Desembargadora afastada engorda bolso com R$ 1,3 milhão sem trabalhar

A Operação Faroeste, que revelou um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, continua a expor privilégios que indignam a população. A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, afastada de suas funções desde 2019, segue recebendo salários normalmente, acumulando mais de R$ 1,3 milhão em vencimentos sem exercer qualquer atividade. O caso escancara a distância entre a realidade da Justiça e o cotidiano de quem depende de serviços públicos básicos.

Enquanto milhares de servidores enfrentam cortes, congelamentos e atrasos, Maria do Socorro mantém intactos seus rendimentos mensais. A situação gera revolta não apenas pela dimensão dos valores, mas pelo contraste com a crise financeira que atinge o estado e o país. O pagamento contínuo a uma magistrada investigada por corrupção reforça a percepção de que o sistema judicial protege seus próprios membros, mesmo quando há suspeitas graves.

O escândalo da remuneração sem trabalho coloca em xeque a credibilidade do Judiciário baiano e alimenta o sentimento de impunidade. Para a sociedade, é mais um exemplo de como privilégios se perpetuam em silêncio, enquanto a população luta por dignidade. O caso da desembargadora afastada não é apenas uma questão de números: é um retrato cruel de um sistema que insiste em premiar quem deveria estar respondendo por seus atos.

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