2.10.17

O fiador do golpe. (Por Fernando Horta)


O STF se mostra como fiador do golpe. Em decisão inconstitucional, impõe uma "prisão domiciliar" a um senador com mandato vigente. Ainda que Aécio seja um crápula e responsável direto por grande parte do que está aí, não é apoiando ilegalidades contra inimigos que vamos sair desta crise.

O STF rasgou a constituição quando permitiu prisão em segunda instância e agora com a permissão de proselitismo religioso em escola pública. Os que vestem capas negras estão levando o Brasil de volta à Idade Média.

E se o senado mantiver Aécio? O STF autorizará tácita ou abertamente que Mourão concretize seu sonho?

Se em 64 o STF aceitou mudo (com exceção de 3 ministros que foram "depostos") o golpe, em 2016 o Supremo parece cantar o hino nacional à plenos pulmões enquanto avaliza e ajuda a destruir a frágil democracia brasileira.

Paradoxal é a postura de Gilmar Mendes. Um dos ministros mais venais que se vê na obrigação de defender desesperadamente a legalidade para salvar Aécio (e evitar uma possível delação?). Mendes se coloca contra os militares, salvando um envolvido em corrupção não por convicção de que isto seria a coisa certa. Faz por casuísmo e máximo interesse pessoal.

Será que Mendes, Aécio e toda a classe política enfim sentirá os efeitos terríveis do fascismo que ajudou a fazer crescer? Será que agora estes sujeitos entenderão que ninguém controla a ignorância fascista (personificada em mbl's e Mourões)?

Mais do que nunca precisarão de uma união nacional. Precisarão reunir o Brasil para salvar suas peles. Precisarão do povo pobre, classe média e até do grande capital para barrar o fascismo. Terão que fazer em 4 ou 5 meses o caminho contrário que levaram 4 anos para pavimentar. E parece que só há um nome com legitimidade para reunir este povo e negociar com estas forças.

O curioso é que este pacto será feito para se opor ao monstro que se tornou o judiciário (MP, STF, Lava a Jato, e etc.). Os que se acham puros e intocados estão sendo responsáveis diretos pelos maiores abusos e retrocessos. E estes monstros serão confrontados, por corruptos, políticos sórdidos e desonestos de todas as partes deste país, mas que estarão - neste caso - fazendo o correto.

É preciso parar o judiciário. Não pode um Estado se tornar criminoso para combater criminosos. Como assim ocorreu, os próprios corruptos ganharam legitimidade para combater os juízes.

A única diferença entre um juiz autoritário, arbitrário e ilegal e um político corrupto é que o político é votado. E na luta entre estas duas monstruosidades eu fico com os votados.

Resta saber de que lado ficarão os generais e de que lado ficará o povo. O Brasil racha e o judiciário é a cunha.

Por Fernando Horta.

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