STF treme, bastidores ferventes e banco na mira

O Supremo Tribunal Federal viveu uma noite de tensão no dia 12 de fevereiro de 2026. O ministro Dias Toffoli decidiu deixar a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master, após uma reunião marcada por pressões internas e debates acalorados entre os dez ministros da Corte. Embora a nota oficial divulgada pelo STF tenha reforçado que não havia motivos para suspeição ou impedimento, o gesto foi interpretado como uma tentativa de preservar a imagem institucional diante do avanço das apurações da Polícia Federal.

Nos bastidores, relatos apontam que a reunião começou carregada de tensão, com ministros demonstrando desconforto em relação à permanência de Toffoli no caso. A saída foi acertada “a pedido”, mas não sem resistência inicial do magistrado. A decisão, embora apresentada como voluntária, foi resultado de um consenso construído para evitar que a crise se aprofundasse e contaminasse ainda mais a credibilidade do Supremo.

Em nota conjunta, os ministros afirmaram reconhecer a validade de todos os atos praticados por Toffoli até então, destacando que não havia qualquer indício de irregularidade. O documento também expressou apoio pessoal ao colega, reforçando a dignidade de sua atuação. No entanto, o caso foi redistribuído e coube ao ministro André Mendonça assumir a relatoria, o que abre espaço para novas interpretações sobre o rumo das investigações e o impacto político da mudança.

O episódio expõe a fragilidade das relações internas no STF e revela como crises institucionais podem ser administradas sob o manto da formalidade. A saída de Toffoli não encerra as dúvidas sobre o caso Master, mas inaugura uma nova fase em que o tribunal precisará provar que é capaz de conduzir investigações sensíveis sem se deixar abalar por pressões externas ou internas. O escândalo, que já ecoa nos corredores de Brasília, promete ser um divisor de águas na relação entre Judiciário, política e sistema financeiro.

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