11.1.18

Operadores da Lava Jato vivem vida de nababo.

Nascida para investigar lavagem de dinheiro, a operação policial mais conhecida da história da república, logo tornou-se uma ação política jurídica. Entre os investigados estavam Alberto Yousseff e Habib Charter. Doleiros muito conhecidos no submundo de Brasília e envolvidos no escândalo do Banestado – Banco do Estado do Paraná, que enviou irregularmente para o exterior US$ 30 bilhões de dólares. E por essa razão, que o crime começou a ser investigado pela justiça do Estado.

O que seria um crime comum, de repente se transformou em crime com envolvimento de políticos. Pego em interceptação telefônica, Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da Petrobrás. Ele teria, segundo a acusação, se associado com outros funcionários da estatal, a empreiteiros e políticos para “lavagem de dinheiro” e assim, obterem benefícios financeiros.

Quando juntou doleiros criminosos e diretores da Petrobrás o juíz responsável transformou o caso em um show midiático. E foi assim que ela ganhou os holofotes da grande imprensa que, associada a ala da direita política brasileira, manipularam a opinião pública bombardeando diariamente com notícias negativas contra o Governo da Presidenta Dilma Roussef. O resultado nós sabemos, foi o Golpe Jurídico/Politico.

Uma parcela da população induzida a negar a política, foi às ruas e foi assim que os arquitetos desses movimentos todos, tiveram o aval para fazer o que bem queriam. Enquanto toda essa manipulação acontecia, o juíz e os promotores se tornavam cada vez mais pessoas presentes em eventos públicos e redes sociais. Eles se tornaram e incentivaram o culto ao mito da Lava jato. Acharam-se verdadeiramente Os Intocáveis e começaram a praticar “conduções coercitivas sem intimações prévias, abuso no emprego de prisões preventivas e processos acelerados para, obter delações premiadas forçadas, a maioria dos réus presos, que servem de base para novas condenações sem provas. (Os crimes da Operação Lava Jato)". Enquanto a população os aplaudia, eles praticavam todos os tipos de abusos juridícos.  

Mas como toda injustiça não dura para sempre, os paladinos de Curitiba associados com membros da polícia federal e a grande imprensa, começaram a ser acusados de venda de sentença para a libertação dos maiores delatores e de doleiros, por Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht e da UTC. O maior denunciado foi o amigo do Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da esposa do juíz federal e padrinho de casamento do casal, que teria oferecido delação premiada com pagamento de caixa 2. A justiça feita em Curitiba começou a ser questionada.

Com a notícia da venda de sentenças para libertar delatores da operação conduzida pelo juíz Sérgio Moro, a população começou a descobrir como vivem essa turma após obterem liberdade. Alguns deles moram em mansões que valem R$ 15 milhões de reais, conforme denúncia na imprensa. O Paulo Roberto Costa, que antes para a justiça era tido como exemplo de funcionário corrupto, agora vive em um condomínio de luxo na cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro, onde pode desfrutar de uma vida de rei. Ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, também vive na serra fluminense. Ele cumpre prisão domiciliar. O condomínio em que “tira” sua pena tem sítios com imóveis avaliados em R$ 2,5 milhões. Já o engenheiro e empresário Zwi Skornicki, que confessou pagar R$ 4 milhões em propina para o marqueteiro João Santana, condenado a 15 anos de prisão, e após acordo de delação premiada vive em uma mansão na Barra da Tijuca, também, no Rio de Janeiro. O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, após acordo de delação premiada vive hoje em Fortaleza no Ceará em uma casa de luxo vivendo uma vida de nababo.

Para todos os outros delatores que receberam o passe para a liberdade após acordos com procuradores e o juíz, estão curtindo a vida como se tivessem ganho um prêmio da Mega Sena acumulada. Para todos eles, há notícias de que devolveram só parte do valor que teriam ganhado através do crime, mas que teriam, com a anuência da justiça, ficado com boa parte dos valores surrupiados.

Essa foi a justiça para quem teve advogado indicado para fazer a defesa pela força tarefa da Lava jato, segundo o próprio Tacla Duran. E onde as provas são robustas. A injustiça, parece que ficou para aqueles que a Lava jato não consegue provas, mas que condenaram e querem destruir politicamente.

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