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25.1.19

O Mito Maria Bonita



Nascida Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa em referência a sua mãe e no bando de Cangaceiros. Nasceu e cresceu no povoado Malhada da Caiçara, no município Paulo Afonso, na época município Santo Antônio de Glória, na Bahia no dia 8 de março de 1911. Ela foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.

Nem a família nem o bando de Lampião a tratavam por Maria Bonita, apelido que só se difundiu após sua morte. Há algumas versões sobre a origem desse nome. Uma delas diz que se tratou de invenção dos repórteres dos jornais do Rio de Janeiro, possivelmente inspirados no filme Maria Bonita, lançado em 1937 e baseado na obra de mesmo nome de Afrânio Peixoto. Outra, que teria sido dado por soldados que se impressionaram com a beleza da cangaceira quando ela foi morta em 28 de julho de 1938, aos 27 anos.

Foi casada com o sapateiro Zé de Neném, com ele não teve filhos. E segundo a literatura já publicada sobre os dois, ele não desempenhava bem o seu papel de marido. Ou seja, o Cabra batia fofo, como se diz por essas bandas da Bahia. A rebeldia de Maria teria sido notada já na infância. Por isso, segundo historiadores, foi que seu pai arranjou o casamento para aquieta o fogo daquela menina. No livro amores proibidos na história do Brasil, do autor, Maurício Oliveira, ele conta que Maria Bonita, após o seu casamento teria desconfiado que seu esposo gostava mesmo era de homem. Não há registro em nenhum outro livro que fale sobre este mesmo tema com este foco. E como nós não estávamos lá, vamos deixar esse assunto de lado.

Com o casamento sendo um fracasso, em 1929 tornou-se a namorada de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como o "Lampião". E foi essa paixão que juntou o casal mais famoso do Brasil até hoje. Na amarica latina, a história de Lampião e seu grupo de cangaceiros só não é mais conhecida que a de Ernesto Che Guevarra.

Morando com os pais, um ano depois do namoro foi chamada por Lampião para fazer parte do bando de cangaceiros, assim se tornando a mulher dele, com quem viveria por oito anos. Em 2006 a Prefeitura de Paulo Afonso restaurou a casa onde ela viveu a sua infância, instalando o Museu Casa de Maria Bonita no local que hoje é visitado por turista.

Dizem que Maria Bonita engravidou quatro vezes e que em duas gravides teria perdido os filhos, sendo eles natimortos. Comprovadamente ela teve uma filha com Lampião de nome Expedita Ferreira Nunes, hoje morando na cidade de Aracaju em Sergipe e que é a única reconhecida legalmente, que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. Existem, dúvidas sobre o parentesco dos supostos gêmeos Arlindo e Ananias Gomes de Oliveira. Ambos até então considerados filhos de Maria Bonita e Lampião.

Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, quando o bando acampado na Grota de Angicos, entre as cidades de Canindé do São Francisco e Poço Redondo no estado de Sergipe, foi atacado de surpresa pela polícia armada conhecida como "volante". Foi degolada por “Sebastião do Facão” ainda viva após ser baleada no abdômen, assim como Lampião, porém este já morto, e outros nove cangaceiros.

Quer conhecer mis sobre Maria Bonita, vá a Paulo Afonso e visite a casa onde ela nasceu e conheça as histórias dessa mulher que é símbolo de resistência no nordeste do Brasil.


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