11.6.19

O criminoso não era o réu



Nunca na história desse país um governo foi montado em bases tão questionáveis como o que está sendo feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. A lista de pessoas acusadas de terem praticados crimes, de estarem sendo processadas pela justiça é grande. Mas o que chama a atenção é que o discurso na campanha era o da moralidade e contra a corrupção. Sobrou só os áudios, e a realidade é outra. E os “criminosos” estão ocupando espaço muito perto do gabinete presidencial.

Se comprovadas todas as informações que já foram publicadas pelo Site The Intercept, nós estaremos diante do maior escândalo jurídico político na história do Brasil. As poucas mensagens que já foram publicadas, mostram um conluio de membros do judiciário brasileiro para interferir politicamente nos destinos da nação.

Mas confesso que não são as informações que as mensagens trazem que me assusta. O que me deixou indignado é perceber que, se tudo for comprovado, temos uma quadrilha organizada que interferiu deliberadamente e fraudou o resultado final das eleições.

Parte do judiciário brasileiro envolvido em uma trama criminosa. E, se verdade for, eles tinham a certeza de que nada lhes aconteceria.

O ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Dentan Dallagnou, pegos por um “hacker”. A que se provar isto. Estão desnudados de suas imagens de idoneidade. Com eles, estão outros tantos. Todos ligados a conhecida operação Lava jato. O complô teria acontecido para, afastar do processo eleitoral e prender o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ele está hoje na sede da polícia federal na cidade de Curitiba.

Hoje, promotores por todas as cidades do Brasil atuam como um poder, não eleito, sem um único voto popular, como prefeito de direito. Procuradores estaduais que obrigam governadores e prefeitos a assinarem TACs – termos de Ajustes de Conduta rodos os dias. Mas quem deu este poder, sem votos, a estas pessoas? Foi a constituição e leis aprovadas que visavam um aprimoramento das instituições. Mas eles foram longe demais.

A justiça brasileira não tem quem a fiscalize. E os órgãos de “fiscalização” internos quase nunca pune os erros de seus membros.

Se provado que essa turma trabalhou em conjunto para prender o maior líder político mundial da atualidade sem provas, não restará outra alternativa ao que restou de justiça no Brasil que não seja, a abertura de processo contra todos eles por formação de quadrilha e traição à pátria. Seus atos ajudaram na ideia da venda do patrimônio público a empresas estrangeiras.

Para que não haja maior contaminação dos processos e dos que deverão ser abertos contra essa turma, todos devem ser afastados de suas funções imediatamente. Caso isto não aconteça, toda a justiça brasileira será cumplice.

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