O programa prevê atividades de acompanhamento nutricional,
vacinação, palestras sobre saúde mental e prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis. A ideia é aproximar o sistema de saúde das crianças e
adolescentes, criando uma rede de proteção que vá além das salas de aula. No
entanto, especialistas alertam que sem recursos consistentes e fiscalização
rigorosa, a iniciativa pode se tornar apenas mais uma vitrine política em ano
eleitoral.
A chegada do projeto em Glória também expõe disputas locais.
Vereadores da oposição acusam a prefeitura de usar o programa como palanque,
enquanto aliados do governo defendem que a medida é histórica para o município.
O clima é de tensão, cada ação dentro das escolas será observada como teste da
capacidade administrativa da gestão. O que deveria ser política pública vira
munição política.
No fim, o Programa Saúde na Escola em Glória carrega duas
faces. De um lado, a esperança de famílias que enxergam na iniciativa uma
chance real de melhorar a vida dos filhos. Do outro, o risco de que tudo se
resuma a propaganda e manchetes. O escândalo não está nos objetivos, mas na
forma como a política local transforma qualquer avanço em espetáculo.

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