2.4.18

Primeiros passos, como unificar a esquerda? (Por Fernando Neto)



Chegou a hora de sairmos da teoria, o dia 28 de março de 2018 em Curitiba-Paraná, se tornou histórico e desenhou bem o que significa unificar as esquerdas: agenda comum, diálogo constante, programa com unidade mínima e ações de lutas coordenadas.

Como avançamos? Dando os primeiros passos: conversando, reunindo, encontrando, ajustando táticas, definindo estratégias e objetivos em comum. É necessário superar desavenças, discordâncias, disputas naturais e pontuais principalmente. É sentando na mesa, apertando as mãos, olhando nos olhos e ajustando conduta ou repactuando. Óbvio que fissuras da vida e da luta deixam marcas, porém, é indispensável que todos os setores progressistas, democráticos e nacionalistas dialoguem e busquem entendimento, pontual e histórico que seja, superando seus desacordos e erros, quem não se dispor neste momento da conjuntura, está do outro lado da história e que fique bem claro para todos!

Revolucionário neste momento é perdoar para aglutinar, tipificando mandamentos cristãos e espiritualistas. Sem força social efetiva, trincheira organizada e mobilização de rua e de campo em condições equivalentes às quais a direita protagonizou no Brasil de 2013 até aqui, manipulando as massas ou não, porém, com agenda e narrativa orientada, fortalecendo o conservadorismo e o retrocesso. Sem a mesma força popular, disputando narrativas e impondo uma agenda de lutas,, não teremos condições de enfrentar nenhuma batalha institucional, social e política, quiçá eleitoral, de combate e confronto físico como vem acontecendo nos dias atuais. É preciso diminuir a gana, a sina e o cinismo, sejamos francos, não estamos preparados para qualquer confronto real, temos pouca organização institucional e muito voluntarismo.

Acumulamos força social e política e continuaremos acumulando, mas, quem organiza e assimila a luta, quem dirige a massa? Para onde dirigiremos a massa, os trabalhadores e os movimentos sociais?

O recado é simples: centrais sindicais, dialoguem! Frentes de ocupação do campo, dialoguem! Movimentos estudantis e de juventude organizadas, dialoguem! Partidos políticos de esquerda, dialoguem! Intelectuais, professores, artistas, líderes progressistas e de esquerda, dialoguem! Aproveitemos os esforços da Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, encontro das Fundações de esquerda, às caravanas de Lula, os comitês em defesa da democracia, a marcha do dia 24 de janeiro em Porto Alegre, para dialogar, fortalecer as agendas, impulsionar iniciativas e o combate ideológico.

É imprescindível que fortaleçamos neste momento as agendas programáticas e de lutas, tenhamos compreensão histórica de que o ano de 2018 é o início e não o fim de toda a luta instalada no país. Assim iniciamos a unidade das esquerdas e organizamos a tropa, olhando para frente e marchando em uníssono. Que fique mais claro ainda: aquele que se opor ou atrapalhar é inimigo de classes!

Por Fernando Neto - Militante de esquerda.

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