítico que nunca conseguiu construir alternativas reais.

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