17.1.13

Heleno Silva desabafa: “é hora de agir com o coração, não somente com a técnica”.


Foto: Luiz Carlos Moreira.

Técnicos do governo de Sergipe que fazem parte do Comitê Estadual de Combate à Seca estiveram reunidos na manhã de hoje (17) para avaliar as ações que estão sendo realizadas para diminuir os efeitos da longa estiagem que atinge 19 municípios que decretaram situação de emergência. A reunião aconteceu no auditório da Pronese, em Aracaju, e contou com a presença de 15 prefeitos da região, secretários municipais, vereadores e produtores rurais. 

O encontro foi conduzido pelo secretário de Estado da Agricultura, José Sobral, que listou as medidas colocadas em prática e os projetos do governo para combater a seca a médio e longo prazo. Mais uma vez os sertanejos, entre políticos e agricultores, puderam expor a difícil situação que enfrentam devido à falta d’água. A economia da região, concentrada principalmente na produção agrícola e leiteira, praticamente acabou. 

O prefeito de Canindé de São Francisco, Heleno Silva, advertiu da necessidade urgente de ser encontrada uma solução imediata para a falta de água para o consumo dos animais. De acordo com ele, mesmo com toda a estiagem, o abastecimento humano ainda está sendo realizado pela DESO ou através dos carros-pipa, mas água para o rebanho não existe. 

“Nós temos que cuidar do nosso rebanho sob pena de produzirmos bolsões de pobreza e de miséria na região. É preciso que o governo autorize a DESO, de imediato, a abastecer as barragens, os tanques e os açudes próximos às adutoras. Ou se faz isso ou se acaba a região. É hora de agirmos com o coração, não só com a técnica. Lá em Canindé, eu tenho condições e não estou deixando meu povo se acabar de fome e de sede, mas os outros municípios não têm essa mesma condição. E o que é que eles vão fazer?”, questionou o prefeito. 

Heleno Silva citou como exemplo uma barragem localizada no povoado de Santa Rosa do Ermírio que, se a Deso encher, a carrada de água, que hoje custa R$ 250,00, cairá para R$ 50,00. “No povoado Capim Grosso, se a gente encher uma barragem que fica a 50 metros da caixa d’água, economiza 25 quilômetros até a beira do rio. Em Vaca Serrada, o prefeito Tonhão de Monte Alegre já disse que se estiver cheia, vai representar um alívio para milhares de famílias. Então é preciso agir, agora”, conclamou. 

A coordenação do Comitê listou as principais reivindicações apresentadas durante a reunião para buscar, junto aos órgãos dos governos estadual e federal, colocá-las em prática. Entre os pedidos apresentados estão: distribuição de ração e água para os animais; retorno do programa do leite; recuperação de poços artesianos através da Cohidro; aquisição de milho pela Conab para ser pago em leite com carência de um ano após a normalização das chuvas, e outros.


Ascom/Canindé-SE.

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