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| Foto Eduardo Andrade Ascom SDE (12) |
De acordo com o gestor, a política de desenvolvimento
econômico adotada pelo governador Jerônimo Rodrigues resultou na geração de
251.028 novas vagas formais de trabalho entre 2023 e 2025, com base em
investimentos públicos robustos, política ativa de atração e estímulo ao
empreendedorismo. “O crescimento econômico deve ser medido não apenas por
cifras, mas por sua capacidade de ampliar oportunidades para trabalhadores,
jovens e pequenos empreendedores.”, diz.
Segundo Angelo Almeida, a SDE tem o papel de arquitetar o
ambiente de negócios, apoiada em quatro eixos: “planejamento de longo prazo,
desburocratização, segurança jurídica e diálogo com o setor produtivo. Nossa
atuação é integrada e capaz de conectar tendências globais ao crescimento
socioeconômico local”.
Segurança jurídica
Um dos pontos centrais da palestra foi a ênfase na segurança
jurídica como base do fomento industrial. O secretário destacou a Lei
14.318/2021 como marco da regularização da política fundiária estadual, além do
Decreto 23.947/2025, que trata do regime jurídico dos bens imóveis do Estado, e
da Portaria 005/2026, voltada à regulamentação de critérios técnicos para
avaliação, atualização monetária e valoração. “Esse arcabouço busca dar
previsibilidade aos contratos de concessão de áreas destinadas ao desenvolvimento
industrial.”, diz o secretário.
A apresentação também reforçou o trabalho que tem sido feito
para posicionar a Bahia como um hub global da economia verde. Nesse eixo, o
governo destaca a instalação da fábrica da BYD, associada à consolidação da
Bahia na mobilidade elétrica; a chegada das multinacionais Goldwind e Sinoma
Blade ao polo de Camaçari, no segmento de componentes para energia eólica; e a
entrada em operação de 162 parques eólicos e solares nos últimos três anos, com
impacto estimado em R$ 8 bilhões em investimentos.
Biocombustíveis
Outro destaque foi a agenda de biocombustíveis, tratada como
uma das frentes mais promissoras da nova economia baiana. O secretário citou o
projeto de SAF (combustível sustentável de aviação) da Acelen, com previsão de
US$ 3 bilhões em investimentos e impacto de 80 mil novos empregos, além da
produção anual estimada em 1 bilhão de litros de SAF e diesel renovável (HVO).
No Oeste baiano, foi apontado o avanço do etanol de milho com dois projetos: o
da Inpasa, em Luís Eduardo Magalhães, com R$ 1,3 bilhão em investimentos, 2.500
empregos e produção de 460 milhões de litros por ano; e o da Biocombustível
Oeste, em Jaborandi, com R$ 820 milhões, 2.500 empregos e produção de 622
milhões de litros anuais.
A interiorização do desenvolvimento apareceu como outro eixo
estratégico da política estadual. São mais de 90% dos investimentos serão
implantados no interior da Bahia, em linha com a diretriz de descentralização
industrial e desenvolvimento regional equilibrado. A ideia, segundo o
secretário, é reduzir a concentração econômica, fortalecer os territórios e
permitir que o trabalhador permaneça em sua cidade de origem com acesso a novas
oportunidades.
O gestor defendeu um modelo de desenvolvimento baseado em
três pilares: atração global, responsabilidade executiva e redução de
desigualdades. A Bahia busca se projetar como destino competitivo para grandes
investimentos, sem abrir mão de associar crescimento econômico à inclusão
social e à transição verde.
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