28.4.18

Campanha já reduziu a fila de espera por córnea em 50%



No dia em que completa um ano que foi lançada a campanha para zerar a fila de espera por uma córnea, o Banco de Olhos da Bahia, que funciona no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), recebeu um par de córneas de um jovem de 21 anos, vítima de um acidente de moto, em Alagoinhas. A Campanha foi lançada em 27 de abril de 2017 e já reduziu a fila em 50%.

Após os médicos confirmarem a morte encefálica do jovem, os familiares decidiram doar seus órgãos e, além das córneas, os rins foram para o Hospital Ana Nery (HAN), unidade da rede própria da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e o fígado foi para o Hospital Português, unidade privada, que realiza o transplante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Como a cidade fica a 120km de Salvador, a coleta dos órgãos envolveu, além da equipe médica, a “equipe do Grupamento Aéreo da Polícia Militar que, junto com aeronaves da Casa Civil, estão sempre à disposição da Central de Transplantes na missão de salvar vidas”, pontuou a coordenadora América Carolina Sodré.

A campanha: Lançada em abril de 2017, a campanha ‘Rumo à Fila Zero de Córnea’, já reduziu a fila de espera em quase 50%. Dos 1350 inscritos no início da campanha, hoje são 700. A ação conta com a realização continuada de atividades educativas na rede hospitalar, inclusive no interior do estado, para conscientização dos profissionais de saúde quanto à notificação de óbitos viáveis para doação de córneas; palestras em diversos segmentos da sociedade como empresas, escolas, faculdades, além do apoio voluntário de artistas que, através de vídeos veiculados nas redes sociais informam à sociedade a importância da doação de córneas.
A coordenadora da campanha, Marli Souza Nascimento, ressalta que zerar a fila é um ganho imensurável para a sociedade, pois os problemas na córnea com indicação de transplante geralmente acometem o indivíduo na sua fase produtiva. Isso significa que, muitas vezes, ele fica impedido de realizar suas atividades laborais. “São pessoas que têm suas vidas interrompidas e o transplante de córnea é a única forma de tratamento”.

Fila: Atualmente são 1672 pessoas na fila à espera por um órgão. A maior demanda é para o transplante de rins, com 957 pessoas inscritas. Em seguida, vem córneas com 700, fígado com 11 e quatro pessoas estão à espera de um pulmão. “Por isso a importância da conscientização e mobilização da sociedade para a doação, embora reconhecendo que seja um momento muito delicado”, explica a coordenadora da Central de Transplantes, América Carolina. Ela acrescenta que quem autoriza são parentes até o terceiro grau, além dos cônjuges.

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