7.7.20

Movimento antivacina







As vacinas têm a missão de proteger o organismo humano, funciona mais ou menos assim, elas “ensinam” o sistema imunológico a combater vírus e bactérias. O sistema Único de Saúde oferta de forma gratuita vacinas como, Febre Amarela, BCG, Poliomielite, Influenza, Sarampo, Rubéola, Rotavírus, Coqueluche, Meningite, Hepatites, entre outras.

Você sabia que mais de dois milhões de pessoas são salvas todos os anos, graças as vacinas?

Pois é, isso é bem verdade, vamos dar como exemplo a varíola, altamente contagiosa, e que foi responsável pela morte de 300 milhões de pessoas somente no século XX, só para termos uma dimensão, este número é maior que a população brasileira inteira. A varíola, teria surgido na Índia, com descrições na Ásia e África, mesmo antes da era cristã, causadora de sinais e sintomas como, febre, vômitos, lesões da pele, pústulas que se transformam em crostas, e após alguns dias viram cicatrizes, além de outras infecções, que podem vir a causar choques, e falência de órgãos, com uma taxa de mortalidade considerável. Graças a descoberta da vacina, em 1980 a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a varíola foi ERRADICADA do planeta.


Em 1998 surgiu um movimento antivacina, em consequência de uma notícia falsa, lançada por um médico cirurgião Andrew Wakefield, em que abordava uma série de casos, relacionando colite (inflamação do intestino grosso), autismo e a vacina para o sarampo, este estudo foi publicado em uma revista The Lancet, gerando grande repercussão.

O conselho médico do Reino Unido investigou os registros e descobriu que haviam várias irregularidades no estudo. Com isso, a revista The Lancet retirou o trabalho que havia sido publicado. Mais de 20 anos após este episódio fraudulento, e ainda existem repercussões negativas em países como, a Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, entre outros lugares do mundo.

E qual seria o impacto disto na vida das pessoas? A resposta é simples, pode-se citar como exemplo o Brasil, que até o ano de 2019 tinha o selo de erradicação do Sarampo, e perdeu, pelo aparecimento de novos casos da doença, em consequência da diminuição da vacinação, que teve uma queda de 20% da taxa, deixando o país susceptível (enfraquecido), principalmente após os casos de imigração que ocorreram no corrente ano.

É fácil aderir ao movimento antivacina, se você não presenciou os danos, muitos deles letais, que algumas doenças causaram antes da descoberta das vacinas, e que podem vir a causar, como já está acontecendo.

Estar imunizado não é só uma questão individual, mas coletiva, se um indivíduo nega-se a receber, ou que seu filho receba a vacina, e por ventura esta criança venha a contrair o sarampo, ou qualquer outra doença, ela pode vir a contaminar mais dois grupos de pessoas, as que que também se opuseram a tomar, e as que por algum motivo não podem tomar, estando mais vulneráveis, nesse segundo grupo podemos incluir os que ainda não se enquadram na faixa etária para imunização, e os possuem alguma deficiência imunológica.

Em resumo quanto mais pessoas vacinadas, maior a proteção da população como um todo. É importante frisar que mesmo em meio a uma pandemia, em que se vive no momento, não se pode negligenciar a vacinação. Imagina vivermos em meio a esse caos, outros tipos de epidemia.

A vacinação é importante, ela salva vidas, basta pensarmos em como toda a população mundial, está ansiosa pela criação de uma vacina eficaz contra o novo Coronavírus, visando barrar os danos que o planeta vem sofrendo pela alta virulência desse microrganismo.


Por: Carola Santos

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