15.11.18

Não consigo conviver com gente inteligente



Eu não me acostumo nuca. Tenho toda a certeza do mundo que nunca saberei conversar, ter um bate papo, mesmo que rápido, com gente que se proclama conhecedor de determinado assunto que esteja em pauta na mídia. O idiota tem necessidade de se declarar inteligente. É algo incontrolável dentro dele. E eu não consigo conviver com gente inteligente. Eu prefiro o meu povo.

Por força do meu trabalho no Blog, eu passo algumas horas na frente do computador. Desse tempo, algum é gasto em redes sociais. Nelas há uma avalanche de novas pessoas a dar vazão a seus argumentos. Muitas vezes são copias do que outros já copiaram de outros que também copiaram. É o telefone sem fio moderno. Só que dessa vez, diferente do barbante e das duas latas de leite nas pontas, essa turma não interpreta o que está escrito, basta concordar. Mas se concordar é compactuar com tamanhas inverdades que são publicadas, essa gente está fadada ao sucesso inverso. E como diz a letra da banda Plebe Rude, “Não temos identidade própria. Copiamos tudo em nossa volta. Nunca fomos tão brasileiros”.

Sou militante de esquerda desde 1979. Naquele tempo recebíamos textos a serem estudados durante a semana. Muitas das vezes tínhamos que destruir aquelas páginas assim que já nos dávamos por satisfeitos. Aos sábados eram comuns reuniões em grupo para debater a leitura. Daqueles tempos trago o prazer de ter um livro em minhas mãos, ler e poder concordar ou discordar do que nele tem. Atualmente estou terminando o Livro: Zé Dirceu – Memórias. Volume I. Autografado pelo autor, quando o entrevistei para o Blog. Uma narrativa em primeira pessoa e narra a entrada do autor na política estudantil, sua prisão e expulsão do Brasil. Sua morada em Cuba e clandestinamente por aqui. É uma boa leitura para conhecer um dos homens que foi responsável, junto com o Presidente Lula, para o que país chegasse a 6ª economia do mundo moderno.

A leitura faz bem a sanidade mental.

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