15.10.17

Mas que juventude é essa? (Dimas Roque)


Após um ano e dois meses do impeachment da Presidenta da República, eleita com 54.501.118 votos, o que equivaleu a 51,64% dos votantes, poucas são as manifestações de arrependimentos daqueles que participaram da mobilização para o Golpe no Brasil.

Alguns artistas de televisão e alguns cantores já colocaram a cara no sol e reclamaram da atual situação política no país, mas não se ouviu ou viu qualquer um deles pedir desculpas por terem ajudado a retirar da presidência da república, uma pessoa comprovadamente honesta. E quem diz isto não sou eu, são as várias manifestações da justiça brasileira que a vem inocentando de todas as acusações que lhe foram feitas.

Então, como entender que uma parte da juventude tenha se encantado com as mobilizações de ruas que precederam a derrubada do governo e posso da atual quadrilha instalada no palácio do planalto?

Especialistas de todos os seguimentos políticos não têm dúvidas, e apontam as grandes redes de televisão como as principais mobilizadoras para os atos nas grandes cidades. Era comum ver as programações serem suspensas e transmissões ao vivo, em rádios e televisões acontecerem por horas. Incitando a participação.

Mas que juventude é essa que não parou para questionar que estava sendo manipulada e que estava ajudando a colocar uma quadrilha para administrar o seu país? E que agora, calada, está escondida embaixo de seus lençóis. E não se sabe ainda, se envergonhada ou apoiando com o seu silêncio a venda do patrimônio público, as prisões sem provas na Guantánamo de Curitiba, as condenações por convicções, a tentativa diária de destruição da imagem do maior líder político mundial na atualidade.

Diferente da juventude que foi as ruas para derrubar o golpe militar de 64, a atual juventude brasileira que apoia os crimes cometidos pelo governo golpista, envergonhará a toda uma geração.


2 comentários:

maria edite graça graça disse...

É verdade as pessoas esquecem rápido daquelas que foram as verdadeiras libertadoras de nossas algemas. Primeira mulher na presidência do Brasil, país machista e misogeno.

maria edite graça graça disse...

Estão no mínimo submetidos a alguma espécie de loucura enganosa. Ah! Esses jovens, se soubessem o que é ditadura/regime militar. Há, há não estariam pedindo. Também não lêem.